domingo, 5 de agosto de 2018

Lista de Emigrantes da cidade de Ponta Delgada Açores que partiram para o Brasil


1.  António Augusto Monteiro de Barros (Santa Maria, Ponte Delgada, Açores, Portugal, c. 1790 - Rio de Janeiro, Brasil, 16 de Novembro de 1843) casado com Virgínia Amália Carneiro de Campos e Maria Constança da Graça Rangel.

2.  António Carvalho Tavares (São Sebastião, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Salvador, Bahia, ?) casado com Margarida Teresa de Negreiros.

3.  Bárbara da Conceição (Santa Bárbara , Ponte Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 13 de Junho de 1703 - Viamão, Rio Grande do Sul, 23 de Julho de 1794) casada com Diogo Pacheco Louro.

4.  Diogo Pacheco Louro (Santa Bárbara , Ponte Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 4 de Dezembro de 1699 - Viamão, Rio Grande do Sul, 2 de Julho de 1790) casado com Barbara da Conceição.

5.  Francisco Rodrigues Alves (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846), foi proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.

6.  José António do Rego (NS dos Anjos, Ponte Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Teodora Maria Soares.

7.  José Caetano Pereira (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Eugénia Maria de Figueiredo.

8.  José Inácio Borges do Canto (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1732 - Brasil, ?) filho de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo

9.  José de Medeiros e Albuquerque (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1756 - Rio Grande do Sul, 30 de Julho de 1823) casado com Ana Joaquina Leocádia da Fontoura.~

10.  Luzia Francisca da Assunção (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Manuel de Medeiros e Sousa.

11.  Manuel de Medeiros e Sousa (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 27 de Julho de 1716 - Florianópolis, Santa Catarina, 16 de Setembro de 1804) casado com Luzia Francisca da Assunção e Ana de Santiago.

12.  Maria Leopoldina Machado de Câmara (Ponta Delgada, Açores 1812 - Rio de Janeiro, 1849) casou-se com Francisco José de Assis, foi a mãe de Joaquim Maria Machado de Assis.


13.  Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) filha de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo.

14.  Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filha de António Pereira De Frias e Francisca Rosa, casada com Ventura José Sanhudo.

15.  Nicolau Henriques (São Pedro, Ponta Delgada, Ilha das Flores, Azores, Portugal, ? - Brasil, c. 1841) casado com Josefa del Jesus.

16.  Pedro Medeiros da Costa (Santo António, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - São Paulo, c. 1762) casado com Isabel dos Reis.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Florêncio José Terra Brum

Florêncio José Terra Brum nasceu na Horta, ilha do Faial, Açores, filho do José Francisco da Terra Brum, primeiro barão de Alagoa.

Foi pai do escritor açoriano Florêncio Terra, Capitão Florêncio José Terra Brum e morreu a 27 de Dezembro de 1877 no navio Neptuno.

Foi capitão da Marinha Mercante e comandante do primeiro paquete da Empreza Insulana de Navegação. Foi capitão dos primeiros navios a vapor a navegarem nos Açores, incluindo no brigue Nytheroy com apenas 145 tonelagem, e os navios Atlântico na década de 1870 de 1032 tonelagem e Neptuno.

Durante sua vida, navegava entre as ilhas dos Açores e os portos de Lisboa, Rio de Janeiro, a Madeira e Cabo Verde sem a ajuda de faróis, pois estes ainda não existiam na maior parte dos Açores. Foi uma importante força na instalação dos faróis nos Açores.


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Florêncio Terra


Florêncio Terra (Horta, Açores a 18 de Maio de 1858 — Horta, 25 de Novembro de 1941) foi um escritor, publicista, professor e político açoriano que se notabilizou como contista.
Florêncio José Terra nasceu na ilha do Faial, filho do conhecido capitão da marinha mercante Florêncio José Terra Brum e de Maria dos Anjos da Silva Sarmento. Pelo lado paterno pertencia à família do barão de Alagoa, uma das mais distintas e influentes do seu tempo. Era casado com Teresa Amélia Ribeiro Guerra, filha do segundo barão de Santana, Rodrigo Alves Guerra.
Cursou com distinção o Liceu da Horta, aí começando, em 14 de Outubro de 1888, a reger interinamente a cadeira de Introdução à História Natural.
Pretendendo seguir a carreira do magistério liceal, prestou, de seguida, brilhantes provas em Lisboa, ficando aprovado. Foi nomeado a 8 de Novembro de 1896 professor vitalício, iniciando uma carreira que manteria toda a vida. Ensinou Matemática e Ciências Naturais.
Exerceu em duas ocasiões (1907-1919 e 1928-1929) o cargo de reitor do Liceu da Horta (Liceu Manuel de Arriaga), distinguindo-se como professor e administrador.
Para além da sua actividade como professor liceal, exerceu diversos cargos públicos na administração distrital e local, entre os quais os de vereador e vice-presidente da Câmara.
Foi sócio fundador do Grémio Literário Artista Faialense em 1874.
Pertenceu a uma geração de valores notáveis naquele centro citadino, embora nem todos naturais de lá, conhecendo outras figuras de relevo cultural, da geração anterior. Conviveu com António Lourenço da Silveira Macedo, autor da História das Quatro Ilhas que Formam o Distrito da Horta, com João José da Graça, Garcia Monteiro, Manuel Joaquim Dias, os contistas Nunes da Rosa e Rodrigo Guerra e diversos intelectuais que por aqueles anos viveram na Horta.
Como jornalista, dirigiu, com Luís Barcelos, o semanário literário A Pátria (que inicou publicação a 13 de Dezembro de 1876) e, com Manuel Zerbone, o semanário literário intitulado Biscuit (iniciou publicação a 5 de Julho de 1878).

A sua maior actividade como jornalista exerceu-a no diário O Açoreano ( na 2.ª série, iniciada a 1 de Março de 1895) e no semanário literário e noticioso O Faialense, cuja 2.ª série iniciou a 5 de Novembro de 1901, de parceria com Marcelino Lima e Rodrigo Guerra.
Colaborou ainda nas publicações do Grémio Literário Artista Faialense, n’O Telégrafo, no Correio da Horta e em diversas revistas e jornais de Lisboa, nomeadamente no Ocidente, na Ilustração Portuguesa, no Branco e Negro e na revista literária de O Século.

terça-feira, 24 de julho de 2018

O último governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo

Oldemiro Cardoso de Figueiredo (Angra do Heroísmo, 5 de Agosto de 1916 — Angra do Heroísmo, 7 de Maio de 1995) foi um médico e político, militante do MDP/CDE, que exerceu as funções de Governador Civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo nos anos de 1974 e 1975. Médico na Praia da Vitória, foi nomeado governador civil após a Revolução do 25 de Abril e permaneceu em funções até Junho de 1975, demitindo-se após o levantamento de 6 de Junho de 1975, ocorrido em Ponta Delgada, em solidariedade com António Borges Coutinho. Foi o último governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, já que o cargo foi sucedido pela Junta Regional dos Açores.
Oldemiro Figueiredo foi filho de Adriano Figueiredo, membro da Maçonaria e militante do republicanismo democrático, era proprietário da mais conhecida livraria de Angra do Heroísmo, cidade onde acolhia, conforme as condições permitiam, os opositores à Ditadura Nacional, e depois ao regime do Estado Novo, que eram exilados para os Açores.
Concluiu o curso liceal no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, partindo depois para Lisboa, onde se matriculou no curso de Medicina da Universidade de Lisboa. Em Lisboa esteve hospedado em casa de João Lopes Soares, conhecido da família desde os tempos de exílio em Angra do Heroísmo.
Envolvido nos meios da oposição democrática, o seu percurso académico foi atribulado, forçando-o a transferir-se para a Universidade do Porto e depois para a Universidade de Coimbra, escola onde finalmente concluiu o curso. Estagiou em Lisboa, cidade onde trabalhou em vários hospitais. As suas ligações e actividades aos meios oposicionistas valeram-lhe 18 anos de residência fixa.
Regressou à ilha Terceira no ano de 1946, fixando-se na Praia da Vitória, onde exercia clínica privada e trabalhava como médico do Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória. Homem generoso, era considerado o médico dos pobres. Mais tarde trabalhou na Caixa de Previdência de Angra do Heroísmo, onde chegaria a director clínico.

Após a Revolução do 25 de Abril foi nomeado governador civil do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, participando activamente nas comissões que discutiram o rumo a dar à autonomia dos Açores. Manteve-se em funções até Junho de 1975, demitindo-se após o levantamento de 6 de Junho de 1975, ocorrido em Ponta Delgada, em solidariedade com António Borges Coutinho. Foi o último governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo, já que o cargo foi substituído pela Junta Regional dos Açores.

Após a sua demissão do Governo Civil de Angra, retirou-se da política activa, dedicando-se à medicina.

domingo, 22 de julho de 2018

Casa do Gaiato em São Miguel Açores

O Padre Elias nasceu a 21 de Agosto de 1926 na freguesia do Faial da Terra e  era filho de António Resendes André e de Maria Amelia Pacheco.

Em 1946, o Elias era aluno do primeiro ano de Filosofia no Seminário de Angra do Heroísmo.

Após a ordenação sacerdotal a 1 de Junho 1952, o Elias seguiu para Continente, estagiando com o padre Américo na Casa do Gaiato em Paço de Sousa e no Tojal. Regressou a S. Miguel em Outubro, iniciando a Obra do Gaiato, originalmente instalada num espaço reservado no edifício da Estação Agrária Distrital em S. Gonçalo. Em breve se deu conta que as acomodações eram exíguas para o funcionamento dos dois serviços.

Procurando solucionar o problema, o padre Américo deslocou-se a S. Miguel reunindo-se com a Junta Geral. Valendo-se dum legado de Alice Moreno, completou-se a transferência da Obra do Gaiato para uma propriedade no Monte Alegre na freguesia das Capelas, (que foi Vila de 1839 a 1853). Concluídas as devidas adaptações, a Casa do Gaiato entrou a funcionar ali a partir de 2 de Abril 1956.

Entretanto, em Julho desse ano falecia o Padre Américo. Foi então que o Padre Elias promoveu o Instituto Apóstolos da Rua e professou com o nome Frei Elias do Monte Carmelo. Em 1961 fundou o “Calvário” para doentes incuráveis e destituídos de amparo de familiares ou de apoio de instituições adequadas.


Seguidamente abriu o “Ninho” para crianças dos três aos seis anos de idade, e o “Lar” para rapazes estudando e trabalhando em Ponta Delgada. Fundou ainda e dirigiu o jornal “O Apóstolo da Rua.” Com o seu estilo desassombrado e empolgante marcou presença assídua na imprensa regional. E como pregador demonstrou uma erudição extraordinária, que a todos comovia e arrebatava.

Faleceu em 1974 em Ponta Delgada.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Augusto Rebelo Arruda

Augusto Rebelo Arruda (Ponta Delgada, 25 de Fevereiro de 1888 — Fajã de Baixo, 22 de Janeiro de 1964) foi um advogado, político e empresário açoriano, pioneiro e grande impulsionador do turismo na ilha de São Miguel. Foi sócio fundador da SATA e administrador da Sociedade Terra Nostra e um dos principais produtores de ananás dos Açores, com uma exploração ao tempo modelar, ainda existente na Rua Dr. Augusto Arruda, na Abelheira, freguesia de Fajã de Baixo, arredores de Ponta Delgada.
Augusto Rebelo Arruda foi bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo exercido a advocacia e tendo funções de notário público em Ponta Delgada. Era advogado das empresas do Grupo Bensaúde, tendo sido um dos fundadores da Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (a actual SATA), proferindo o discurso na cerimónia inaugural dos seus voos, a 15 de Junho de 1947, no então Campo de Aviação de Santana.
Nas eleições gerais de 1919 foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Ponta Delgada integrada nas listas da Conjunção Republicana. Em 1921 foi novamente candidato a deputado no Congresso da República, também pelo círculo de Ponta Delgada, mas pelo Partido Republicano da Reconstituição Nacional, não sendo eleito. Contudo, nesse mesmo ano (1921) foi eleito para a presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada.

Em 1925 foi eleito deputado, também por Ponta Delgada, nas listas do Partido Republicano Português, integrando no parlamento o Grupo Parlamentar de Acção Republicana. Nesse mesmo ano foi escolhido para presidir à Junta Geral do Distrito Autónomo de Pon
ta Delgada.