sexta-feira, 1 de abril de 2016

Orlando Manuel Monteiro de Azevedo


Orlando Manuel Monteiro de Azevedo nasceu no dia 12 de maio de 1949, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, tendo chegado ao Brasil em 1963.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, em 1980, Orlando de Azevedo dedica-se profissionalmente à fotografia documental em projetos especiais, assim como, à criação autoral no seu estúdio em Curitiba. É especializado em expedições e projetos de longa duração.
É colaborador de várias revistas brasileiras e estrangeiras, tendo participado ativamente em exposições colectivas e individuais no Brasil e noutros países.
Foi director de Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba (1993-96), tendo criado a Bienal Internacional de Fotografia e o Museu de Fotografia Cidade de Curitiba. Em 1994, realizou a exposição “A Revolta”, do artista Franz Krajcberg, visitada por mais de um milhão de pessoas.

Em 1998, foi considerado artista português de destaque no universo das artes visuais pelo Ministério das Relações Exteriores e Secretaria das Comunidades Portuguesas. Nesse mesmo ano, representou o Brasil no fórum de debates durante o encerramento do Mois de la Photo, exposição internacional de fotografia em Paris. Em 2003, recebe o prémio Talento do Paraná. Dois anos depois, a Câmara dos Vereadores de Curitiba confere-lhe o certificado de Honra e Mérito pela sua participação na Comunidade Portuguesa em Curitiba e na cultura local. Em 2007, venceu o prémio cultura e divulgação Cidade de Curitiba. Ainda neste ano, foi um dos três finalistas mundiais no campo das artes para portugueses radicados no exterior.
Ao longo da sua carreira já publicou 10 livros, o último deles intitulado “Expedição Coração do Brasil – Paranaguá, Largamar”, um seguimento do projecto “Expedição Coração do Brasil”, iniciado em 1999.

quinta-feira, 31 de março de 2016

David Leite crítico e escritor gastronómico luso-americano, neto de micaelenses


Nascido em Fall River, Massachusetts, David Leite é um crítico e escritor gastronómico luso-americano, neto de micaelenses.
Actualmente é considerado o maior especialista norte-americano em gastronomia portuguesa. Escreve para o New York Times, Martha Stewart Living, Bon Appétit, Saveur, Food & Wine, Gourmet, Food Arts, the Los Angeles Times Magazine, Chicaco Sun Times, The Washington Post, entre outras publicações da especialidade dentro e fora dos Estados Unidos da América.
Em Agosto de 2009, lançou nos Estados Unidos da América um magnífico livro sobre a mesa lusitana, denominado “The New Portuguese Table”, em que sugere uma receita inovadora, o “Mc Silva” um hambúrguer feito com o peixe mais consumido pelos portugueses - o bacalhau.

David Leite já foi distinguido com vários prémios, entre os quais, o James Beard Award 2008 e o Bert Greene Award for Food Journalism, em 2006.
O seu trabalho foi por 11 vezes, desde 2001, destaque no Best Food Writing. David Leite é ainda presença assídua em vários programas de rádio, entre eles o Good Food ou o Cooking Today.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Rodolfo Botelho, o prodígio da ilha de S. Miguel Açores


Rodolfo Botelho Vieira nasceu no dia 18 de Março de 1981, na cidade da Ribeira Grande, ilha de São Miguel - Açores.
É um violinista versátil dedicado à música contemporânea e à tecnologia da música. Em 2009, foi eleito um dos 100 jovens talentos criativos da União Europeia.
Iniciou os seus estudos musicais com o seu avô materno, tendo depois frequentado a Academia de Música da Ribeira Grande. Aos 12 anos, ingressou no Conservatório Regional de Ponta Delgada, tendo terminado, em 1999, o 8.º grau de violino com a classificação final de 19 valores.
Concluiu, depois, a licenciatura, em violino – instrumentista de orquestra, em Lisboa, na classe do professor Aníbal Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Obteve o Certificado de Performance e o mestrado em String Performance, Chamber Music And Orchestra Literature na Northwestern University, Chicago, Estados Unidos da América.

Como músico de orquestra, Rodolfo Vieira foi concertino no Conservatory Project Orchestra, na Latin Chamber Orchestra e na Tutti Chamber Orchestra. Foi também assistente concertino na Civic Orchestra de Chicago sob a direcção de Pierre Boulez, Berhard Haitink, Alan Gilbert e Cliff Colnot. Participou em vários festivais internacionais, nomeadamente, o Ravinia Festival ou o Lucerne Festival Academy.
No campo da música contemporânea e tecnologia da música, o violinista conta com participações em concertos como o Ensemble Dal Niente de Chicago, o International Contemporary Ensemble e o Lucerne Music Festival Academy.
Participou, como solista, na ERA Symphony Orchestra de Chicago, Orquestra Metropolitana de Lisboa e na Orquestra Sinfónica de Espinho. O músico já marcou presença em recitais nos Estados Unidos, na América do Sul e na Europa, tendo sido
convidado para integrar a “Gala Open Days”, da União Europeia.

Rodolfo Vieira é professor assistente da classe de violino do professor Gerardo Ribeiro na Northwestern University e na Meadowmounth School of Music e, lecciona no Music Institute of Chicago e no Midwest Young Artist.
Dos vários prémios que recebeu destacam-se o Jovens Músicos da RDP/Antena 2, o Concurso Internacional Júlio Cardona, da Phiharmonic Society of Arlington, e o Concurso de Música do Meadowmount School of Music.

terça-feira, 29 de março de 2016

O Açoriano Comendador José Cardoso Romeiro radicado no Brasil inaugurou na sua ilha o Lar de Idosos e Centro de Dia


José Cardoso Romeiro nasceu no dia 6 de Abril de 1930, na Vila de S. Sebastião, Concelho de Angra do Heroísmo- Açores e emigrou para o Brasil em 1951. 

Começou por trabalhar nas empresas São Jorge e Ultraveloz. Mais tarde tornou-se sócio da empresa Transporte Acre.
Actualmente, é proprietário de duas empresas de transportes urbanos de passageiros (autocarros) denominadas “Viação Galo Branco Ltda”, que opera, desde 1972, nos municípios de São Gonçalo e Niteroi, bem como a empresa a “Viação Estrela”, com o capital social de 600.000,00 reais, que opera desde 1995 nos bairros de Porto da Pedra, Bairro Antonina, Boa Vista, Paraíso e imediações.
Estas empresas empregam cerca de 1000 funcionários. 

No dia 12 de Agosto de 1997, foi distinguido com o prémio “Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro”, pelos relevantes serviços prestados à comunidade no exercício da sua actividade empresarial.

domingo, 27 de março de 2016

Armando Sequeira, o cozinheiro Açoriano que serviu Saddam Hussein


Um cozinheiro dos Açores conseguiu expandir a gastronomia açoriana no Iraque, onde esteve durante cinco anos a servir os iraquianos e onde cativou Saddam Hussein com alguns dos pratos típicos da região.

Natural da Ilha de São Jorge, Armando Sequeira, 69 anos, contou à Lusa a «experiência mais marcante» da sua vida, quando esteve a trabalhar no Iraque como chefe de cozinha.

«Quando surgiu a oportunidade de trabalhar no Iraque foi uma decisão fácil, pois sendo solteiro e sem filhos, não tive de dar contas a ninguém», disse, relembrando a angústia dos seus pais ao vê-lo partir nos anos 80.

«Foi difícil para os meus pais, sobretudo quando começou a guerra entre o Iraque e o Irão, mas nós não nos apercebíamos muito do perigo», contou.

A língua foi o único factor que dificultou a integração no Iraque deste cozinheiro que, aos 42 anos de idade, conheceu de perto a cultura árabe, que considera «fascinante», num país onde era visto como «um menino bonito» e onde foi «sempre muito bem tratado e respeitado».

«Tudo o que lhe metia à frente ele comia»

Os hábitos que Armando tinha em Portugal na cozinha não eram admitidos no Iraque e quando lá chegou e se pôs a limpar o fogão e a lavar a loiça deixou «os árabes de braços caídos, pois um chefe de cozinha não faz essas tarefas».

As sopas de galinha, carne e fígado de carneiro e o cozido dos Açores eram alguns dos pratos típicos açorianos muito apreciados pelos iraquianos e pelo ex-presidente Saddam Hussein.

Armando serviu várias refeições no palácio de Saddam, mas residia numa casa situada a 500 metros do povoamento destinada à recepção de visitas, como ministros e jornalistas estrangeiros, que muitas vezes pediam para conhecer o chefe de cozinha depois de provarem as suas especialidades.

«Era constantemente vigiado, mas nunca me fez confusão, pois nunca tive qualquer problema com o povo iraquiano», afirmou.

Segundo o chefe de cozinha, o ex-presidente iraquiano comia de tudo menos carne de porco, mas de resto, «tudo o que lhe metia à frente ele comia».

Questionado acerca daquele que era considerado por muitos um «tirano», Armando refere Saddam Hussein como «o homem do povo que impunha respeito e autoridade».