domingo, 6 de março de 2016

João Vaz Corte-Real Capitão-donatário de Angra de Heroísmo terá chegado primeiro que Colombo


O Real Canadian Portuguese Historical Museum em Toronto, no Canadá, pretende reconhecer a presença portuguesa na América do Norte dezanove anos antes da chegada de Cristóvão Colombo ao continente, anunciou a instituição.
"Sempre houve vestígios de que o navegador português João Vaz Corte-Real esteve no Canadá em 1422, dezanove anos antes da chegada de Cristovão Colombo à América do Norte", afirmou Suzy Soares, a presidente do Real Canadian Portuguese Historial Museum (RCPHM, sigla em inglês).
Alguns historiadores canadianos continuam, nos dias de hoje, a ter algumas dúvidas de que o antigo capitão-donatário de Angra (Açores) tenha estado onde hoje se localiza o Canadá, antes de 1492, mas em Portugal, para muitos estudiosos "é um dado adquirido", juntando agora os vários pontos de vista e provar de que João Vaz Corte-Real "passou realmente pelo Canadá antes de Colombo".

"Todos sabem da existência da Pedra de Dighton, localizada em Berkley, Massachusetts (Estados Unidos), e que tem palavras escritas que só podem ser em português. No entanto a história é muito complexa, pois há sempre várias versões dos acontecimentos", sublinhou.Suzy Soares estabelece como objectivo do museu ir à procura de mais provas e "reconhecer a descoberta da América" pelo navegador português João Vaz Corte-Real.
O Real Canadian Portuguese Historical Museum  comemorou  o 30.º aniversário, e no dia 5 de Março, pelas 18:30 (23:30 de Lisboa) vai homenagear 'João Vaz Corte-Real' durante um jantar de gala.
No evento estará em exposição uma réplica de uma caravela com três metros de comprimento, utilizada pelo navegador na viagem até ao Canadá, e será apresentado ainda um busto de Corte-Real.
O primeiro-tenente Nuno Gonçalves da Marinha Portuguesa, chefe de investigação do departamento do Museologia, vai abordar a presença portuguesa no Canadá.
Já o realizador Rui Bela apresenta o documentário 'Memórias do Mar'.
O evento terá também o objectivo de "angariar apoio financeiro para dar continuidade ao trabalho do museu", que tem dado destaque à presença portuguesa na história do país
A denominação da região e mar do Labrador no Canadá, é em homenagem ao navegador português João Fernandes Lavrador que em 1498, juntamente com Pedro Barcelos, explorou aquela região.
Mathieu da Costa, provavelmente de pai português e mãe africana, foi o primeiro afro descendente de que há registo no Canadá (1600) e o português Pedro da Silva, foi o primeiro carteiro no Canadá (1673).

Joe Silvey (1853) um pioneiro na colonização da costa oeste do Canadá, um exemplo de miscigenação, porque tomou duas índias como esposas, é outra das referências portuguesas em terras do Canadá.
Calcula-se que existam no Canadá cerca de 550 mil portugueses e luso descendentes, estando a grande maioria localizada na província do Ontário.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Craig Mello é de ascendência Açoriana


Craig Cameron Mello nasceu a 19 de Outubro de 1960, em New Haven, Connecticut, nos Estados Unidos da América. É de ascendência açoriana e filho de James Mello (paleontólogo), e de Sally Mello (artista).
Professor de Medicina Molecular na Universidade de Massachussets e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes, em Maryland, é graduado em Bioquímica pela Universidade de Brown e doutorado em Biologia Celular e do Desenvolvimento pela Universidade de Harvard.
Em 2006, conjuntamente com Andrew Fire, recebeu o Prémio Nobel da Medicina pela descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informação genética, que pode ajudar a explicar algumas doenças, entre as quais alguns tipos de cancro. Além deste, recebeu vários prémios científicos, destacando-se: 2003 - Prémio em Biologia Molecular da Academia Americana de Ciências e o Prémio Wiley em Ciências Biomédicas da Universidade Rockefeller; 2005 - Prémio Brandeis University's Lewis S. Rosenstiel, o Prémio Gairdner Foundation International e o Prémio Massry; 2006 - Prémio Paul Ehrlich e Ludwig Darmstaedter.

A Universidade dos Açores decidiu, a 26 de Janeiro de 2012, atribuir-lhe o grau de doutor ‘honoris causa’ por esta descoberta, tendo sido apadrinhado na cerimónia realizada em Ponta Delgada, por Maria Leonor Medeiros, professora catedrática de Bioquímica do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento.
Na primeira vez que visitou os Açores, em Julho de 2009, Craig Mello deixou no Arquipélago o diploma e a medalha do Prémio Nobel, numa iniciativa destinada a “inspirar os jovens açorianos a estudar ciência.”

Na altura, admitiu que o seu conhecimento sobre o Arquipélago resultava apenas das “histórias” contadas pelo avô (Frank Melo) e pelo pai, referindo que o bisavô “depois de ter saído dos Açores, nunca mais regressou.”
Os bisavôs Eugénio Castanho de Melo e Maria da Glória Barracôa, nasceram na freguesia da Maia, em S. Miguel, e emigraram para os EUA no início do século XX.
É um dos conselheiros do projecto "Rede Prestige Azores".

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O dramaturgo Norberto Ávila também nasce nos Açores


Norberto Ávila (Angra do Heroísmo, Açores, a 9 de Setembro de 1936) é um dramaturgo, romancista, contista e poeta.
De 1963 a 1965 frequentou, em Paris, a Universidade do Teatro das Nações (Université du Théâtre des Nations / Institut International du Théâtre).
Criou e dirigiu a revista Teatro em Movimento (Lisboa, 1973-1975), que, entre variada colaboração, publicou textos dramáticos integrais de Jacques Audiberti, Henry de Montherlant, Pirandello, Miguel Barbosa, Tankred Dorst e Strindberg.
Chefiou, durante quatro anos, a Divisão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura. Abandonou o cargo em 1978, a fim de dedicar-se mais intensamente ao seu trabalho de escritor, de que resultou a escrita de três dezenas de peças teatrais, três romances (dois deles ainda inéditos) e um livro de poemas.
Traduziu obras de Jan Kott, William Shakespeare, Tennessee Williams, Arthur Miller, Jacques Audiberti, Friedrich Schiller, Junji Kinoshita, Ramón María del Valle-Inclán, Rainer Werner Fassbinder, Eduardo Blanco Amor, José Zorrilla e Liliane Wouters. Adaptou à cena o romance O Bobo de Alexandre Herculano e, para marionetas, a obra D. Quixote e Sancho Pança de António José da Silva.
Dirigiu para a RTP (1.º Canal), a partir de Novembro de 1981, uma série de programas quinzenais dedicados à actividade teatral portuguesa, com o título de Fila.
As obras dramáticas de Norberto Ávila, em grande maioria publicadas, têm sido representadas em teatros profissionais portugueses como o Teatro Monumental e Teatro da Trindade (Lisboa), Marionetas de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais, Teatro Animação de Setúbal, Teatro Experimental do Porto, Teatro de Portalegre, Teatro A Oficina (Guimarães) e Centro Dramático de Évora, por exemplo, além de muitos grupos de teatro amador. As suas obras foram ainda encenadas em teatros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Coreia do Sul, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, República Checa, Roménia, Sérvia e Suíça.
Em 2009, a Imprensa Nacional - Casa da Moeda publicou a colectânea Algum Teatro (20 peças de Norberto Ávila, em 4 volumes), cuja ordenação cronológica permite avaliar facilmente a evolução temática e estética do autor, umas vezes interessado em ficções dramáticas de fundo histórico, outras, na recriação dos grandes mitos (sejam eles da Grécia clássica ou da literatura ibérica), na elaboração de um teatro de inspiração popular ou de crítica social ou empenhamento político, ou mesmo de incitamento à evasão e à fantasia.

No dizer de Luiz Francisco Rebello (sem dúvida o mais autorizado especialista do teatro português): "Pela diversidade e riqueza dos temas dramatizados, pela variedade e adequação dos modelos estruturantes, pelo saber oficinal, pela capacidade inventiva do jogo cénico, pela sábia dosagem do real e do fantástico, do humor e da emoção, do erudito e do popular, e pela articulação perfeita de tudo isto, a obra de Norberto Ávila, já internacionalmente consagrada, ocupa um lugar ímpar no quadro da dramaturgia portuguesa contemporânea."
Embora outras peças do autor (como A Ilha do Rei Sono e O Marido Ausente) tenham tido oportunidade cénica em vários países, é incontestável que As Histórias de Hakim,[8] [9] [10] cujo número de encenações rondará a centena, continua a ocupar um lugar de privilégio na audiência nacional e internacional. Já em Agosto de 1978, sendo promissora a carreira de As Histórias de Hakim, a prestigiada revista mensal Theater Heute (de Hanôver) dedicava-lhe, e ao seu autor, grande parte de um dos seus números: reedição integral do texto dramático, complementada com artigos sobre encenações da obra em países de língua alemã, entrevista com o escritor, com dados bibliográficos e imagens de montagens em diversos teatros.
Em 2008, a Sociedade Portuguesa de Autores prestou-lhe homenagem com a sua Medalha de Honra. Em 2010, ano em que se completaram os 50 anos da estreia de Norberto Ávila como dramaturgo representado, a Assembleia Legislativa dos Açores decidiu atribuir-lhe, nas celebrações do Dia dos Açores, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Escultor Ernesto do Canto Faria e Maia


Ernesto do Canto Faria e Maia nasceu em Ponta Delgada, a 15 de maio de 1890, filho de António Cardoso Machado de Faria e Maia e de Maria Ernestina Leite do Canto. A sua origem familiar permitiu-lhe o desafogo financeiro e o ambiente culto e estimulante que possibilitou, desde cedo, enveredar por uma carreira totalmente voltada para as artes, nomeadamente a escultura.
Canto da Maia termina os seus estudos liceais, em 1907, no Liceu de Ponta Delgada, matriculando-se, no ano imediato, na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde concluiu, em 1911, o Curso Geral de Desenho. Matriculou-se, seguidamente, no curso de Arquitectura da mesma escola, o qual abandona antes de terminar o primeiro ano.
Em 1912, expõe pela primeira vez em Lisboa e nesse mesmo ano, ruma a Paris, onde frequenta a Escola de Belas Artes e a “Académie de la Grande Chaumiére”.


Parte depois para Genebra, onde estuda na Escola de Belas Artes, sendo aluno de um escultor ligado ao simbolismo.
Em 1916, faz uma permanência em Madrid e no ano seguinte, regressa a Ponta Delgada.
A partir de meados da década de 1920, evidencia-se um crescente reconhecimento da sua obra no meu artístico francês e à sua participação em exposições oficiais, onde lhe são atribuídos vários prémios de escultura, de entre os quais destacam-se: Medalha de Ouro da “Exposição Internacional das Artes Decorativas, em Paris, Grand Prix /Sculpture, Exposição Internacional das Artes e Técnicas na Vida Moderna.

Em 1941, é-lhe atribuído o Grau de Oficial da “Ordem Militar de Santiago de Espada”.
Em 1953, regressa definitivamente aos Açores, fixando-se na sua cidade natal. Com esta decisão fechava-se o círculo da vida de um dos artistas açorianos de maior projecção e o mais internacional escultor português da primeira metade do século XX .

Canto da Maia está representado em diversas colecções públicas e particulares, destacando-se as seguintes: Museu Municipal de Boulogne-Billancourt, em Paris, Museu do Chiado, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa e no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, instituição que lhe reservou, a partir de 1979, uma sala de exposição permanente.
A cidade de Ponta Delgada dedicou o seu nome a uma das suas artérias, tal como Lisboa, na freguesia de Campolide.
Canto da Maia é também patrono de uma das principais escolas de Ponta Delgada, a Escola Básica e Integrada Canto da Maia.

Faleceu, em Ponta Delgada, a 5 de Abril de 1981.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Chef Marino Tavares um dos melhores na cozinha também nasce nos Açores


Marino Tavares nasceu na ilha de São Miguel, Açores. É um conceituado cozinheiro em Montréal, Canadá. É chef executivo e sócio do restaurante Café Ferreira, considerado por muitos como o melhor da gastronomia portuguesa no mundo e que tem sido alvo de rasgados elogios de grandes celebridades como: Nicholas Cage, Mick Jagger ou Bradd Pitt.
No Restaurante Café Ferreira, um dos mais populares em Montréal, o chef Marino promove o casamento de pratos simples e tradicionais portugueses, com as principais tendências da cozinha internacional, de Paris a Nova Iorque, e uma requintada selecção de vinhos, também portugueses, que relevam as maravilhas desta cozinha.

Em Janeiro de 2010, foi um dos monitores do Laboratório de Gastronomia, integrado no projecto Açores Combo, que decorreu entre 24 a 28 de Janeiro de 2011, na Escola de Formação Turística e Hotelaria, de Ponta Delgada, tendo, em conjunto com os alunos procurado promover a cozinha regional, experimentando novos tratamentos, roupagens e combinações dos produtos regionais.