terça-feira, 10 de maio de 2016

Ana Rocha


Ana Isabel Tavares Rocha nasceu a 28 de Dezembro de 1984, em S. José, concelho de Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel - Açores. Emigrou com a sua família para os Estados Unidos da América em 1996, fixando residência em New Bedford, Massachusetts.
Foi sempre uma grande fã de wrestling. Durante a década de 1990, ela e o irmão começaram a treinar com a intenção de iniciarem uma carreira no wrestling profissional na Top Rop Academym, sob a orientação de Brickhouse Baker, Scott Ashworth e José Pérez.
Em Janeiro de 2001, Ana Rocha e o seu irmão começaram a treinar no Yankeec Pro Wrestling School, em Sunshine Plaza. Em maio de 2001, estreou-se profissionalmente em South Coast Championship, na classe de júniores, no New Bedford High School.
Competiu com Johnny Angel, Adam Brooker, Amanda Storm, The Blue Meanie, Steve Corino, Gino Giovanni, The Crazy Mexican For The Women´s Heavyweight com o titulo “Stars & Stripes”, Alicia, Tara Charisma, Mercedes Martinez, Red Hanson, Lady Lee, Nikki Boxx, April Hunter, Sumie Sakai e Mick Foley.

Ganhou vários títulos de campeã em inúmeras promoções, quer no EUA, quer no Canadá. Venceu, inclusive, uma batalha real da JWA Women´s, derrotando Aicia e Tara Charisma.

A 28 de Março de 2003, foi consagrada campeã da South Coast Campionsihp Wrestling.

sábado, 7 de maio de 2016

Cemitério dos Hebreus em Angra do Heroísmo ilha Terceira


O Cemitério dos Hebreus, também referido como Campo da Igualdade, localiza-se no Caminho Novo, no centro histórico de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores. Destaca-se por ser um dos únicos vestígios da cultura hebraica no arquipélago.
As primeiras referências ao estabelecimento de famílias judaicas nos Açores datam da primeira metade do século XIX, oriundas do Marrocos, de onde saíram devido às restrições económicas que ali lhes estavam sendo impostas à época. No mesmo período, a acção do Santo Ofício declinara em Portugal, e o advento do Liberalismo, nomeadamente após a Revolução Liberal do Porto (1820), atraíram essas populações, com provável ascendência portuguesa. Desse modo, diversas famílias começaram a acorrer para os Açores, registando-se a fixação dos Abohbot, Benarus, Levy, Zagory ou Besabat. O arquipélago chegou a dispor de sinagogas, nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial. De acordo com a escritura de venda datada de 24 de Setembro de 1832, Joaquim Zagory (também grafado como Zagury) adquiriu em hasta pública à Câmara Municipal de Angra, pelo montante de 300 mil réis, um bocado de terreno, anteriormente votado a curral do concelho, para nele se estabelecer um cemitério israelita. De acordo com a mesma escritura, a referida quantia havia sido legada em testamento por Abraão Benaoim, com vista à construção de um "(...) cemitério decente para todos aqueles que fossem de sua Nação". Naquele mesmo ano foram ali sepultados Fortunato Benjamim e Abraão Sebag.

Em 1958 o cemitério tornou-se propriedade da Comunidade Israelita de Lisboa, mas, em 1994, devido ao seu estado de abandono, o Grupo Bensaúde assumiu o seu restauro, sendo responsável pela sua manutenção desde então.  A aceitação dos hebreus nessas comunidades à época, contrasta com as perseguições movidas pelo Santo Ofício nos séculos anteriores.
Aqui se encontra sepultado Mimom ben Abraham Abohbot, fundador da Sinagoga Ets Haim em Angra.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Monsenhor José Avelino Bettencourt


Monsenhor José Avelino Bettencourt nasceu a 23 de maio de 1962, no lugar da Beira, Vila das Velas, Concelho de Velas, ilha de S. Jorge – Açores e, em 1965, emigrou com a família para o Canadá, tendo-se estabelecido na cidade de Ottawa. Em 1985, obteve o bacharelato em Letras (B.A. honours – história e geografia) da Universidade de Ottawa; Na mesma cidade, frequentou o Colégio Dominicano de Filosofia e Teologia; em 1991, tirou o Bacharelato em Teologia na Universidade de São Paulo (Ottawa); A 29 de Junho de 1993, recebeu as ordens sacerdotais e foi colocado  na Arquidiocese de Ottawa, tendo trabalhado, pastoralmente, em duas paróquias da citada arquidiocese: na Holy Redeemer Parish e na Igreja Nacional Portuguesa do Senhor Santo Cristo.
Entre 1995 e 1999, frequentou, em Roma, a Pontifícia Universidade Gregoriana, onde conseguiu o doutoramento em Direito Canónico. De 1997 a 1999 frequentou, na referida urbe, a Pontifícia Academia Eclesiástica, onde concluiu a formação para o serviço diplomático da Santa Sé.
Foi nomeado, pelo Santo Padre Bento XVI, chefe de protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, substituindo, nestas funções, D. Fortunatus Nwachukwu, nomeado a 13 de Novembro de 2012, Núncio (embaixador da Santa Sé) na Nicarágua.

Diplomata de carreira da Santa Sé, este presbítero ocupa um alto cargo na estrutura da diplomacia do Vaticano, dispondo do título de Conselheiro da Nunciatura (equivalente a Conselheiro de Embaixada). Homem de grande cultura, conhecedor das línguas inglesa, francesa, espanhola, italiana e portuguesa, entrou ao serviço diplomático da Santa Sé, a 1 de Julho de 1999.
Depois de ter trabalhado na representação diplomática da Santa Sé na República Democrática do Congo, Monsenhor José Avelino Bettencourt passou à secção do Vaticano para as relações com os Estados.
O departamento de protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, para além das relações com o corpo diplomático, encarrega-se dos procedimentos relativos à admissão de novos embaixadores.
De 2003 a 2012 colaborou na pastoral da paróquia romana de S. Roberto Belarmino na zona do Parioli. Em 2013, foi distinguido com a Comenda da Ordem de Cristo por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Apesar de ter deixado S. Jorge, há 48 anos, Monsenhor Bettencourt tem mantido contacto com os Açores. Em agosto de 2010, presidiu às cerimónias de reinauguração do órgão de tubos da igreja do Guadalupe, na ilha Graciosa, que é o segundo mais antigo dos Açores.

No verão de 2011, visitou as ilhas de S. Jorge, Pico, Terceira e S. Miguel.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lúcia Aguiar


Lúcia Aguiar nasceu no dia 15 de maio de 1970, na Ribeira Grande, ilha de São Miguel – Açores. É considerada um dos grandes talentos do mundo da moda nos EUA, particularmente no que diz respeito à criação de vestidos de noiva.
Desde criança que Lúcia Aguiar apresentou uma afinidade natural para a moda, muito por influência da sua mãe, desenhadora e costureira de fatos para homem.
Quando tinha apenas 13 anos de idade, ganhou uma bolsa de estudos num concurso de moda em São Miguel. Com 18 anos mudou-se para Lisboa onde frequentou o curso de moda no Instituto de Tecnologia de Lisboa. Finalizado o curso, rumou aos EUA, onde reside até hoje.
Apesar da distância e de viver nos EUA há cerca de 20 anos, Lúcia Aguiar mantém boas recordações de Portugal, como o mar ou o sol. Estas memórias servem de inspiração no momento de dar vida a projectos inovadores e variados e na criação de colecções que reflectem o seu legado europeu. A esta inspiração e talento, junta uma atenção meticulosa aos detalhes e um estilo singular que lhe rendeu maior exposição no mundo da moda e os elogios da crítica.

Seis dos seus vestidos foram destaque no filme da Lifetime TV, “I Do (But I Don’t)”, de 2004, que teve como protagonista a actriz Denise Richards. Uma das suas criações foi a escolha da Miss Connecticut para a abertura do concurso Miss EUA.
Em 2005, foi nomeada para o Fall New York Couture Bridal Market, na categoria de “Best New Talent”.
Foi, durante vários anos, designer na Alfred Sung, uma das mais conceituadas lojas de vestidos de noivas do país. Actualmente é designer exclusiva na Saison Blanche Couture. O seu estilo inovador foi um dos motores responsáveis pelo crescimento e sucesso da empresa.
O reconhecimento do talento de Lúcia Aguiar tem permitido à estilista açoriana participar em diversos eventos de moda e apresentar as suas criações um pouco por todo o mundo.

domingo, 1 de maio de 2016

Manuel Henrique Farias Ramos


Manuel Henrique Farias Ramos nasceu no dia 8 de maio de 1939, na freguesia do Raminho, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. Emigrou para o Brasil em 1957, com apenas 18 anos.
Radicou-se em São Paulo e, depois de uma primeira década de trabalho árduo, retomou os estudos licenciando-se em Ciências Sociais pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Frequentou os cursos de Filosofia, pela Universidade de São Paulo e de Pedagogia, pela PUC/SP.
Comerciante do ramo de carnes, Manuel Henrique Farias Ramos é uma personalidade de relevo na área da agro-pecuária do Estado de São Paulo. É presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas do Estado de São Paulo, vice- presidente do Conselho Arbitral da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, conselheiro regional do Serviço Social do Comércio de São Paulo, conselheiro da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agro negócio e presidente da UNICARNES. Foi também presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte e da Casa dos Açores de São Paulo.
Apoiante entusiasta das Festas do Espírito Santo, Manuel Henrique Farias Ramos foi um dos participantes, em 2008, do III Congresso do Divino Espírito Santo, realizado em Angra do Heroísmo, tendo apresentado a comunicação “Espírito Santo – Crenças e Símbolos.”