segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Quem partiu de Santa Cruz da Ilha Graciosa Açores para o Brasil


1-  Ana Paula do Sacramento (Santa Cruz da Graciosa, Ilha da Graciosa, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Sebastião Nunes Coelho.

2-  Ana Vicência Rosa (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1746 - Brasil, ?) casada com José Coelho Machado.

3-  António Correia da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa , Açores, Portugal, ? - Cruz Alta, Rio Grande do Sul, c. 1835) casada com Francisca das Chagas.

4-  António José d'Aviz (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Triunfo, Rio Grande do Sul, 4 de Junho de 1810) casado com Apolónia Maria de Sousa Machado.

5- Faustino Manoel Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1743 - Brasil, 2 de abril de 1822) casado com Izabel de Brum da Silveira.

6- Francisco da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de Manoel da Silva Ferreira.

7- José Coelho Machado (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Terceira, Azores, Portugal, c. 1748 - Brasil, ?) casado com Ana Vicência Rosa.

8- José Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de f Pedro Corrêa e Andreaza de Espindola.

9- Maria Clara de Jesus Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casada com Jacinto Furtado de Mendonça.

domingo, 31 de janeiro de 2016

General Francisco Maria da Cunha nasceu na ilha Terceira Açores

O General Francisco Maria da Cunha, que foi o primeiro ajudante de campo e chefe da casa militar de El-Rei D. Carlos I, nasceu na ilha Terceira no dia 22 de Dezembro
de 1832, em meio desse período agitadíssimo na nação, em que os liberais triunfam sobre o absolutismo agonizante, cujos golpes mortais se talharam nas praias e nas rochas da Terceira que lhe embalará o berço.

Foi, o general Cunha, do conselho de Sua Majestade Fidelíssima, grã-cruz e comendador da ordem de São Bento de Aviz, comendador das ordens da Torre e Espada e Nosso Senhor Jesus Cristo, grã-cruz e comendador das ordens de Isabel a católica e do Mérito Militar de Espanha, cavaleiro da ordem de Carlos III, também de Espanha, grã-cruz e comendador da ordem da Estrela Brilhante, condecorado com as medalhas de ouro do comportamento exemplar e de serviços no Ultramar, com a de prata de bons serviços e com a de cobre para galardoar os serviços prestados pelos sócios da associação de socorros a náufragos; general da divisão dos quadros de reserva; 1.º Ajudante de campo e chefe da casa militar de El-Rei D. Carlos I; par do reino, ministro de estado honorário, etc.
É filho de general Francisco Jaques da Cunha e D. Maria Cândida de França e Horta.

O general Francisco Maria da Cunha exerceu em Portugal os mais elevados cargos que podia aspirar a sua capacidade intelectual e moral, e tão recentemente que todos dele conservam recordação.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A família Dabney na ilha do Faial Açores


Oriunda dos Estados Unidos da América, a família Dabney instalou-se na Horta em 1806, quando John Bass Dabney foi nomeado Cônsul Geral dos Estados Unidos para os Açores pelo presidente americano, Thomas Jefferson.
Três membros da família Dabney, John (pai), Charles (filho) e Samuel (neto), exerceram sucessivamente o cargo ao longo do século XIX, ficando a sua presença registada na ilha do Faial através da toponímia, da arquitectura e da botânica.
John Bass Dabney especializou-se no comércio marítimo, fomentou a exportação do vinho e da laranja, adquiriu navios, armazéns e estaleiros destinados ao abastecimento e à reparação naval, dando assim origem a uma das mais poderosas casas comerciais do arquipélago dos Açores.

Com Charles Dabney, a família continuou a expandir os seus negócios, incrementando o movimento do porto da Horta, sobretudo através do abastecimento e reparação dos navios baleeiros americanos que aqui deixavam o óleo de baleia. Os Dabney exportavam-no para a Costa Leste dos Estados Unidos. Asseguravam ainda a ligação entre continente americano e os Açores e com o desenvolvimento da navegação a vapor passaram a ser os principais fornecedores de carvão dos navios que aportavam no porto da Horta.
Quando Samuel Dabney assumiu o cargo consular para dar continuidade aos interesses comerciais desenvolvidos pelo seu pai, o número de navios a ancorar no porto da Horta já tinha diminuído, pois a travessia do Atlântico era agora mais rápida em virtude da descoberta do petróleo. Por outro lado, a concorrência da casa comercial Bensaúde, a dinamização da doca de Ponta Delgada e a pressão do Governo americano, no sentido de impedir que os cônsules a tempo inteiro se dedicassem simultaneamente à actividade comercial, levaram Samuel Dabney a deixar definitivamente a ilha do Faial. Os últimos membros da família Dabney a residir na cidade da Horta partiram definitivamente para os Estados Unidos, em 1892.
Do património arquitectónico pertencente a esta família, destaca-se a Casa de Veraneio em Porto Pim, adquirida por Charles William Dabney, em 1854. Edificada na paisagem única do Monte da Guia e incluída num complexo residencial composto por uma casa com cisterna, cais e abrigo para dois botes, um miradouro e uma pequena área de vinhas que se estendia pela encosta em direção à baía de Porto Pim, possuía ainda uma adega, onde atualmente está patente uma exposição que retrata o percurso de uma família americana, originária de Boston.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Artista Plástico Rui Goulart da ilha do Pico Açores


Rui Goulart, artista plástico / escultor e medalhista, natural da Ilha do Pico. A sua obra é diversa e bastante multifacetada. Executa obras para fundição em bronze na maioria dos casos Arte Pública e homenagens, das quais se destacam os bustos, estátuas e medalhas, representadas em algumas ilhas dos Açores (Pico, Faial, Terceira e São Miguel), assim como no continente português, Canadá e EUA

“Born in Pico Island, Azores Rui Goulart is an artist of visual arts, sculptor and a medal-maker. His art work is very diverse, designed mostly for Public Art and Homages.

As a sculptor he creates art work for bronze foundry, such as statues, busts and medals. His work is well known among the Azoreans, and its displayed in some Azorean Islands like Pico, Faial, Terceira and Sao Miguel, also the mainland, Canada and EUA .”

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mário de Carvalho, repórter de imagem da CBS News é natural da ilha de Santa Maria Açores


Mário de Carvalho, repórter de imagem da CBS News, galardoado com um Emmy. Nasceu na ilha de Santa Maria, Açores, a 23 de Março de 1950. Em 30 anos de actividade profissional ao serviço de uma das maiores cadeias televisivas dos EUA, o cameraman, especializado na cobertura de conflitos armados, tornou-se num dos mais apreciados repórteres de televisão do mundo inteiro.

Pertenceu à 38ª Companhia de Comandos na Guiné, entre 1972 e 1974. Foi a primeira guerra que Mário Rui de Carvalho, na qualidade de furriel do Exército português, interveio. Noutros conflitos havia de participar, agora como destemido repórter de imagem da CBS, cadeia de televisão americana. Antes de regressar ao Iraque, decidiu que essa seria a sua guerra como repórter.

é considerado um dos mais experimentados repórteres de televisão de todo o mundo. Além de muitas guerras, fez a cobertura de dezenas de furacões. Após a passagem do furacão Katrina, que assolou a costa sul dos Estados Unidos, viu "um doente numa cama de hospital, com os tubos enfiados nas veias, a boiar". A equipa da CBS levou-o para um hospital, que recusou a recebê- -lo, porque, por falta de meios, "nada podia fazer nada por ele". Episódio com este, refere Mário Rui de Carvalho, "esperávamos ver em países do Terceiro Mundo, não aqui".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dr. Ramiro Gaspar de Lima


O Dr. Ramiro Gaspar de Lima, nascido na Vila Nova, ilha Terceira, no dia 26 de Setembro de 1923, faleceu no dia 8 de Dezembro de 2015, na ilha Terceira, com 92 anos de idade.
Foi um distinto, exemplar e competente cidadão a par de médico anestesista, do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo.
Frequentou a escola primária e o liceu em Angra do Heroísmo, e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em 1946, onde concluiu a licenciatura em Medicina em 13 de Novembro de 1952.
Iniciou o estágio profissional no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, nomeadamente no Laboratório de Electrocardiograma, tendo ficado responsável por todos os relatórios dos electrocardiograma que eram solicitados pelos Hospitais Civis.
No Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge e no Instituto Superior de Medicina Tropical concluiu os cursos de Medicina Sanitária e Medicina Tropical.
Regressado à ilha Terceira trabalhou no Hospital da Misericórdia de Angra do Heroísmo durante 16 anos, onde disponibilizou o seu e único eletrocardiógrafo existente na ilha, que foi utilizado durante vários anos na realização de exames aos doentes internados.

Ao surgir a necessidade da existência de um médico com formação e competência em Anestesiologia, foi frequentar a especialidade nos Serviços de Anestesiologia dos Hospitais Civis e do Instituto Português de Oncologia, durante 2 anos.
Regressado ao Hospital da Misericórdia de Angra do Heroísmo assumiu a direcção do serviço de Anestesiologia.
Desde 1958, trabalhou no Hospital Militar da Força Aérea, na Terra-Chã, em Angra do Heroísmo, no serviço de Anestesiologia, onde também foi responsável por uma enfermaria de Medicina.
Com o encerramento deste Hospital continuou, como médico civil contratado, a prestar cuidados de saúde aos militares e suas famílias no Posto de Socorros da Base Aérea nº 4, sita nas Lajes, concelho da Praia da Vitória.
Trabalhou na Casa de Saúde de São Rafael, na secção de homens e mulheres, desde 1956 e até à idade dos 75 anos, tendo também praticado medicina privada, e depois de aposentado, passou a prestar cuidados de saúde em regime de voluntariado, na Junta de Freguesia dos Biscoitos e aos utentes albergados no Lar de Idosos do Raminho.

Em 1961, com a transferência do Hospital da Misericórdia para o então Hospital Regional de Angra do Heroísmo, ingressou neste Hospital onde trabalhou mais de 20 anos como o único médico Anestesista.
Ao Dr. Ramiro Gaspar de Lima se deve a criação de uma sala de recobro cirúrgico, mais tarde designada de Reanimação, na proximidade do bloco operatório, nos anos de 1973/1974, que mais tarde veio a dar origem à Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, no Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, no dia 9 de Setembro de 1988.
Concretizou, assim, a partir dos últimos 20 anos do século XX, um dos desejos no que se refere ao suporte de doentes em estado crítico. A ilha Terceira, o seu Hospital e os Açores ganharam um serviço de reconhecida necessidade, modernidade e competência.
Foi Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, cargo que iniciou em Abril de 1990 e manteve até aos 70 anos de idade, data em que se aposentou.

 Dr. Ramiro Gaspar de Lima com toda a sua humildade e competência contribuiu para o desenvolvimento da Saúde na ilha Terceira e nos Açores, nomeadamente nas áreas da Anestesiologia e Medicina Intensiva.
O médico Ramiro Lima soube não raras vezes aliar o exercício da Medicina com o primado do altruísmo, baseado no seu grande humanismo, que prescindia da justa remuneração na prestação de cuidados de saúde em visitas ao domicílio a doentes limitados nas suas condições físicas. Sendo o único médico Anestesista do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira raramente podia usufruir do repouso merecido em virtude das urgências nocturnas que se estendiam até quase às cirurgias programadas, pelo que comungamos de um seu parecer, e cito, “A Profissão se adapta a fazer o bem.”

É também de assinalar o seu trabalho competente e dedicado, como era seu apanágio, prestado à população sinistrada das ilhas afectadas pelo sismo de 1980.

O Dr. Ramiro Gaspar de Lima desenvolveu a sua profissão com competência, a fazer o bem e com Humanismo.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Gilberto Mariano da Silva o homem que aproximava as ilhas


Gilberto Mariano da Silva nasceu a 15 de Fevereiro de 1909, na Madalena, Ilha do Pico. Faleceu no dia 11 de maio de 1991.

Com a habitual simpatia que o caracterizava fazia o transporte de cartas, de remessas de dinheiro para os Bancos, dos famosos cabazes do Pico e de encomendas da vila da Madalena para a cidade da Horta, tendo como principais destinatários os estudantes picarotos do Liceu da Horta. No regresso à Madalena, transportava mais cartas, remédios e toda uma série de “recados” que lhe eram pedidos.

Iniciou esta actividade nos barcos do Pico, tendo optado, a conselho de um mestre das referidas embarcações, por continuá-la, primeiro, nas Lanchas da Empresa Açoriana de Navegação, e depois, na Empresa das Lanchas do Pico. O que lhe era entregue tinha a garantia de chegar ao seu destino, tornando-se por isso, numa das figuras mais conhecidas nas ilhas do Pico e do Faial.

Gilberto dedicou-se à prática de futebol, tendo integrado o Pico Sport Clube e o Faial Sport Clube, ainda que muito esporadicamente, e posteriormente, os Bombeiros Voluntários da Madalena. Ganhou a alcunha de “Arricana” (do inglês hurricane, "furação") pela grande força de vontade com que jogava.

Após o abandono da sua principal actividade, foi homenageado pelas câmaras municipais da Horta, Lajes do Pico e Madalena, assim como pelo, então, Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes, aquando da sua visita à Ilha do Pico.