quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Frank Xavier Gaspar

Frank Xavier Gaspar, poeta e romancista, nasceu no dia 10 de Setembro de 1946, em Provincetown, Massachusetts, EUA. Os seus avós eram naturais dos Açores, da ilha de São Miguel (paternos) e da ilha do Pico (maternos).
Muitas das suas obras abordam temas ou definições luso-americanas, com especial destaque para a comunidade portuguesa da sua cidade natal.
Licenciado pela Universidade da Califórnia – Irvine, Frank Gaspar é autor de cinco livros de poesia e dois de romance.
Recebeu vários prémios e galardões em poesia e ficção e tem sido aclamado pela crítica portuguesa e norte-americana. Em 2008, recebeu, do Portuguese-American Leadership Council of the United States (PALCUS), o Literature Leadership Award.
Foi galardoado com os prémios Morse, Anhinga e Brittingham da poesia, com quatro Prémios Pushcart, um National Endowment for the Arts Fellowship in Literature e um California Arts Council Fellowship In Poetry.
O seu romance de estreia, intitulado “Leaving Pico”, venceu o prémio Barnes and Noble Discovery Prize, o California BOOKAward for First Fiction e recebeu a menção de Notable Book - paperback edition do jornal de referência norte-americano The New York Times. O segundo romance, “Stealing Fatima”, foi nomeado MassBook of the Year in Fiction.

O seu TRABALHO tem sido referenciado em várias revistas e jornais literários de renome, nomeadamente, no The Nation, no The Harvard Review, no The Hudson Review, no The Kenyon Review, no Georgia Review, no The American Poetry Review, no The Southern Review ou no Prairie Schooner, entre outros.

Para além de se dedicar à escrita de poesia e romance, Frank Gaspar lecciona no Programa de Escrita da Universidade do Pacifico, em Oregon, EUA.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

António Frias

 Originário da ilha de Santa Maria, Frias chegou aos Estados Unidos em 1955 e começou por trabalhar numa fábrica de sapatos, numa padaria e na construção civil. Dez anos depois, em 1965, criou a própria empresa, com apenas três funcionários, que começaram por construir passeios, sobrados de casas e valetas de cimento. Hoje está envolvido em cerca de 60 obras nos estados de Massachusetts, New Hampshire, Connecticut e Rhode Island, destacando-se esta nova torre pela dimensão e desafio. Envolve 500 trabalhadores, a torre está a crescer dois andares por semana.

"Nunca ninguém na cidade fez algo assim de forma tão rápida", disse o presidente da empresa responsável pelo consórcio, Angus Leary.

Ao contrário de outros prédios em que toda a estrutura é feita em ferro, nesta torre é o cimento de António Frias, transportado em canos dezenas de metros desde o solo, que forma a estrutura. Ainda com o cimento fresco, são introduzidas vergas de ferro e feitos cerca de 500 furos e fossos onde mais tarde são instalados a água, luz, gás e outros.

Os trabalhadores da S&F Concrete usam tecnologia de ponta, com GPS, para ter a certeza de que cada perfuração é feita no local exacto.

Nas últimas décadas, a empresa de Frias esteve envolvida, por exemplo, na construção do pavilhão dos Celtics, dos Patriots e dezenas de centros comerciais, escolas, hotéis e prédios residenciais. Em 2011, António Frias recebeu o prémio de empreendedorismo da COTEC.

A empresa do açoriano António Frias está a construir a maior torre a ser erguida na cidade de Boston, Estados Unidos, nos últimos 40 anos, a Millennium Tower, com 60 andares de apartamentos de luxo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Brian Melo


Brian Melo é cantor e compositor canadiano. Nasceu no dia 15 de Agosto de 1982, em Hamilton, Ontário, Canadá. Os seus pais são naturais da ilha de São Miguel, Açores. Concluiu o ensino secundário na Cathedral High School e estudou canto na Royans School for the Musical Performing Arts. Em 1997, integrou o grupo da cantora Shania Twain. Em 2003, foi vocalista da banda de música alternativa “Stoked”.
Venceu o programa televisivo “Canadian Idol”, a 11 de Setembro de 2007.
O primeiro single, “All I Ever Wanted”, foi lançado no dia 13 de Setembro de 2007 e fez parte do seu primeiro albúm “Living it”, que viria a ser apresentado ao público no dia 27 de Setembro do mesmo ano. Seguiram-se mais três singles : “Shine”, “Summertime” e “Back To Me”. O segundo álbum, no qual trabalhou com o famoso produtor musical Harry Hess, surgiu em 2010. Já trabalhou e actuou com grandes nomes da música, como Bon Jovi, Queen, Paul Anka e Maroon Five. Também conheceu e trabalhou com Kelly Clarkson , Suzie McNeil, Shiloh, Faber Drive e Feist. Participou no festival açoriano AngraRock, no ano de 2008. Durante a Canadian Music Week, partilhou o palco com a cantora Alanis Morissette.

Na cidade de Hamilton, 12 de Outubro é considerado o dia “Brian Melo”. Apoiou o Kiwanis Boys and Girls Club; compôs a música “Move and Be Moved” para o evento de caridade MAD4 Maddie; participou na gala Charity of Hope, em Março de 2009; ajudou os grupos de caridade MC, em 2010; participou no Me to We Day, ao lado de Craig Kielberger; apoiou a Fundação de Crianças Tim Horton e a Community Child Abuse Council; interpretou a música “All You Need is Love”, dos Beatles, no evento de angariação de fundos para o Haiti ”Heart for Haiti”, em Janeiro de 2010.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Jorge Delmar, um dos ultimos judeus nos Açores

"A minha família foi a última guardiã da sinagoga durante 40 anos até este acordo ser feito [em 2009] entre a comunidade israelita de Lisboa e a Câmara Municipal de Ponta Delgada [por um prazo de 99 anos]", afirmou à Lusa o cofundador da Associação Cultural Amigos da Sinagoga de Ponta Delgada Jorge Delmar Soares, que não esconde a sua satisfação por ter sido possível recuperar o edifício.

Fundada em 1836, a sinagoga de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, está localizada na Rua do Brum, na baixa da cidade, num edifício que passa despercebido, já que, na altura em que foi construída, a legislação portuguesa proibia que os templos não católicos tivessem símbolos no exterior.

O imóvel estava votado ao abandono desde 1970, quando as duas últimas inquilinas, Raquel e Haliá Albo, morreram, mas mantinha no seu interior muito do espólio e objectos usados nas cerimónias religiosas e, já recuperados, voltam agora a ser expostos.
 
Jorge Delmar Soares salientou que há ainda várias peças da sinagoga de Ponta Delgada que continuam à guarda da comunidade israelita de Lisboa e que terão de voltar para os Açores.

"Por exemplo, há o quadro dos fundadores da sinagoga que não aparece e terá necessariamente de aparecer. Há outras Toras  pequenas que também ainda não vieram e que terão de vir", disse o judeu que resgatou as peças e as enviou para Lisboa, quando o edifício em Ponta Delgada se começou a degradar.

Jorge Delmar Soares não tem dúvidas que a recuperação deste imóvel coloca Ponta Delgada numa rota mundial e atrairá muitos turistas, apesar de a sinagoga nunca ter verdadeiramente deixado de receber visitas durante os anos em que esteve em degradação.

A chegada aos Açores dos primeiros judeus originários de Marrocos data de 1819, quando rapidamente se instalaram e criaram os seus templos de culto por várias ilhas, como S. Miguel, Terceira e Faial, património que, entretanto, se perdeu.
Entre escadotes, aspiradores e fotografias antigas, José de Almeida Mello referiu que Ponta Delgada vai apresentar "ao país o seu legado hebraico totalmente recuperado", destacando os cemitérios dos judeus em Santa Clara e Pico Salomão, bem como a sinagoga.

Segundo José de Almeida Mello, o próximo passo será concluir a identificação das casas dos judeus, as lojas e as restantes quatro sinagogas que chegaram a existir no centro de Ponta Delgada para se criar um roteiro hebraico na cidade, "permitindo dar a conhecer o legado dos judeus sefarditas que estiveram em Portugal durante mais de 1.000 anos".

O projecto de arquitectura da reabilitada sinagoga de Ponta Delgada é de Igor França e o programa científico do espaço museológico foi entregue à historiadora Susana Goulart Costa, docente na Universidade dos Açores.

Além de Ponta Delgada e de Lisboa, Tomar e Castelo de Vide são cidades em Portugal que têm sinagogas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quem foi para o Brasil da Vila de Santa Cruz ilha da Graciosa Açores


1-  Ana Paula do Sacramento (Santa Cruz da Graciosa, Ilha da Graciosa, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Sebastião Nunes Coelho.

2-  Ana Vicência Rosa (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1746 - Brasil, ?) casada com José Coelho Machado.

3-  António Correia da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa , Açores, Portugal, ? - Cruz Alta, Rio Grande do Sul, c. 1835) casada com Francisca das Chagas.

4-  António José d'Aviz (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Triunfo, Rio Grande do Sul, 4 de Junho de 1810) casado com Apolónia Maria de Sousa Machado.

5-  Fauciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de Manuel da Silva Ferreira.


7-   José Coelho Machado (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1748 - Brasil, ?) casado com Ana Vicência Rosa.

8-  José Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de f Pedro Corrêa e Andreaza de Espindola.

9-  Maria Clara de Jesus Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casada com Jacinto Furtado de Mendonça.stino Manuel Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1743 - Brasil, 2 de abril de 1822) casado com Isabel de Brum da Silveira.

6-  Francisco da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Gra

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Joe Lima


O artista plástico Joe Lima, nasceu em 1963, na cidade da Ribeira Grande, ilha de S. Miguel – Açores e emigrou, muito novo, com a família, para o Canadá.
Naquele país, ao descobrir o seu gosto pelas artes, frequentou escolas superiores de arte, tendo terminado a sua formação e aprendizagem na Concórdia University de Montréal, cidade onde reside.
Conhecendo bem o meio artístico da província do Quebeque, Joe Lima tem vindo a impor as suas obras, cumprindo o seu próprio calendário de exposições, facto que lhe tem permitido estar presente nos mercados da especialidade a nível internacional.
O público reconhece os seus TRABALHOS e a crítica tem estado atenta em cada exposição, relevando que tem percorrido um caminho de inspiração luminosa, a par da aplicação de uma técnica de saberes rigorosa, a clássica, mas também aberta à experimentação de materiais reinventados ao jeito dos alquimistas. Os seus frescos portáteis resultam da obtenção de conhecimentos pré testados. O efeito plástico desses trabalhos, onde é possível detectar a tridimensional idade como na escultura, mereceu os mais elogiosos comentários críticos.

Apesar do mérito que se lhe reconhece também na escultura, é na pintura que mais e melhor se tem firmado. Nos seus quadros deixa a marca da sua Açorianidade, explorando as memórias do passado, vividas em espaços desaparecidos e que ele revisita e transpõe para a tela de forma surreal, ocupando-a com paisagens quase monocromáticas, às vezes povoadas por seres disformes, outras vezes ocupadas por ilhas desertas dispersas em mares de aspecto árido, sem vida. Reconheça-se, assim, o seu fascínio por um figurativo que ora nos domina o olhar ora se desvanece sob uma espécie de abstraccionismo indesejado.
Tem participado em diversas exposições que evocam o seu passado açoriano.
Em 2002, apresentou os seus TRABALHOS EM Cambridge numa exposição colectiva intitulada “Sem Saudade”. Aconteceu o mesmo em 2003, marcando o cinquentenário da emigração portuguesa para o Canadá. Antes (2000) expôs na cidade de Ponta Delgada –Açores a e, em 2007, na Carmina Galeria na ilha Terceira -Açores. Escolheu o mesmo espaço para se apresentar a solo em Novembro de 2010.
Refira-se também que Joe Lima participou, com outros artistas plásticos, no workshop “As Cores Míticas da Ilha” promovido pelo Governo dos Açores, através da Direcção Regional das Comunidades, que decorreu na ilha Terceira, no ano de 2005.
Recentemente, representou Portugal na “13th Biennial Competition for Graphic Art” na cidade de Bruges - Bélgica, no “Arentshuis Museum”, na qual foi o vencedor do primeiro prémio.
Trabalhou em exposições no Canadá e na Europa, incluindo a “Gallery Rodger Bellemare”, “Battat Contemporary”, “Collart Collection” e no Museu de Angra do Heroísmo, ilha Terceira – Açores.