sábado, 29 de setembro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Manuel de Sousa Meneses

Manuel de Sousa Meneses (Cabo da Praia, 3 de Abril de 1890 — Angra do Heroísmo, 30 de Março de 1958) foi um médico militar, político e historiador, que se notabilizou pelos seus estudos sobre o povoamento dos Açores e sobre a colonização açoriana da ilha de Santa Catarina, Brasil. Cumpriu um mandato como deputado à Assembleia Nacional (1949-1953) e foi governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo (1952-1956). Foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira . Foi pai do general e político Manuel Amorim de Sousa Meneses e do brigadeiro-médico João Homem Lemos de Meneses.
Frequentou o Liceu de Angra do Heroísmo, mas concluiu o ensino secundário no Liceu de Ponta Delgada. Formou-se em Medicina, optando por uma carreira de médico militar no Exército Português.
Como médico militar, nos anos de 1915 e 1916 integrou as forças expedicionárias que fizeram as Campanhas do Sul de Angola, nos anos iniciais da Primeira Guerra Mundial, com o objectivo de impedir a penetração alemão a partir do Sudoeste Africano Alemão e reprimir a insurreição dos povos ovambo que a acompanhava. Quando Portugal entrou na guerra no palco europeu, foi integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP) enviado para em França, aí permanecendo durante os anos de 1917 e 1918. Ferido em combate, foi dado por morto por um erro de identificação.
Terminada a Primeira Guerra Mundial foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 22, então de guarnição ao Castelo de São João Baptista de Angra, onde permaneceu por largos anos como médico do Hospital Militar da Boa Nova.
Para cumprir os requisitos de promoção a tenente-coronel foi nomeado director do Hospital Militar de Évora (1937), sendo transferido no ano seguinte para Lisboa, já tenente-coronel, e nomeado director do Depósito Geral de Material Sanitário e de Hospitalização (1938). Foi também Inspector de Saúde da 3.ª Região Militar, então com sede em Tomar, cargo que ocupava quando em 1941 passou à reserva.
Na situação de reserva, em 1941 fixou-se na ilha Terceira, mas em 1943 foi chamado ao serviço activo quando chegou aos Açores a força expedicionária organizada para ali garantir a soberania portuguesa no contexto da Segunda Guerra Mundial. Foi então nomeado chefe do Serviço de Saúde do Comando Militar dos Açores, sendo depois nomeado director do Hospital Militar da Terra Chã, cargo que exerceu desde a sua abertura até 1948 .
Foi um dos apoiantes do golpe de 28 de Maio de 1926, desenvolvendo alguma actividade política no contexto da Ditadura Nacional, presidindo de 1928 a 1931 à comissão administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo. O seu apoio ao Estado Novo levou-o novamente à presidência da Junta Geral (1949 a 1953), a ser escolhido para deputado à Assembleia Nacional na V Legislatura daquele órgão (1949 a 1953) e depois a ser nomeado governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo (29 de Dezembro de 1952 a 27 de Dezembro de 1956).
Foi presidente da direcção do Lawn Tennis Club de Angra e do Montepio Terceirense, tendo sido durante a sua presidência construída a nova sede do Montepio, na esquina da Rua da Sé com a Rua do Palácio, depois agência do Banco Português do Atlântico.
No parlamento teve uma presença discreta, pertencendo à Comissão de Trabalho, Previdência, Saúde e Assistência. As suas intervenções versaram em geral assuntos locais, nomeadamente os efeitos da crise sísmica de 1950 na Terceira , e questões relacionada com a saúde e com a agro-pecuária .Ao longo de toda a sua carreira, mas em particular depois de passar à reserva, dedicou-se ao estudo da História dos Açores e à escrita, deixando uma importante obra, caracterizada por uma sólida investigação, mas eivada pela ideologia regionalista inspirada no nacionalismo do Estado Novo, com uma interpretação da história açoriana subordinada ao exacerbado portuguesismo que então se tentava impor. Merecem destaque os seus estudos sobre o povoamento dos Açores e o seu estudo sobre o Hospital da Boa Nova .
Publicou um livro de viagens por Espanha, intitulado Em moeda fraca. Dos Açores às exposições de Sevilha e Barcelona. Em 1942 foi um dos sócios fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Foi oficial da Ordem de Cristo e da Ordem de Santiago da Espada, comendador da Ordem de Avis e foram-lhe atribuídas as medalhas comemorativas das Campanhas do Sul de Angola (1914-1915). Recebeu pela sua acção em França (1917-1918) a Medalha da Vitória.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Lista dos sobrenomes das primeiras famílias que povoaram os Açores

Abarca - Pedro Abarca Fidalgo de Tuy
Albernaz - João Gonçalves Albernaz, o Tangedor, da Biscaia
Albuquerque - António Maria de Albuquerque do Couto e Brito
Alcântara
Almeida - Miguel Cardoso de Almeida
Alves
Andrade
Antunes
Almeida
Alpoim - Pedro Anes
Ávila - Antão Gonçalves de Ávila
Azevedos - Afonso Vaz de Azevedo
Avelar
Arantes
Araújo
Assunção
Baldaya - Afonso Gonçalves de Antona Baldaya
Barreto
Barros - Lançarote Gonçalves Doraço de Barros
Bettencourt - Francisco de Bettencourt
Barcelos – Pinheiros de Barcelos
Boins - Diogo Fernandes de Boim
Borges - João Borges
Branco
Brito do Rio - Luís de Brito do Rio
Bruges - Jácome de Bruges
Brum - António de Brum
Cabral - Violante Cabral
Cacena - André de Cacena
Câmara - Pedro Álvares da Câmara
Camelo - Fernão Camelo Pereira
Canto - Pedro Anes do Canto
Cardoso - Inês Martins Cardoso
Carneiro
Carvalhal - Francisco Dias do Carvalhal
Carvalho
Carvão - Baltazar Gonçalves Carvão
Castelo Branco - Gaspar Munhoz de Castil Blanque
Castro - Garcia de Castro
Chave - Catarina Gonçalves Chaves
Coelho - João Coelho
Coelho Borges - António Coelho da Costa
Cordeiros - Pedro Cordeiro
Coronel - António Rodrigues Coronel
Correia - Pedro Correia
Corte Real - Vasco Anes Corte Real
Cota da Malha - Pedro Cota da Malha
Coutinho - Pedro Nunes da Fonseca Coutinho
Correa
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Manuel Zerbone

Manuel Zerbone Júnior (Horta, 7 de Novembro de 1856 — Horta, 29 de Março de 1905) foi um professor, escritor e publicista açoriano, de origem sarda ou corsa, que se notabilizou como um dos principais motores do movimento intelectual que surgiu na ilha do Faial na segunda metade do século XIX.
Manuel Zerbone nasceu na cidade da Horta, ali concluindo os seus estudos primários. Depois de alguns estudo na sua ilha natal, partiu para a cidade do Porto, onde concluiu o ensino secundário. Durante a sua estadia naquela cidade conheceu Manuel Teixeira Gomes, Luís Botelho e José Maria de Queirós Veloso. Estudou seguidamente em Lisboa, frequentando o Curso Superior de Letras, mas não concluiu qualquer curso superior.
Regressou à ilha do Faial onde se fixou e foi professor de Francês no Liceu da Horta. Simultaneamente iniciou um percurso de publicista e jornalista, que o levaria a colaborar com múltiplas iniciativas editoriais na ilha do Faial, noutras ilhas dos Açores e no exterior do arquipélago. Passou também a ser um dos grandes impulsionadores do movimento intelectual que então surgiu na ilha, centrado em torno de uma tertúlia que incluía Florêncio Terra, Manuel Joaquim Dias, Rodrigo Guerra e Henrique das Neves.
O grupo fundou o Grémio Literário Faialense e o O Açoriano, um semanário com espaço dedicado às letras, onde publicam textos predominantemente com o cunho do romantismo, mas onde surgem sinais de novidade na colaboração, como contista, de Florêncio Terra e, sobretudo de Manuel Zerbone, este com umas prosas poéticas onde se patenteia, sintomaticamente, a influência do criador do poema em prosa, Aloysius Bertrand de "Gaspard de la Nuit". Para além da poesia e da crónica, Manuel Zerbone afirmou-se como contista e romancista, tentando também o teatro.
Sobre as crónicas de Manuel Zerbone, o crítico literário e estudioso da literatura açoriana Pedro da Silveira escreveu: Impõe-se publicá-las na totalidade e, à parte, os seus contos e os poemas em prosa. Discípulo, nos poemas em prosa de Aloysius Bertrand e de Baudelaire, é uma das figuras mais interessantes da literatura açoriana do seu tempo. O mesmo crítico considera que numa primeira abordagem a obra de Manuel Zerbone parece fútil, por vezes um mero jogo de palavras habilidosamente tecido mas sem fundo. Não é assim, porém. As aguarelas impressionistas deste discípulo de Aloysius Bertrand e de Baudelaire do "Spleen" de Paris revelam um verdadeiro poeta, delicado e de funda sensibilidade.

Marcelino de Almeida Lima, outro dos membros da tertúlia e também colaborador n´O Açoriano,escreveu que Manuel Zerbone tinha uma alma de artista, verdadeiro esteta em tudo, no julgar e no praticar, até nas cousas mais comezinhas da vida, destacava-se no círculo dos intelectuais; e muito poderia ter-se salientado, porque condições não lhe faltavam, se não fosse a incapacidade para se amarrar ao trabalho de cinzelar obra de vulto. Ernesto Rebelo, outro dos membros da tertúlia, diz que Zerbone tinha um estilo ligeiro e maleável, adequado ao predilecto género de literatura que em França teve por iniciador Júlio Janin e no qual, em Portugal, tanto se distingue Júlio César Machado – o folhetim, as crónicas alegres.
Depois de uma carreira como professor liceal na ilha do Faial, faleceu na Horta em 1905, com apenas 49 anos de idade.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Quem partiu da ilha de S. Miguel Açores para a Argentina, Brasil e Estados Unidos da América em 1928
1- José Bernardo de Sousa, 16 anos, Povoação. Para o Brasil2- Manuel de Melo, 23 anos, Povoação. Para o Brasil
3- Luis Raposo Macedo, 23 anos, Povoação. Para Brasil
4- Manuel Luis de Mendonça, 25 anos, Povoação. Para o Brasil
5- José da Câmra, 43 anos, Povoação. Para a Argentina
6- Manuel da Câmara Branco, 17 anos, Povoação. Para a Argentina
7- Joaquim da Câmara Branco, 15 anos, Povoação. Para a Argentina
8- João Raposo de Sousa, 50 anos, Nordeste. Para o Brasil
9- Maria Pacheco de Melo, 58 anos anos, Nordeste. Para o Brasil
10- Maria José de Sousa, 20 anos, Nordeste. Para o Brasil
11- Maria Júlia Raposo de Sousa, 13 anos, Nordeste. Para o Brasil
12- Mariana Raposo de Sousa, 12 anos, Nordeste. Para o Brasil
13- Daniel Raposo de Sousa, 10 anos, Nordeste. Para o Brasil
14- josé da Costa Cardoso, 33 anos, Lagoa. Para a Argentina
15- Manuel Faria, 21 anos, Ribeira Grande. Para a Argentina
16- Maria dos Santos Andrade, 45 anos, Vila Franca. Para os Estados Unidos da América
17- José da Costa Amaral, 32 anos, Vila Franca. Para os Estados Unidos da América
18- António Soares do Rego, 27 anos, Ponta Delgada. Para o Brasil
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Quem partiu da ilha Terceira Açores no ano de 1930 para a Argentina, Brasil e Estados Unidos da América

1- António Pereira Dinis, 21 anos, Feteira. Para o Brasil
2- Maria da Conceição Veiga, 48 anos, São Bartolomeu. Para o Brasil
3- Mateus Simões, 28 anos, Fonte do Bastardo. Para o Brasil
4- Eugénia da Luz, 23 anos, Luz ilha Graciosa. Para os Estados Unidos da América
5- José de Sousa Tomé, 38 anos, Ribeirinha. Para os Estados Unidos da América
6- Francisca Candida, 21 anos, Ribeirinha. Para os Estados Unidos da América
7- José Tomé, 13 anos, Feteira. Para os Estados Unidos da América
8- Nelson de Sousa Tomé, 12 anos, Feteira. Para os Estados Unidos da América
9- António da Costa Correia, 53 anos, Santa Barbara. Para a Argentina
10- Luís Gonçalves Ferreira, Doze Ribeiras. Para a Argentina
11- Maria Adelaide Mendes da Costa, 22 anos, Feteira. Para os Estados Unidos da América
12- Francisco de Sousa Teixeira Júnior, 23 anos, São Bartolomeu. Para o Brasil
13- Francisco Ferreira Dias, 21 anos, Santa Luzia. Para o Brasil
14- João Barcelos da Rocha, 30 anos, Santa Barbara. Para o Brasil
15- Serafim Nunes Pires, 23 anos , Vila Nova. Para a Argentina
16- Francisco Artur Freitas, 23 anos, Agualva. Para a Argentina
17- Maria da Conceição Brasil de Lima, 50 anos, São Mateus. Para o Brasil
18- Agostinho Luís da Costa, 23 anos, Ribeirinha. Para o Brasil
19- Francisco Gonçalves Rodrigues, 21 anos, Ribeirinha. Para o Brasil
20- António Pacheco Ferreira, 25 anos, Ribeirinha. Para o Brasil
21- Joaquim de Matos Júnior
, 23 Calheta ilha de São Jorge. Para o Brasil
22- Serafim Machado Coelho, Cinco Ribeiras.Para o Brasil
23- Manuel Joaquim Monteiro, 29 anos, Santa Cruz Praia da Vitória. Para o Brasil
24- Emilia da Conceição Rocha, 28 anos, São Bento. Para o Brasil
25- Elias de Sousa da Rocha, 25 anos, Santa Barbara. Para a Argentina
26- Francisco Amarante, 22 anos, Santa Barbara. Para a Argentina
27- Francisco Cota da Costa, 20 anos, Doze Ribeiras. Para a Argentina
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