terça-feira, 12 de maio de 2015

João Ignácio D´Oliveira


John Enos (João Ignácio D´Oliveira) nasceu a 28 de Fevereiro de 1838, na freguesia de Santo Antão, ilha de S. Jorge, Açores.
Terá emigrado, nos anos 60, com destino aos EUA, como marinheiro de um navio de caça à baleia. Chegou ao Rio Columbia, situado no extremo Noroeste americano, a trabalhar num barco a vapor, com o nome de John Enos, mais conhecido por “Portuguese Joe”, e começou a comprar gado.
Em 1870, radicou-se em Yakima (Oeste do Rio), no seu primeiro rancho. Pouco tempo depois, atravessou o rio e estabeleceu-se em Cannaway Creek no, então, condado de Lincoln, construindo assim o seu império nas terras livres da exploração “open range”. Criou um inovador sistema de rega utilizado num pomar que plantou, tendo-o cercado com árvores altas para o proteger dos ventos.
John, que era um homem afável e bondoso, foi um visionário para a sua época. Todos os seus Projectos foram pensados e executados. Os Invernos desastrosos de 1880, 1881, 1889 e 1890 não o impediram de progredir. O grande terramoto de 1872 foi quase um “fait-divers).
Em 1888, tinha 22 mil hectares de terra e mais de mil cabeças de gado, no valor de vinte mil dólares, tornando-se, assim, o segundo homem mais rico daquele condado (Lincoln).
Em 1900, parte para França, com um vizinho, também ele português, para assistirem à Feira Mundial de Paris. Ao regressar decide deixar a vida de cowboy.
Esta decisão permitiu-lhe, com o dealbar do novo século, substituir gradualmente a criação de gado pela agricultura, passando de cowboy a industrial hoteleiro e, mais tarde, a banqueiro. Nunca aprendeu a ler e a escrever, pelo que falava o inglês misturado com o português. Já com idade avançada aprendeu a escrever o seu nome.
Em 1905, na primeira de várias viagens que efectuou aos Açores, conheceu a mulher com a qual viria a casar em 1909, na igreja portuguesa de São João Baptista, em Boston.

Faleceu, em Santo Antão, ilha de S. Jorge, a 30 de maio de 1911.



domingo, 10 de maio de 2015

Meaghan Benfeito


Meaghan Benfeito, filha de emigrantes oriundos do Porto Formoso, ilha de S. Miguel, nasceu a 2 de Março de 1989, em Montréal, Quebec, Canadá.
É uma atleta de alta competição que participou nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, bem como noutros campeonatos nacionais e internacionais, nos quais lhe foram atribuídas medalhas de bronze, prata e ouro.
É membro da equipa do Canadá que participou nos Jogos Olímpicos de Londres, 2012, tendo conquistado a medalha de bronze na categoria saltos sincronizados da plataforma a 10 metros. Em declarações a um jornal desportivo português, Meaghan afirmou que levaria a medalha aos Açores, como forma de agradecimento a todos quantos a apoiaram.
Em 2013 foi distinguida pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, durante as comemorações do Dia da Região, com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Caetano Valadão Serpa

Caetano Valadão Serpa nasceu na freguesia da Fajã Grande, Concelho das Lajes, ilha das Flores. Em 1960, obteve o bacharelato em Filosofia, no Seminário Maior de Angra do Heroísmo. Dois anos mais tarde, realizou o mestrado em História, na Gregorian Pontifical University, em Roma, Itália. Em 1965, obteve um mestrado em Educação, Ética e Teologia pela Lateran Pontifical University, também em Roma. Em 1974, fez o doutoramento em História Moderna Europeia, novamente pela Gregorian Pontifical University.

Dedicou quase a totalidade da sua vida profissional ao ensino, tendo iniciado a sua carreira de professor no Seminário de Angra do Heroísmo e no Colégio de Santo Cristo, em Ponta Delgada. Nos Estados Unidos da América foi professor no Ringe & Latin School e no Cambridge College, supervisor de Terapia Expressiva na Lesley University, supervisor de Mediação Escolar e Aconselhamento na Harvard University e University of Massachusetts. Atualmente, é professor de Língua e Cultura Portuguesas na University of Massachusetts, cargo que ocupa desde 2004.

Paralelamente ao seu percurso profissional, Caetano Valadão Serpa marcou presença em vários colóquios e encontros, tendo proferido numerosas conferências de temática histórica, psicológica e literária, nos Estados Unidos da América, Portugal, Canadá e Brasil.

É também autor de várias publicações, entre elas os livros “Uma pessoa só é pouca Gente”, “Gente sem nome”, “GUIOMAR”, “A gente dos Açores” e a “A Emigração Açoriana”. O seu livro “A gente dos Açores” foi um dos três primeiros livros de Língua Portuguesa seleccionado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América a ser traduzido para braille.

Em 2010, foi distinguido com o Portuguese Language Award. Em 2003, recebeu o Portuguese World Language Award – Prémio Língua e Cultura, da Luso-American Education Foundation. É Membro Honorário do Clube Luís Camões.

Em 2003, participou no I Encontro de Escritores Açoriano da Diáspora, evento promovido pela Direcção Regional das Comunidades.

É Conselheiro do projecto
"Rede Prestige Azores".


domingo, 3 de maio de 2015

Tony's Bar

António Pereira de Sousa Machado, nasceu a 10 de Dezembro de 1956 na freguesia das Fontinhas ilha Terceira. Era filho de João Pereira de Sousa e de Emelina Meneses Pereira. Tinha dois irmãos Daniel Sousa e Aurélia Sousa. Casou com Dora Maria Neto Machado Sousa da qual teve duas filhas: a   Renata Machado Sousa e  Mónica Machado Sousa.
António Pereira de Sousa Machado, destacou-se na ilha Terceira onde era bem conhecido pela sua simpatia  como empresário e empreendedor. Um grande homem de trabalho bem conhecido por todos. Trabalhou no Bambu, residencial Cruzeiro, antigo Caniço, Restaurante Beira mar como chefe de sala . Inaugurou a maior discoteca da ilha, a twin's com os irmãos Almeidas, sempre chefe de bar.
A 15 de Novembro de 1982  fundo o Tony's Bar na freguesia de São Bento.
A 31 de Outubro de 1995 com 33 anos  fundou a empresa de catering que ainda hoje é  gerida  pela sua esposa.
Esta é uma homenagem a um homem que fez parte da nossa memória colectiva de grande carácter, simpatia e dedicação. Homem que recebia bem sempre com um sorriso no rosto.

Faleceu a 3 de Março de 2001 com 44 anos.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cecilía Benevides de Carvalho Meireles com sangue Açoriano


Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles) é descendente de açorianos naturais da ilha de S. Miguel – Açores. Nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil, no dia 7 de Novembro de 1901.
Foi criada pela avó materna, uma vez que ficou órfã muito cedo.
Aos nove anos, começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poesias, “espectros”, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora, vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
Teve ainda uma importante actuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como “Leilão de Jardim”, “O Cavalinho Branco”,

“Colar de Carolina”, “O mosquito escreve, Sonhos da menina”, “O menino azul” e “A pombinha da mata”, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a literataço, a assonância e a rima. Os seus poemas não se restringem apenas à faixa etária infantil, mas permitem diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou “Nunca Mais…” e “Poema dos Poemas”, e, em 1925, “Baladas Para El-Rei”. Após um longo período, em 1939, publicou “Viagem”, livro com o qual ganhou o Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como “Pequeno Oratório de Santa Clara”, de 1955; “O Romance de Santa Cecília” e outros.
Em 1951, viajou pela Europa, Índia e Goa e visitou, pela primeira e única vez, os Açores, tendo contactado na ilha de S.Miguel o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente, desde a década de 1940.

Foi homenageada com o Prémio Machado de Assis (1965); Sócia Honorária do Real Gabinete Português de Leitura; Sócia Honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa); Doutora “Honoris Causa”, pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem de Mérito (Chile)
Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó-materna, Jacinta Garcia Benevides, que a criou.

Após a sua morte (9-11-1964), foi homenageada, tendo-lhe sido atribuída uma cédula de cem cruzados novos. Este documento, com a efígie de Cecília Meireles, lançado pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudado para cem cruzeiros, aquando da mudança de moeda pelo governo de Fernando Collor.