domingo, 20 de setembro de 2015

Maria Vieira - Canonização da mártir


“A 4 de Junho de 1940, o povo da primitiva vila de S. Sebastião, ilha Terceira, Açores, foi sobressaltado com a notícia de que Maria Vieira da Silva, de 13 anos, natural da mesma vila, chegara a casa lavada em sangue, quase moribunda, com a cabeça retalhada de profundos golpes”, assim aponta um dos registos recolhidos pela obra de António Neves Leal.
“Num momento de reanimação, a menina balbuciou o nome do assassino — “mas que não lhe tinha raiva” — disse. E voltou ao estado de coma. Conduzida ao hospital de Angra e preparada para uma operação imediata, ainda pronunciou o nome do criminoso. — “e não lhe façam mal” acrescentou. Recebeu os Sacramentos da Santa Igreja e no dia seguinte morria na paz e alegria das Virgens e mártires da pureza”.

Reza a história que o crime ocorreu quando a jovem de 13 anos, num local isolado, entre matos, do Pico Ruivo, na companhia de uma irmã sua, com pouco mais de quatro anos, ia levar o almoço ao pai que trabalhava perto.
O atacante, de nome José Quinteiro, um homem de cinquenta anos, reconheceu posteriormente que perante a resistência à tentativa de violação acaba por agredir repetidamente Maria Vieira com uma enxada na cabeça, tentando posteriormente esconder o cadáver debaixo de uma moita.
O criminoso José Quinteiro foi julgado e condenado a 28 anos de prisão, tendo apenas cumprido 16 anos, devido a bom comportamento.
Nascida em lar de poucos recursos, a 11 de Novembro de 1926 Maria Vieira, era tida como muito reservada, silenciosa, pacata. Frequentara a catequese paroquial, sendo da cruzada eucarística.
“Com dificuldade foi levada a exame da 4ª classe, pois a julgavam mal preparada, mas foi a única das colegas a ficar distinta. Deu então provas da sua clara inteligência, como também quando resistiu firmemente a quem pretendeu forçá-la ao mal, e ainda quando indicou quem lhe fizera a tortura, dizendo que lhe perdoava — “e não lhe façam mal”. Foi este um gesto bem cristão, a denunciar a formação recebida na catequese e que a levou a perdoar”, refere nota de Aurélio, Bispo de Angra, a 1 de Janeiro de 1994.
“ Através do Processo de julgamento no Tribunal de Angra do Heroísmo — até 14 de Dezembro de 1940, verifica-se que a pequena mártir teve realmente consciência da tentativa da sua violação pelas maneiras indecorosas como foi tratada, e resistiu, preferindo ser ferida mortalmente.
Assim, Maria Vieira, jovem açoriana violentamente martirizada por defender o seu pudor e a sua virgindade, é o modelo dos jovens que querem ser puros. A sua atitude é mensagem para esta hora, que para tantos é de libertinagem”, acrescenta.

Em Maria Vieira, aponta “brilhou a virtude dos fracos, a força dos desprotegidos, a fé dos martirizados, a esperança dos que lutam contra toda a esperança. Na pobreza, seu espírito se prepara para a luta e na tentação provou saber lutar e vencer até dar a vida”.
O Bispo referiu que a mártir “merece ser conhecida e muitos serão os que terão gosto em imitar sua virtude e em recorrer à sua intercessão junto de Deus”.

sábado, 19 de setembro de 2015

Jamie Silva


Jamie Silva (James J. Silva), de ascendência açoriana, nasceu a 14 de Dezembro de 1984, em East Providence, Rhode Island - EUA.
É formado em comunicação e foi jogador profissional de futebol americano, de 2008 a 2011.
Em 2007, atingiu o recorde de 125 “tackles”, 82 individuais , 43 assistidos e 8 intersecções. Devido a este recorde, foi designado para “consensus first-team All American selection”, e para finalista do Prémio Jim Thorpe, concedido anualmente, ao top de defesas do país. Foi, também, nomeado Most Valuable Player (MVP) 2007 Champs Sports Bowl.
Em 2008, na partida East/West Shrine, foi eleito capitão da equipa, tendo assinado, posteriormente, um contrato com o Indianapolis Colts. Nessa temporada marcou 17 tackles. No ano seguinte, manteve-se na mesma equipa como “second string FREE safety”, atingindo o recorde de 32 “tackles.”

Em 2010, aquando do primeiro jogo do ano, sofreu uma grave lesão, que o afastou do resto da temporada.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Harold Peary


Harold Peary (Harold José Pereira de Faria), descendente de açorianos, nasceu a 25 de Julho de 1908, em San Leandro, Califórnia – EUA.
Em 1923, tendo apenas 15 anos, começou a TRABALHAR numa rádio local, em S. Francisco, onde manteve um show, como cantor, em “The Spanisher Serenader” .
Em 1937, mudou-se para Illinois, Chicago.
Nesta cidade, uma das suas ocupações na estação de rádio consistiu em dar vida a uma nova personagem - Gildersleeve, vizinho de Fibber Mc Gee, na série “Fibber Mcgee and Molly.”
Trabalhou também na série de terror “Lights Out” e outros programas de rádio.
Peary Gildersleeve revelou-se muito popular pelo facto de representar a personagem no seu próprio show. “The Great Gildersleeve” estreou a 31 de Agosto de 1941, tornando-se um grande êxito, que durou até ao fim da década.
A sua grande e inconfundível voz tornaram-no numa das presenças mais famosas da rádio americana. No grande ecrã,ficou conhecido pelos quatro filmes em que participou, nos anos 40.
Apesar do indiscutível sucesso de “The Great Gildersleeve”, o passeio mágico de Peary culminou com a sua mudança para a CBS. Nesta estação de televisão, deu início à sua nova série, "The Harold Peary Show", também conhecida como “Honest Harold”, título que pertencia mais propriamente ao programa fictício da nova personagem de Peary.

Participou em filmes como "A Tiger Walks" da Walt Disney, em 1964, no musical intitulado "Clambake", no qual Elvis era a principal estrela. Integrou, também, o elenco de comédias televisivas nomeadamente "Blondie", onde desempenhava o papel de Herb Woodley e "Fibber McGee and Molly", interpretando o papel da personagem Mayor La Trivia. Peary participou ainda, como actor convidado, em “The Diek Van Dike Show”, “Petticoat Junction” e “The Brady Bunch”.
Apesar do grande sucesso que atingiu no mundo da rádio, o mesmo não aconteceu na televisão.
Continuou até ao fim dos seus dias, a dar voz a várias personagens em TRABALHOS animados como, “Ranking-Bass” e “Hanna-Barbera”, entre outros.
Faleceu a 30 de Março de 1985, com 76 anos de idade, em Torrance, Califórnia.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Frank Xavier Gaspar

Frank Xavier Gaspar, poeta e romancista, nasceu no dia 10 de Setembro de 1946, em Provincetown, Massachusetts, EUA. Os seus avós eram naturais dos Açores, da ilha de São Miguel (paternos) e da ilha do Pico (maternos).
Muitas das suas obras abordam temas ou definições luso-americanas, com especial destaque para a comunidade portuguesa da sua cidade natal.
Licenciado pela Universidade da Califórnia – Irvine, Frank Gaspar é autor de cinco livros de poesia e dois de romance.
Recebeu vários prémios e galardões em poesia e ficção e tem sido aclamado pela crítica portuguesa e norte-americana. Em 2008, recebeu, do Portuguese-American Leadership Council of the United States (PALCUS), o Literature Leadership Award.
Foi galardoado com os prémios Morse, Anhinga e Brittingham da poesia, com quatro Prémios Pushcart, um National Endowment for the Arts Fellowship in Literature e um California Arts Council Fellowship In Poetry.
O seu romance de estreia, intitulado “Leaving Pico”, venceu o prémio Barnes and Noble Discovery Prize, o California BOOKAward for First Fiction e recebeu a menção de Notable Book - paperback edition do jornal de referência norte-americano The New York Times. O segundo romance, “Stealing Fatima”, foi nomeado MassBook of the Year in Fiction.

O seu TRABALHO tem sido referenciado em várias revistas e jornais literários de renome, nomeadamente, no The Nation, no The Harvard Review, no The Hudson Review, no The Kenyon Review, no Georgia Review, no The American Poetry Review, no The Southern Review ou no Prairie Schooner, entre outros.

Para além de se dedicar à escrita de poesia e romance, Frank Gaspar lecciona no Programa de Escrita da Universidade do Pacifico, em Oregon, EUA.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

António Frias

 Originário da ilha de Santa Maria, Frias chegou aos Estados Unidos em 1955 e começou por trabalhar numa fábrica de sapatos, numa padaria e na construção civil. Dez anos depois, em 1965, criou a própria empresa, com apenas três funcionários, que começaram por construir passeios, sobrados de casas e valetas de cimento. Hoje está envolvido em cerca de 60 obras nos estados de Massachusetts, New Hampshire, Connecticut e Rhode Island, destacando-se esta nova torre pela dimensão e desafio. Envolve 500 trabalhadores, a torre está a crescer dois andares por semana.

"Nunca ninguém na cidade fez algo assim de forma tão rápida", disse o presidente da empresa responsável pelo consórcio, Angus Leary.

Ao contrário de outros prédios em que toda a estrutura é feita em ferro, nesta torre é o cimento de António Frias, transportado em canos dezenas de metros desde o solo, que forma a estrutura. Ainda com o cimento fresco, são introduzidas vergas de ferro e feitos cerca de 500 furos e fossos onde mais tarde são instalados a água, luz, gás e outros.

Os trabalhadores da S&F Concrete usam tecnologia de ponta, com GPS, para ter a certeza de que cada perfuração é feita no local exacto.

Nas últimas décadas, a empresa de Frias esteve envolvida, por exemplo, na construção do pavilhão dos Celtics, dos Patriots e dezenas de centros comerciais, escolas, hotéis e prédios residenciais. Em 2011, António Frias recebeu o prémio de empreendedorismo da COTEC.

A empresa do açoriano António Frias está a construir a maior torre a ser erguida na cidade de Boston, Estados Unidos, nos últimos 40 anos, a Millennium Tower, com 60 andares de apartamentos de luxo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Brian Melo


Brian Melo é cantor e compositor canadiano. Nasceu no dia 15 de Agosto de 1982, em Hamilton, Ontário, Canadá. Os seus pais são naturais da ilha de São Miguel, Açores. Concluiu o ensino secundário na Cathedral High School e estudou canto na Royans School for the Musical Performing Arts. Em 1997, integrou o grupo da cantora Shania Twain. Em 2003, foi vocalista da banda de música alternativa “Stoked”.
Venceu o programa televisivo “Canadian Idol”, a 11 de Setembro de 2007.
O primeiro single, “All I Ever Wanted”, foi lançado no dia 13 de Setembro de 2007 e fez parte do seu primeiro albúm “Living it”, que viria a ser apresentado ao público no dia 27 de Setembro do mesmo ano. Seguiram-se mais três singles : “Shine”, “Summertime” e “Back To Me”. O segundo álbum, no qual trabalhou com o famoso produtor musical Harry Hess, surgiu em 2010. Já trabalhou e actuou com grandes nomes da música, como Bon Jovi, Queen, Paul Anka e Maroon Five. Também conheceu e trabalhou com Kelly Clarkson , Suzie McNeil, Shiloh, Faber Drive e Feist. Participou no festival açoriano AngraRock, no ano de 2008. Durante a Canadian Music Week, partilhou o palco com a cantora Alanis Morissette.

Na cidade de Hamilton, 12 de Outubro é considerado o dia “Brian Melo”. Apoiou o Kiwanis Boys and Girls Club; compôs a música “Move and Be Moved” para o evento de caridade MAD4 Maddie; participou na gala Charity of Hope, em Março de 2009; ajudou os grupos de caridade MC, em 2010; participou no Me to We Day, ao lado de Craig Kielberger; apoiou a Fundação de Crianças Tim Horton e a Community Child Abuse Council; interpretou a música “All You Need is Love”, dos Beatles, no evento de angariação de fundos para o Haiti ”Heart for Haiti”, em Janeiro de 2010.