domingo, 28 de fevereiro de 2016

O dramaturgo Norberto Ávila também nasce nos Açores


Norberto Ávila (Angra do Heroísmo, Açores, a 9 de Setembro de 1936) é um dramaturgo, romancista, contista e poeta.
De 1963 a 1965 frequentou, em Paris, a Universidade do Teatro das Nações (Université du Théâtre des Nations / Institut International du Théâtre).
Criou e dirigiu a revista Teatro em Movimento (Lisboa, 1973-1975), que, entre variada colaboração, publicou textos dramáticos integrais de Jacques Audiberti, Henry de Montherlant, Pirandello, Miguel Barbosa, Tankred Dorst e Strindberg.
Chefiou, durante quatro anos, a Divisão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura. Abandonou o cargo em 1978, a fim de dedicar-se mais intensamente ao seu trabalho de escritor, de que resultou a escrita de três dezenas de peças teatrais, três romances (dois deles ainda inéditos) e um livro de poemas.
Traduziu obras de Jan Kott, William Shakespeare, Tennessee Williams, Arthur Miller, Jacques Audiberti, Friedrich Schiller, Junji Kinoshita, Ramón María del Valle-Inclán, Rainer Werner Fassbinder, Eduardo Blanco Amor, José Zorrilla e Liliane Wouters. Adaptou à cena o romance O Bobo de Alexandre Herculano e, para marionetas, a obra D. Quixote e Sancho Pança de António José da Silva.
Dirigiu para a RTP (1.º Canal), a partir de Novembro de 1981, uma série de programas quinzenais dedicados à actividade teatral portuguesa, com o título de Fila.
As obras dramáticas de Norberto Ávila, em grande maioria publicadas, têm sido representadas em teatros profissionais portugueses como o Teatro Monumental e Teatro da Trindade (Lisboa), Marionetas de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais, Teatro Animação de Setúbal, Teatro Experimental do Porto, Teatro de Portalegre, Teatro A Oficina (Guimarães) e Centro Dramático de Évora, por exemplo, além de muitos grupos de teatro amador. As suas obras foram ainda encenadas em teatros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Coreia do Sul, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, República Checa, Roménia, Sérvia e Suíça.
Em 2009, a Imprensa Nacional - Casa da Moeda publicou a colectânea Algum Teatro (20 peças de Norberto Ávila, em 4 volumes), cuja ordenação cronológica permite avaliar facilmente a evolução temática e estética do autor, umas vezes interessado em ficções dramáticas de fundo histórico, outras, na recriação dos grandes mitos (sejam eles da Grécia clássica ou da literatura ibérica), na elaboração de um teatro de inspiração popular ou de crítica social ou empenhamento político, ou mesmo de incitamento à evasão e à fantasia.

No dizer de Luiz Francisco Rebello (sem dúvida o mais autorizado especialista do teatro português): "Pela diversidade e riqueza dos temas dramatizados, pela variedade e adequação dos modelos estruturantes, pelo saber oficinal, pela capacidade inventiva do jogo cénico, pela sábia dosagem do real e do fantástico, do humor e da emoção, do erudito e do popular, e pela articulação perfeita de tudo isto, a obra de Norberto Ávila, já internacionalmente consagrada, ocupa um lugar ímpar no quadro da dramaturgia portuguesa contemporânea."
Embora outras peças do autor (como A Ilha do Rei Sono e O Marido Ausente) tenham tido oportunidade cénica em vários países, é incontestável que As Histórias de Hakim,[8] [9] [10] cujo número de encenações rondará a centena, continua a ocupar um lugar de privilégio na audiência nacional e internacional. Já em Agosto de 1978, sendo promissora a carreira de As Histórias de Hakim, a prestigiada revista mensal Theater Heute (de Hanôver) dedicava-lhe, e ao seu autor, grande parte de um dos seus números: reedição integral do texto dramático, complementada com artigos sobre encenações da obra em países de língua alemã, entrevista com o escritor, com dados bibliográficos e imagens de montagens em diversos teatros.
Em 2008, a Sociedade Portuguesa de Autores prestou-lhe homenagem com a sua Medalha de Honra. Em 2010, ano em que se completaram os 50 anos da estreia de Norberto Ávila como dramaturgo representado, a Assembleia Legislativa dos Açores decidiu atribuir-lhe, nas celebrações do Dia dos Açores, a Insígnia Autonómica de Reconhecimento.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Escultor Ernesto do Canto Faria e Maia


Ernesto do Canto Faria e Maia nasceu em Ponta Delgada, a 15 de maio de 1890, filho de António Cardoso Machado de Faria e Maia e de Maria Ernestina Leite do Canto. A sua origem familiar permitiu-lhe o desafogo financeiro e o ambiente culto e estimulante que possibilitou, desde cedo, enveredar por uma carreira totalmente voltada para as artes, nomeadamente a escultura.
Canto da Maia termina os seus estudos liceais, em 1907, no Liceu de Ponta Delgada, matriculando-se, no ano imediato, na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde concluiu, em 1911, o Curso Geral de Desenho. Matriculou-se, seguidamente, no curso de Arquitectura da mesma escola, o qual abandona antes de terminar o primeiro ano.
Em 1912, expõe pela primeira vez em Lisboa e nesse mesmo ano, ruma a Paris, onde frequenta a Escola de Belas Artes e a “Académie de la Grande Chaumiére”.


Parte depois para Genebra, onde estuda na Escola de Belas Artes, sendo aluno de um escultor ligado ao simbolismo.
Em 1916, faz uma permanência em Madrid e no ano seguinte, regressa a Ponta Delgada.
A partir de meados da década de 1920, evidencia-se um crescente reconhecimento da sua obra no meu artístico francês e à sua participação em exposições oficiais, onde lhe são atribuídos vários prémios de escultura, de entre os quais destacam-se: Medalha de Ouro da “Exposição Internacional das Artes Decorativas, em Paris, Grand Prix /Sculpture, Exposição Internacional das Artes e Técnicas na Vida Moderna.

Em 1941, é-lhe atribuído o Grau de Oficial da “Ordem Militar de Santiago de Espada”.
Em 1953, regressa definitivamente aos Açores, fixando-se na sua cidade natal. Com esta decisão fechava-se o círculo da vida de um dos artistas açorianos de maior projecção e o mais internacional escultor português da primeira metade do século XX .

Canto da Maia está representado em diversas colecções públicas e particulares, destacando-se as seguintes: Museu Municipal de Boulogne-Billancourt, em Paris, Museu do Chiado, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa e no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, instituição que lhe reservou, a partir de 1979, uma sala de exposição permanente.
A cidade de Ponta Delgada dedicou o seu nome a uma das suas artérias, tal como Lisboa, na freguesia de Campolide.
Canto da Maia é também patrono de uma das principais escolas de Ponta Delgada, a Escola Básica e Integrada Canto da Maia.

Faleceu, em Ponta Delgada, a 5 de Abril de 1981.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Chef Marino Tavares um dos melhores na cozinha também nasce nos Açores


Marino Tavares nasceu na ilha de São Miguel, Açores. É um conceituado cozinheiro em Montréal, Canadá. É chef executivo e sócio do restaurante Café Ferreira, considerado por muitos como o melhor da gastronomia portuguesa no mundo e que tem sido alvo de rasgados elogios de grandes celebridades como: Nicholas Cage, Mick Jagger ou Bradd Pitt.
No Restaurante Café Ferreira, um dos mais populares em Montréal, o chef Marino promove o casamento de pratos simples e tradicionais portugueses, com as principais tendências da cozinha internacional, de Paris a Nova Iorque, e uma requintada selecção de vinhos, também portugueses, que relevam as maravilhas desta cozinha.

Em Janeiro de 2010, foi um dos monitores do Laboratório de Gastronomia, integrado no projecto Açores Combo, que decorreu entre 24 a 28 de Janeiro de 2011, na Escola de Formação Turística e Hotelaria, de Ponta Delgada, tendo, em conjunto com os alunos procurado promover a cozinha regional, experimentando novos tratamentos, roupagens e combinações dos produtos regionais.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Paulino Nunes é mais um grande actor nascido nos Açores


Natural da ilha do Faial ( Açores), Paulino Nunes emigrou com a sua família para o Canadá, em 1969.

Ao longo dos últimos 20 anos, dada a sua versatilidade e talento, participou em várias produções de cinema, teatro e televisão, desempenhando mais de 130 papéis diferentes.

Trabalhou com um diversificado leque de directores, tais como Jim Sheridan, John McTiernan, Peter Bogdanovich, Mario Azzopardi, David Wellington, Joe Carnahan, Ken Finkleman e Uwe Boll, e contracenou com actores talentosos - Susan Sarandon, Jason Isaacs, Forest Whitaker, Michael Madsen, Ving Rhames e Ally Sheedy, entre outros.
A sua grande versatilidade granjeou-lhe a reputação de ser um dos actores mais solicitados do país. No trabalho “Policiais e Advogados'”, revelou grandes aptidões e talentos na área da representação.

Mais recentemente, apareceu na minissérie da “BBC”, intitulada “State Within”, dirigida por Daniel Pervical. No que concerne a Projectos futuros destaca-se a minissérie: “Would Be Kings”, uma longa metragem e uma sátira do “Team América: World Police."


Paulino, primeiramente, distinguiu-se no teatro ao vivo. Tem sido elogiado pelas suas interpretações em peças de Shakespeare e de Kenneth Lonergan.

A sua flexibilidade pode ser vista na variada gama de estilos que tem ensaiado, desde o clássico ao naturalista.

Participou em 10 produções e, não só integrou o elenco de grandes filmes, como também episódios de séries de renome, tais como: os" Três Mosqueteiros" e "Amor e outras cenas."
Em 2003, escreveu a sua primeira peça, intitulada “Rodeo Star."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Teresa Ascenção


Descendente de pais açorianos oriundos das ilhas Terceira e Flores, Teresa Ascensão nasceu em 1966 na cidade de São Paulo, Brasil. Emigrou para o Canadá sendo ainda muito jovem e fixou-se na cidade de Toronto.
Em 1986, diplomou-se em design gráfico, no Humbert Coolege, de Toronto. Em 1998, recebeu, com distinção, o Honours Bachelor of Art, Fine Art Studio Specialist / Women’s Studies Minor, na Universidade de Toronto. Em 2011, fez o mestrado em Media Art (área primária) and Sex-Positive Feminism (área secundária), também na Universidade de Toronto.
Teresa Ascenção que gosta de se apresentar profissionalmente como “media artist” trabalha com fotografia, vídeo, áudio, entre outras áreas gráficas. É professora de fotografia digital na Escola de Arte, de Toronto. Já realizou várias exposições, individuais e colectivas, e participou em palestras no Canadá.

Já foi distinguida com vários prémios, entre os quais OTSS Graduate Studies Bursary (2010), Canada Council for the Arts, Travel Grant (2009), Ontario Arts Council, Media Arts Project Grant – Mid Career (2008) e Toronto Arts Council, Visual Arts Grant – Emerging (2002, 2004 e 2006).

Participou no Workshop "Gestos e Gentes do Carnaval Terceirense", realizado em Fevereiro de 2006, pela Direcção Regional das Comunidades, na ilha Terceira –Açores.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dançarina de flamengo Kara Miranda Lawrence


Descendente de açorianos, oriundos da ilha de S.Miguel, Kara Miranda Lawrence nasceu a 5 de Fevereiro de 1984, em Victoria, Britsh Columbia, Canadá.
É dançarina de flamengo, música e dança de origem árabe, associada à região da Andaluzia, no sul de Espanha.
Iniciou a sua viagem pelo mundo da dança há 20 anos, pela mão da professora Verónica Maguire na Escola de Dança Flamenga “Alma de España”, em Victoria.
Começou por actuar profissionalmente integrada na escola de dança e no grupo “Peña Flamenca”. Actualmente, participa em espectáculos com vários grupos sediados na área de Vancouver.
Em 2000, venceu o “Kiwanis Art Award”, com uma coreografia original.Com a atribuição deste prémio, a dançarina deslocou-se ao famoso Festival de Jerez, em Espanha, onde teve o privilégio de estudar com grandes mestres do flamenco.
Em 2007, terminou uma pós-graduação na companhia profissional “Flamenco Rosário”, em Vancouver. Participou em duas produções da companhia: “Los Quatro Vientos” (2006) e “Flamenco Ayer e Hoy” (2007).

Em 2008, actuou no Vancouver's Portuguese Heritage Month. Um ano mais tarde, subiu ao palco do Vancouver International Flamenco Festival com o grupo de dança “La Triana”. Em 2010, fez a sua estreia com a companhia de flamenco “El Mozaico”, num espectáculo realizado no “Café de Chinitas ‘Vilhetas del Mozaico’”. Já actuou, em duas ocasiões, nos Açores, nomeadamente, nos workshops “Danças dos Sentidos/Memórias em Movimento” (2007) e “Danças & Voltas com Sentido & Memória” (2010).

Recentemente, viajou para os Estados Unidos da América e dedicou-se ao estudo da dança com os bailarinos premiados Yaelisa e Fanny Ara.