sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Jorge Delmar, um dos ultimos judeus nos Açores

"A minha família foi a última guardiã da sinagoga durante 40 anos até este acordo ser feito [em 2009] entre a comunidade israelita de Lisboa e a Câmara Municipal de Ponta Delgada [por um prazo de 99 anos]", afirmou à Lusa o cofundador da Associação Cultural Amigos da Sinagoga de Ponta Delgada Jorge Delmar Soares, que não esconde a sua satisfação por ter sido possível recuperar o edifício.

Fundada em 1836, a sinagoga de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, está localizada na Rua do Brum, na baixa da cidade, num edifício que passa despercebido, já que, na altura em que foi construída, a legislação portuguesa proibia que os templos não católicos tivessem símbolos no exterior.

O imóvel estava votado ao abandono desde 1970, quando as duas últimas inquilinas, Raquel e Haliá Albo, morreram, mas mantinha no seu interior muito do espólio e objectos usados nas cerimónias religiosas e, já recuperados, voltam agora a ser expostos.
 
Jorge Delmar Soares salientou que há ainda várias peças da sinagoga de Ponta Delgada que continuam à guarda da comunidade israelita de Lisboa e que terão de voltar para os Açores.

"Por exemplo, há o quadro dos fundadores da sinagoga que não aparece e terá necessariamente de aparecer. Há outras Toras  pequenas que também ainda não vieram e que terão de vir", disse o judeu que resgatou as peças e as enviou para Lisboa, quando o edifício em Ponta Delgada se começou a degradar.

Jorge Delmar Soares não tem dúvidas que a recuperação deste imóvel coloca Ponta Delgada numa rota mundial e atrairá muitos turistas, apesar de a sinagoga nunca ter verdadeiramente deixado de receber visitas durante os anos em que esteve em degradação.

A chegada aos Açores dos primeiros judeus originários de Marrocos data de 1819, quando rapidamente se instalaram e criaram os seus templos de culto por várias ilhas, como S. Miguel, Terceira e Faial, património que, entretanto, se perdeu.
Entre escadotes, aspiradores e fotografias antigas, José de Almeida Mello referiu que Ponta Delgada vai apresentar "ao país o seu legado hebraico totalmente recuperado", destacando os cemitérios dos judeus em Santa Clara e Pico Salomão, bem como a sinagoga.

Segundo José de Almeida Mello, o próximo passo será concluir a identificação das casas dos judeus, as lojas e as restantes quatro sinagogas que chegaram a existir no centro de Ponta Delgada para se criar um roteiro hebraico na cidade, "permitindo dar a conhecer o legado dos judeus sefarditas que estiveram em Portugal durante mais de 1.000 anos".

O projecto de arquitectura da reabilitada sinagoga de Ponta Delgada é de Igor França e o programa científico do espaço museológico foi entregue à historiadora Susana Goulart Costa, docente na Universidade dos Açores.

Além de Ponta Delgada e de Lisboa, Tomar e Castelo de Vide são cidades em Portugal que têm sinagogas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quem foi para o Brasil da Vila de Santa Cruz ilha da Graciosa Açores


1-  Ana Paula do Sacramento (Santa Cruz da Graciosa, Ilha da Graciosa, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Sebastião Nunes Coelho.

2-  Ana Vicência Rosa (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1746 - Brasil, ?) casada com José Coelho Machado.

3-  António Correia da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa , Açores, Portugal, ? - Cruz Alta, Rio Grande do Sul, c. 1835) casada com Francisca das Chagas.

4-  António José d'Aviz (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Triunfo, Rio Grande do Sul, 4 de Junho de 1810) casado com Apolónia Maria de Sousa Machado.

5-  Fauciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de Manuel da Silva Ferreira.


7-   José Coelho Machado (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Terceira, Açores, Portugal, c. 1748 - Brasil, ?) casado com Ana Vicência Rosa.

8-  José Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filho de f Pedro Corrêa e Andreaza de Espindola.

9-  Maria Clara de Jesus Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casada com Jacinto Furtado de Mendonça.stino Manuel Corrêa (Guadalupe, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Graciosa, Açores, Portugal, c. 1743 - Brasil, 2 de abril de 1822) casado com Isabel de Brum da Silveira.

6-  Francisco da Silva (Vila da Praia, Santa Cruz da Graciosa, Ilha Gra

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Joe Lima


O artista plástico Joe Lima, nasceu em 1963, na cidade da Ribeira Grande, ilha de S. Miguel – Açores e emigrou, muito novo, com a família, para o Canadá.
Naquele país, ao descobrir o seu gosto pelas artes, frequentou escolas superiores de arte, tendo terminado a sua formação e aprendizagem na Concórdia University de Montréal, cidade onde reside.
Conhecendo bem o meio artístico da província do Quebeque, Joe Lima tem vindo a impor as suas obras, cumprindo o seu próprio calendário de exposições, facto que lhe tem permitido estar presente nos mercados da especialidade a nível internacional.
O público reconhece os seus TRABALHOS e a crítica tem estado atenta em cada exposição, relevando que tem percorrido um caminho de inspiração luminosa, a par da aplicação de uma técnica de saberes rigorosa, a clássica, mas também aberta à experimentação de materiais reinventados ao jeito dos alquimistas. Os seus frescos portáteis resultam da obtenção de conhecimentos pré testados. O efeito plástico desses trabalhos, onde é possível detectar a tridimensional idade como na escultura, mereceu os mais elogiosos comentários críticos.

Apesar do mérito que se lhe reconhece também na escultura, é na pintura que mais e melhor se tem firmado. Nos seus quadros deixa a marca da sua Açorianidade, explorando as memórias do passado, vividas em espaços desaparecidos e que ele revisita e transpõe para a tela de forma surreal, ocupando-a com paisagens quase monocromáticas, às vezes povoadas por seres disformes, outras vezes ocupadas por ilhas desertas dispersas em mares de aspecto árido, sem vida. Reconheça-se, assim, o seu fascínio por um figurativo que ora nos domina o olhar ora se desvanece sob uma espécie de abstraccionismo indesejado.
Tem participado em diversas exposições que evocam o seu passado açoriano.
Em 2002, apresentou os seus TRABALHOS EM Cambridge numa exposição colectiva intitulada “Sem Saudade”. Aconteceu o mesmo em 2003, marcando o cinquentenário da emigração portuguesa para o Canadá. Antes (2000) expôs na cidade de Ponta Delgada –Açores a e, em 2007, na Carmina Galeria na ilha Terceira -Açores. Escolheu o mesmo espaço para se apresentar a solo em Novembro de 2010.
Refira-se também que Joe Lima participou, com outros artistas plásticos, no workshop “As Cores Míticas da Ilha” promovido pelo Governo dos Açores, através da Direcção Regional das Comunidades, que decorreu na ilha Terceira, no ano de 2005.
Recentemente, representou Portugal na “13th Biennial Competition for Graphic Art” na cidade de Bruges - Bélgica, no “Arentshuis Museum”, na qual foi o vencedor do primeiro prémio.
Trabalhou em exposições no Canadá e na Europa, incluindo a “Gallery Rodger Bellemare”, “Battat Contemporary”, “Collart Collection” e no Museu de Angra do Heroísmo, ilha Terceira – Açores.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

David N. Tavares


Nascido em 1947 na ilha de São Miguel, David Tavares emigrou para o Canadá em 1966. Tendo decidido avançar, em 1982, com a sua primeira empresa, a Tel - Connect Systems, para vender sistemas de centrais telefónicas, abandonou o emprego  que tinha no gigante do serviço telefónico Bell Canada.
Preside a um grupo empresarial, liderado pela “Holding” Tel-e-Group, que integra, além da companhia originária, a Tel-e Technologies, a GlobeStar Systems e a Canada Pure.
Entre outras distinções, David Tavares foi agraciado em 2005 com o “Prémio do NOVO Pioneiro Canadiano de Empresariado” em reconhecimento dos seus contributos para a comunidade empresarial.
A Globestar Systems, que aposta em jovens técnicos da Região Autónoma dos Açores, instalou no Arquipélago, mais concretamente na Lagoa, ilha de S. Miguel, um departamento que trabalha para entidades de todo o mundo.

Desenvolveu um sistema informático inovador de gestão integrada de comunicação, denominado “ConexALL”, que está a ser aplicado em várias áreas de actividade, como hospitais, polícia e outros.
Em 2010, fundou a GlobeStar Systems, na cidade de Bolder, Colorado, Estados Unidos da América.

É conselheiro do projecto da “Rede Prestige Açores.”

domingo, 30 de agosto de 2015

O Açoriano que fundou Vassouras no Brasil e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa


Francisco Rodrigues Alves (Açores, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846) foi um proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa.
Filho de Félix Rodrigues Alves e Teresa de Sousa Furtado, nasceu na freguesia de São Pedro da Ponta Delgada, ilha das Flores, Açores, Portugal. Emigrou para o Brasil ainda pequenino e junto de seus pais ficou estabelecido na região de Sacra Família do Tinguá, actualmente parte de município de Engenheiro Paulo de Frontin.
Em 5 de Outubro de 1782, ele e seu sócio Luís Homem de Azevedo receberam uma sesmaria descrita e localizada no "Sertão da Serra de Santana, Mato Dentro por detrás do Morro Azul". Posteriormente estas terras foram conhecidas como Vassouras, em razão de uma vegetação rasteira que era abundante na região.
Foi um dos primeiros que plantou o café no Vale do Rio Paraíba do Sul, pois em 1792 ele já cultivava "uma horta de cafezeiros, os quais produziam o fruto apenas indispensável para o uso da família" conforme o relato colhido em 1852 por Alexandre Joaquim de Siqueira, o primeiro historiador vassourense.

Nessas suas terras surgiu uma pequena povoação a qual foi erigida, pelo decreto de 15 de Janeiro de 1833, em vila de Nossa Senhora da Conceição de Vassouras. Portanto, é considerado o fundador da cidade de Vassouras.
Com sua mulher Antónia Barbosa de Sá, de antiga família carioca, foram pais de cinco filhos e origem de uma grande descendência que incluiu por nascimento ou casamento; os barões de Santa Justa, o barão de Ribeirão, o visconde de Cananéia, o barão de Avelar e Almeida, o barão de Maçambará, o visconde de Ibituruna, o barão de Santa Fé, o barão de Meneses, os políticos Maurício de Lacerda e Carlos Lacerda, o jurista Sebastião Lacerda, o escritor Aureliano Cândido Tavares Bastos, o ministro Raul Fernandes, o médico José Jerônimo de Azevedo Lima, o engenheiro Wilkie Moreira Barbosa  , o cantor Lobão, além de muitos outros.

sábado, 29 de agosto de 2015

Quem partiu da cidade de Ponta Delgada Ilha de S. Miguel Açores para o Brasil


1-  António Augusto Monteiro de Barros (Santa Maria, Ponte Delgada, Açores, Portugal, c. 1790 - Rio de Janeiro, Brasil, 16 de Novembro de 1843) casado com Virgínia Amália Carneiro de Campos e Maria Constança da Graça Rangel.

2-  António Carvalho Tavares (São Sebastião, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Salvador, Bahia, ?) casado com Margarida Teresa de Negreiros.

3-  Francisco Rodrigues Alves (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 7 de Fevereiro de 1758 — Vassouras, 21 de Julho de 1846), foi proprietário rural brasileiro, pioneiro do povoamento e um dos fundadores do município fluminense de Vassouras, e ancestral da antiga família fluminense Rodrigues Alves Barbosa

4-  João Pereira de Bittencourt (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria de Abreu.

5-  José António do Rego (NS dos Anjos, Ponte Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Teodora Maria Soares.

6-  José Caetano Pereira (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Eugénia Maria de Figueiredo.

7-  José Inácio Borges do Canto (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1732 - Brasil, ?) filho de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo

8-  José de Medeiros e Albuquerque (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Portugal, c. 1756 - Rio Grande do Sul, 30 de Julho de 1823) casado com Ana Joaquina Leocádia da Fontoura.~

9-  Luzia Francisca da Assunção (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Manuel de Medeiros e Sousa.

10-  Manuel de Medeiros e Souza (Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, 27 de  Julho de 1716 - Florianópolis, Santa Catarina, 16 de Setembro de 1804) casado com Luzia Francisca da Assunção e Ana de Santiago.

11-   Maria Leopoldina Machado de Câmara (Ponta Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 1812 - Rio de Janeiro, 1849) casou-se com Francisco José de Assis, foi a mãe de Joaquim Maria Machado de Assis.


12-  Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) filha de José Caetano Pereira e Eugénia Maria de Figueiredo.

13-   Maria Teresa de São José (Ponta Delgada, São Miguel, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) filha de António Pereira De Frias e Francisca Rosa, casada com Ventura José Sanhudo.

14-  Nicolau Henriques (São Pedro, Ponta Delgada, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, c. 1841) casado com Josefa del Jesus.


15-  Pedro Medeiros da Costa (Santo António, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, ? - São Paulo, c. 1762) casado com Isabel dos Reis.