sábado, 9 de julho de 2016

Povoadores do Arquipélago dos Açores

António de Brum

António de Brum (Funchal -?) foi um nobre português e um dos primeiros povoadores da ilha Terceira.

António Maria de Albuquerque do Couto e Brito

António Maria de Albuquerque do Couto e Brito foi um político, bacharel e juiz, português.
António Rodrigues Coronel

António Rodrigues Coronel (século XVI – Ilha Terceira, Açores, Portugal) Descendem, uns, de

António Rodrigues Coronel, que viveu no século XVI e, outros, de Lourenço António Teles Pamplona Coronel, que viveu no século XVIII.

António Silveira de Ávila

António Silveira de Ávila (Calheta, ilha de São Jorge, Açores — 1781) foi Capitão-mor da Calheta, ilha de São Jorge, produtor Agrícola em terras próprias e militar do exército português na arma de infantaria.


Álvaro Martins Homem

Estátua de Álvaro Martins Homem. Álvaro Martins Homem (; Praia, c. 1482) foi um explorador português do século XV, segundo capitão do donatário da ilha Terceira, nos Açores.


Baltasar Gonçalves Carvão

Solar da Família Carvão, ilha Terceira, Açores. Baltazar Gonçalves Carvão (século XVI – Ilha Terceira, Açores) esteve entre os primeiros povoadores que aportaram à ilha Terceira.


Catarina Gonçalves Chaves

Catarina Gonçalves Chaves (século XVI – ilha Terceira, Açores, Portugal) A mais antiga pessoa de que há registo na ilha terceira com este apelido é D. Catarina Gonçalves Chaves, que deve ter nascido nos fins do século XVI ou princípios do século XVII, e de quem procede muito ilustre geração.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quem eram os primeiros povoadores do Arquipélago dos Açores


Afonso Vaz de Azevedo

Afonso Vaz de Azevedo foi um dos povoadores dos Açores cujas famílias actuais descendem, uns, de Afonso Vaz de Azevedo, e, outros, de Fernão Vaz de Azevedo, seu sobrinho, os quais passaram nos fins do século XV à ilha Terceira, Açores, onde foram dos primeiros povoadores.

Aleixo Dias da Cunha

Aleixo Dias da Cunha (Ribeira Seca, Ilha de São Jorge, Açores, 1628 — Ribeira Seca, Ilha de São Jorge, Açores, 4 de Dezembro de 1704) foi produtor agrícola em terras próprias e militar do exército português na especialidade de infantaria.


Amaro Silveira Borges

Amaro Silveira Borges (ilha de São Jorge, Açores —?) foi sargento-mor da Vila do Topo e Capitão-mor na ilha de São Jorge com provimento datado de 27 de março de 1733 e com nomeação por Carta Patente do rei D. João V de Portugal datada de 22 de novembro de 1736.

André de Cacena

André de Cacena foi um nobre português e um dos primeiros povoadores da ilha terceira nos Açores.

Antão Gonçalves de Ávila

Brasão de um ramo da família Ávila dos Açores. Antão Gonçalves de Ávila A família Ávila dos Açores descende da nobre geração e linhagem dos Ávilas, de Castela a Velha, onde tinham o seu solar.

António Coelho da Costa

António Coelho da Costa (? – ilha Terceira, Açores, Portugal) foi capitão de Ordenanças na ilha Terceira, foi Fidalgo de cota de armas em 1733.

António de Barcelos Machado Evangelho

António de Barcelos Machado Evangelho (Conceição, Angra do Heroísmo 9 de Junho de 1740 - Sé, Angra do Heroísmo 3 de Outubro de 1805) foi produtor Agrícola em terras próprias e militar do exército português na especialidade de infantaria.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Lista dos sobrenomes das primeiras famílias que povoaram os Açores



Afonso Vaz de Azevedo, Aleixo Dias da Cunha, Amaro Silveira Borges, André de Cacena, Antão Gonçalves de Ávila, António Coelho da Costa, António de Barcelos Machado Evangelho, António de Brum, António Maria de Albuquerque do Couto e Brito, António Rodrigues Coronel, António Silveira de Ávila, Álvaro Martins Homem, Ávila (apelido), Baía de Villa Maria, Baltasar Gonçalves Carvão, Bettencourt (apelido), Calheta (Açores), Catarina Gonçalves Chaves, Diogo Fernandes de Boim, Duarte Correia da Cunha,

Fajã de Lopo Vaz, Fernão Camelo Pereira, Fernão Dulmo, Francisco de Bettencourt, Francisco Dias do Carvalhal, Garcia de Castro, Gaspar Munhoz de Castil Blanque, Ilha de São Jorge, Inês Martins Cardoso, Jácome de Bruges, Jerónimo Gonçalves Teixeira, João Borges, João Coelho, João Dias Homem, João do Carvalhal de Noronha da Silveira e Frias, José de Sousa Luís, Lançarote Gonçalves Doraço de Barros, Lázaro Teixeira dos Santos, Luís de Brito do Rio, Miguel Cardoso de Almeida, Noronha, Palácio de Santa Luzia, Pedro Abarca, Fidalgo de Tui, Pedro Anes, Pedro Álvares da Câmara, Pedro Cordeiro, Pedro Correia da Cunha, Pedro Cota da Malha, Pedro Nunes da Fonseca Coutinho, Pero Anes do Canto, Ponta do Topo, Praia da Vitória, Produtor agrícola dos Açores, Ribeira das Doze, Sebastião Dias e Salazar, Silveira (apelido), Vasco Anês Corte Real, Violante Cabral, Willem van der Haegen.





sexta-feira, 1 de julho de 2016

Peter Café Sport na cidade da Horta ilha do Faial Açores


O Peter Café Sport localiza-se no centro histórico da cidade da Horta, na ilha do Faial, nos Açores. Constitui-se em um marco histórico e cultural do arquipélago e, particularmente, da ilha. Uma expressão, consagrada entre os iatistas, resume esse destaque: "Se velejares até à Horta e não visitares o 'Peter Café Sport', não vistes a Horta na realidade". Jacinto Vilaomier ratifica esse sentimento ao afirmar:
"Café Sport, símbolo do andar dos homens livres por um mundo belo e extenso sem fronteiras de raça nem de costumes (...)."(in: "Azul Profundo", 1990.)
Em 1986, a revista Newsweek considerou-o entre os melhores bares do mundo. Constitui-se ainda em uma conceituada marca regional, com lojas de artesanato regional nos aeroportos da Região Autónoma dos Açores e na Praça Velha, em Angra do Heroísmo.

A história da empresa remonta à fundação do "Bazar do Fayal", no Largo de Neptuno (actual Praça do Infante), na Horta, vocacionado para o comércio de artesanato local. Era seu proprietário Ernesto Lourenço Azevedo (n. 20 de Abril de 1859, f. 24 de Março de 1931).
Participou da Exposição Industrial Portuguesa (Lisboa, 1888), onde recebeu a medalha de ouro e diploma, pela qualidade e diversidade dos seus artigos.
Posteriormente, no início do século XX, as suas instalações mudaram para a Rua Tenente Valadim (actual Rua José Azevedo "Peter"), passando a denominar-se "Casa dos Açores/Azorean House", e ampliando as suas actividades que, além do artesanato regional, passaram a compreender um bar. A sua localização estratégica, vizinho ao porto da Horta, favoreceu-lhe os negócios.
No contexto da Primeira Guerra Mundial, em 1918, Henrique Lourenço Ávila Azevedo (n. 16 de Junho de 1895, f. 3 de Maio de 1975), um dos filhos do fundador, ao mudar uma vez mais de instalações, alterou-lhe o nome para "Café Sport", devido à paixão que cultivava pelo desporto, uma vez que era praticante de futebol, remo e bilhar.
A origem do nome "Peter" está ligada à tripulação do "HMS Lusitania II" da Royal Navy. Reconhecendo semelhanças entre o jovem José Azevedo (n. 18 de Maio de 1925, f. 19 de Novembro de 2005) com o seu filho de nome Peter, o oficial-chefe do serviço de munições e manutenção daquele navio, passou a chamá-lo de Peter. E por esse apelido José Azevedo ficou conhecido o resto de sua vida.
O Museu de Scrimshaw, inaugurado em 1986, possui a maior e mais bela colecção particular de "Scrimshaw" no mundo.
José Henrique Azevedo, filho do "Peter", sucedeu-o à frente dos negócios, em 19 de Novembro de 2005.
Desde do início da década de 1960, quando assumiu o negócio, José de Azevedo "Peter" tornou-se conhecido pela arte de bem receber os iatistas e por lhes prestar assistência quando em trânsito na baía da Horta. Em 1967, o Ocean Crusing Club, através do seu presidente e fundador, Humphrey Barton, propõs José Azevedo como sócio em reconhecimento dos muitos serviços prestados aos iatistas. Em 1981, foi nomeado sócio-honorário do Ocean Crusing Club.

No plano nacional, o reconhecimento manifestou-se pelo convite para participar na Expo 98, em Lisboa, onde foi montada uma réplica do "Peter Café Sport".
Em 2000, participou na Feira Internacional do Mar e dos Marinheiros.
Em 2003, foi agraciado pelo então Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, com a Medalha de Grau Oficial da Ordem de Mérito, e, pela Secretaria de Estado, com a medalha de "Mérito Comercial e Turístico".

O Papa João Paulo II concedeu-lhe a Bênção Apostólica.
No ano seguinte, recebeu o galardão "Correio de Ouro" atribuído pelos CTT, pelo serviço postal internacional.
Recebeu ainda a visita dos reis de Espanha, a 28 de Julho de 2005, em sua visita a título privado aos Açores. Em Agosto, foi homenageado pelo Banco Millennium BCP pelo "seu empreendedorismo, inovação e dedicação".

quinta-feira, 30 de junho de 2016

António Mariano de Lacerda governador civil da cidade da Horta ilha do Faial Açores


António Mariano de Lacerda (Horta, 26 de Setembro de 1783 — Horta, 30 de Novembro de 1849) foi um bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra que exerceu importantes funções políticas nos Açores, entre as quais sub-prefeito da Horta (1832-1836), governador civil do distrito da Horta (1836-1837), presidente da Câmara Municipal da Horta (1839-1849) e membro do Conselho de Distrito da Horta (1840-1841).
Nasceu na então vila da Horta, na ilha do Faial, filho do capitão de ordenanças António de Lacerda Marramaque e de sua mulher Antónia Mariana Whitton da Câmara. Destinado a seguir a carreira da advocacia, depois de estudos preparatórios na sua vila natal e em Coimbra, matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito.

Regressou à sua ilha natal, onde casou a 1 de Agosto de 1819 com sua prima Ana Whitton, não tendo deixado geração. No Faial integrou a elite ligada à governança local, exercendo diversos cargos no regimento de milícias local, na administração distrital e na governação autárquica.
Membro da milícia faialense, exerceu as funções de capitão do Regimento de Milícias da Horta, cargo para o qual foi nomeado a 27 de Novembro de 1808, sendo promovido a tenente-coronel do mesmo Regimento a 3 de Maio de 1819, assumindo o cargo de governador militar interino do Faial em 3 de Setembro de 1828 devido à retirada de Diogo Tomás de Ruxleben, o governador militar nomeado.
Com a criação da sub prefeitura da Horta, foi sub-prefeito da Horta (1832-1836) e depois governador civil do recém criado Distrito da Horta (1836-1837). Foi presidente da Câmara Municipal da Horta (1839-1849) e membro do Conselho de Distrito da Horta (1840-1841).
Era comendador da Ordem de Cristo e Conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima.
Faleceu na sua freguesia natal da Matriz da cidade Horta, a 30 de Novembro de 1849, deixando viva saudade de todos os que conheceram de perto as excelentes qualidades e bondade de alma deste cavalheiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Duque de Ávila e Bolama nasceu na cidade da Horta ilha do Faial Açores


António José de Ávila nasceu a 8 de Março de 1807, numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da Matriz da então vila da Horta, Ilha do Faial, Açores, filho de Manuel José de Ávila, sapateiro de ascendência Picoense, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, lavadeira, oriunda de famílias pobres da Matriz da Horta.
Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817).
Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excepcional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos.
Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.

Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos seus Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.
Após o fim da guerra (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.
Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da facção mais conservadora dentro do liberalismo Português, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro.

Com o fim dos ciclo de governos Setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda.
Por Alvará de Mercê Nova de 9 de Outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes Armas de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; timbre: a águia do escudo.
Quando, em 4 de Janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de presidente do Conselho.
Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de Julho do mesmo ano.

Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre 29 de Outubro de 1870 e 13 de Setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé.