domingo, 30 de setembro de 2018

Segunda lista dos sobrenomes que povoaram os Açores

Diniz

Drummond

Dutra

Dias

Duarte

Dornelles

Damasceno

Dias



Enes

Escobar

Espínola

Espinoza

Estaco

Evangelho

Esteves

Estrada



Fagundes

Falcão

Faria

Farinha

Fagundes

Ferraz

Ferreira

Ferro

Festa

Figueira

Figueiredo

Flores

Fonseca

Fournier

Fontes

Fraga


Fragoso

França

Franco

Furtado de Mendonça

Freitas

Freire

Furtado

Fortunato

Francisco




Gambão

Godinho

Gois, Góis, Goes e Góes

Gomes

Gonçalves

Goulart - origem em Joz Gouilward, da comitiva de um dos três donatários dos Açores: WILLEN VAN DER HAAGEN (Ilha do Faial), JOZ VAN HUESTER (Ilha do Pico) e JOZ VAN AERTRICJCKE (Ilha do Faial). O nome original GOUILWARD transformou-se ao longo do tempo em GALARD(E), GOLART(E),GOULART(E) e GULARTEJOZ GOUILWARD

Gouveia

Guedes

Guerra

Guilherme da Silveira

Guimarães

Gusmão

Guterres

Gomes

Gonçalves



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Manuel de Sousa Meneses


Manuel de Sousa Meneses (Cabo da Praia, 3 de Abril de 1890 — Angra do Heroísmo, 30 de Março de 1958) foi um médico militar, político e historiador, que se notabilizou pelos seus estudos sobre o povoamento dos Açores e sobre a colonização açoriana da ilha de Santa Catarina, Brasil. Cumpriu um mandato como deputado à Assembleia Nacional (1949-1953) e foi governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo (1952-1956). Foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira . Foi pai do general e político Manuel Amorim de Sousa Meneses e do brigadeiro-médico João Homem Lemos de Meneses.
Frequentou o Liceu de Angra do Heroísmo, mas concluiu o ensino secundário no Liceu de Ponta Delgada. Formou-se em Medicina, optando por uma carreira de médico militar no Exército Português.

Como médico militar, nos anos de 1915 e 1916 integrou as forças expedicionárias que fizeram as Campanhas do Sul de Angola, nos anos iniciais da Primeira Guerra Mundial, com o objectivo de impedir a penetração alemão a partir do Sudoeste Africano Alemão e reprimir a insurreição dos povos ovambo que a acompanhava. Quando Portugal entrou na guerra no palco europeu, foi integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP) enviado para em França, aí permanecendo durante os anos de 1917 e 1918. Ferido em combate, foi dado por morto por um erro de identificação.

Terminada a Primeira Guerra Mundial foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 22, então de guarnição ao Castelo de São João Baptista de Angra, onde permaneceu por largos anos como médico do Hospital Militar da Boa Nova.

Para cumprir os requisitos de promoção a tenente-coronel foi nomeado director do Hospital Militar de Évora  (1937), sendo transferido no ano seguinte para Lisboa, já tenente-coronel, e nomeado director do Depósito Geral de Material Sanitário e de Hospitalização (1938). Foi também Inspector de Saúde da 3.ª Região Militar, então com sede em Tomar, cargo que ocupava quando em 1941 passou à reserva.
Na situação de reserva, em 1941 fixou-se na ilha Terceira, mas em 1943 foi chamado ao serviço activo quando chegou aos Açores a força expedicionária organizada para ali garantir a soberania portuguesa no contexto da Segunda Guerra Mundial. Foi então nomeado chefe do Serviço de Saúde do Comando Militar dos Açores, sendo depois nomeado director do Hospital Militar da Terra Chã, cargo que exerceu desde a sua abertura até 1948 .

Foi um dos apoiantes do golpe de 28 de Maio de 1926, desenvolvendo alguma actividade política no contexto da Ditadura Nacional, presidindo de 1928 a 1931 à comissão administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo. O seu apoio ao Estado Novo levou-o novamente à presidência da Junta Geral (1949 a 1953), a ser escolhido para deputado à Assembleia Nacional na V Legislatura daquele órgão (1949 a 1953) e depois a ser nomeado governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo (29 de Dezembro de 1952 a 27 de Dezembro de 1956).
Foi presidente da direcção do Lawn Tennis Club de Angra e do Montepio Terceirense, tendo sido durante a sua presidência construída a nova sede do Montepio, na esquina da Rua da Sé com a Rua do Palácio, depois agência do Banco Português do Atlântico.

No parlamento teve uma presença discreta, pertencendo à Comissão de Trabalho, Previdência, Saúde e Assistência. As suas intervenções versaram em geral assuntos locais, nomeadamente os efeitos da crise sísmica de 1950 na Terceira , e questões relacionada com a saúde e com a agro-pecuária .


Ao longo de toda a sua carreira, mas em particular depois de passar à reserva, dedicou-se ao estudo da História dos Açores e à escrita, deixando uma importante obra, caracterizada por uma sólida investigação, mas eivada pela ideologia regionalista inspirada no nacionalismo do Estado Novo, com uma interpretação da história açoriana subordinada ao exacerbado portuguesismo que então se tentava impor. Merecem destaque os seus estudos sobre o povoamento dos Açores e o seu estudo sobre o Hospital da Boa Nova .
Publicou um livro de viagens por Espanha, intitulado Em moeda fraca. Dos Açores às exposições de Sevilha e Barcelona. Em 1942 foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira.

Foi oficial da Ordem de Cristo e da Ordem de Santiago da Espada, comendador da Ordem de Avis e foram-lhe atribuídas as medalhas comemorativas das Campanhas do Sul de Angola (1914-1915). Recebeu pela sua acção em França (1917-1918) a Medalha da Vitória.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Lista dos sobrenomes das primeiras famílias que povoaram os Açores



Abarca - Pedro Abarca Fidalgo de Tuy

Albernaz - João Gonçalves Albernaz, o Tangedor, da Biscaia

Albuquerque - António Maria de Albuquerque do Couto e Brito

Alcântara

Almeida - Miguel Cardoso de Almeida

Alves

Andrade

Antunes

Almeida

Alpoim - Pedro Anes

Ávila - Antão Gonçalves de Ávila

Azevedos - Afonso Vaz de Azevedo

Avelar

Arantes

Araújo

Assunção


Baldaya - Afonso Gonçalves de Antona Baldaya

Barreto

Barros - Lançarote Gonçalves Doraço de Barros

Bettencourt - Francisco de Bettencourt

Barcelos – Pinheiros de Barcelos

Boins - Diogo Fernandes de Boim

Borges - João Borges

Branco

Brito do Rio - Luís de Brito do Rio

Bruges - Jácome de Bruges

Brum - António de Brum



Cabral - Violante Cabral

Cacena - André de Cacena

Câmara - Pedro Álvares da Câmara

Camelo - Fernão Camelo Pereira

Canto - Pedro Anes do Canto

Cardoso - Inês Martins Cardoso

Carneiro

Carvalhal - Francisco Dias do Carvalhal

Carvalho


Carvão - Baltazar Gonçalves Carvão

Castelo Branco - Gaspar Munhoz de Castil Blanque

Castro - Garcia de Castro

Chave - Catarina Gonçalves Chaves

Coelho - João Coelho

Coelho Borges - António Coelho da Costa

Cordeiros - Pedro Cordeiro

Coronel - António Rodrigues Coronel

Correia - Pedro Correia

Corte Real - Vasco Anes Corte Real

Cota da Malha - Pedro Cota da Malha

Coutinho - Pedro Nunes da Fonseca Coutinho

Correa



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Manuel Zerbone


Manuel Zerbone Júnior (Horta, 7 de Novembro de 1856 — Horta, 29 de Março de 1905) foi um professor, escritor e publicista açoriano, de origem sarda ou corsa, que se notabilizou como um dos principais motores do movimento intelectual que surgiu na ilha do Faial na segunda metade do século XIX.

Manuel Zerbone nasceu na cidade da Horta, ali concluindo os seus estudos primários. Depois de alguns estudo na sua ilha natal, partiu para a cidade do Porto, onde concluiu o ensino secundário. Durante a sua estadia naquela cidade conheceu Manuel Teixeira Gomes, Luís Botelho e José Maria de Queirós Veloso. Estudou seguidamente em Lisboa, frequentando o Curso Superior de Letras, mas não concluiu qualquer curso superior.

Regressou à ilha do Faial onde se fixou e foi professor de Francês no Liceu da Horta. Simultaneamente iniciou um percurso de publicista e jornalista, que o levaria a colaborar com múltiplas iniciativas editoriais na ilha do Faial, noutras ilhas dos Açores e no exterior do arquipélago. Passou também a ser um dos grandes impulsionadores do movimento intelectual que então surgiu na ilha, centrado em torno de uma tertúlia que incluía Florêncio Terra, Manuel Joaquim Dias, Rodrigo Guerra e Henrique das Neves.

O grupo fundou o Grémio Literário Faialense e o O Açoriano, um semanário com espaço dedicado às letras, onde publicam textos predominantemente com o cunho do romantismo, mas onde surgem sinais de novidade na colaboração, como contista, de Florêncio Terra e, sobretudo de Manuel Zerbone, este com umas prosas poéticas onde se patenteia, sintomaticamente, a influência do criador do poema em prosa, Aloysius Bertrand de "Gaspard de la Nuit".  Para além da poesia e da crónica, Manuel Zerbone afirmou-se como contista e romancista, tentando também o teatro.

Sobre as crónicas de Manuel Zerbone, o crítico literário e estudioso da literatura açoriana Pedro da Silveira escreveu: Impõe-se publicá-las na totalidade e, à parte, os seus contos e os poemas em prosa. Discípulo, nos poemas em prosa de Aloysius Bertrand e de Baudelaire, é uma das figuras mais interessantes da literatura açoriana do seu tempo.  O mesmo crítico considera que numa primeira abordagem a obra de Manuel Zerbone parece fútil, por vezes um mero jogo de palavras habilidosamente tecido mas sem fundo. Não é assim, porém. As aguarelas impressionistas deste discípulo de Aloysius Bertrand e de Baudelaire do "Spleen" de Paris revelam um verdadeiro poeta, delicado e de funda sensibilidade.


Marcelino de Almeida Lima, outro dos membros da tertúlia e também colaborador n´O Açoriano,escreveu que Manuel Zerbone tinha uma alma de artista, verdadeiro esteta em tudo, no julgar e no praticar, até nas cousas mais comezinhas da vida, destacava-se no círculo dos intelectuais; e muito poderia ter-se salientado, porque condições não lhe faltavam, se não fosse a incapacidade para se amarrar ao trabalho de cinzelar obra de vulto. Ernesto Rebelo, outro dos membros da tertúlia, diz que Zerbone tinha um estilo ligeiro e maleável, adequado ao predilecto género de literatura que em França teve por iniciador Júlio Janin e no qual, em Portugal, tanto se distingue Júlio César Machado – o folhetim, as crónicas alegres.

Depois de uma carreira como professor liceal na ilha do Faial, faleceu na Horta em 1905, com apenas 49 anos de idade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Quem partiu da ilha de S. Miguel Açores para a Argentina, Brasil e Estados Unidos da América em 1928

1-  José Bernardo de Sousa, 16 anos, Povoação. Para o Brasil

2-  Manuel de Melo, 23 anos, Povoação. Para o Brasil

3-  Luis Raposo Macedo, 23 anos, Povoação. Para Brasil

4-  Manuel Luis de Mendonça, 25 anos, Povoação. Para o Brasil

5-  José da Câmra, 43 anos, Povoação. Para a Argentina

6-  Manuel da Câmara Branco, 17 anos, Povoação. Para a Argentina

7-  Joaquim da Câmara Branco, 15 anos, Povoação. Para a Argentina

8-  João Raposo de Sousa, 50 anos, Nordeste. Para o Brasil

9-  Maria Pacheco de Melo, 58 anos anos, Nordeste. Para o Brasil

10-  Maria José de Sousa, 20 anos, Nordeste. Para o  Brasil

11-  Maria Júlia Raposo de Sousa, 13 anos, Nordeste. Para o Brasil

12-  Mariana Raposo de Sousa, 12 anos, Nordeste. Para o Brasil

13-  Daniel Raposo de Sousa, 10 anos, Nordeste. Para o Brasil

14-  josé da Costa Cardoso, 33 anos, Lagoa. Para a Argentina

15-  Manuel Faria, 21 anos, Ribeira Grande. Para a Argentina

16-  Maria dos Santos Andrade, 45 anos, Vila Franca. Para os Estados Unidos da América

17-  José da Costa Amaral, 32 anos, Vila Franca. Para os Estados Unidos da América

18-  António Soares do Rego, 27 anos, Ponta Delgada. Para o Brasil