domingo, 3 de maio de 2015

Tony's Bar

António Pereira de Sousa Machado, nasceu a 10 de Dezembro de 1956 na freguesia das Fontinhas ilha Terceira. Era filho de João Pereira de Sousa e de Emelina Meneses Pereira. Tinha dois irmãos Daniel Sousa e Aurélia Sousa. Casou com Dora Maria Neto Machado Sousa da qual teve duas filhas: a   Renata Machado Sousa e  Mónica Machado Sousa.
António Pereira de Sousa Machado, destacou-se na ilha Terceira onde era bem conhecido pela sua simpatia  como empresário e empreendedor. Um grande homem de trabalho bem conhecido por todos. Trabalhou no Bambu, residencial Cruzeiro, antigo Caniço, Restaurante Beira mar como chefe de sala . Inaugurou a maior discoteca da ilha, a twin's com os irmãos Almeidas, sempre chefe de bar.
A 15 de Novembro de 1982  fundo o Tony's Bar na freguesia de São Bento.
A 31 de Outubro de 1995 com 33 anos  fundou a empresa de catering que ainda hoje é  gerida  pela sua esposa.
Esta é uma homenagem a um homem que fez parte da nossa memória colectiva de grande carácter, simpatia e dedicação. Homem que recebia bem sempre com um sorriso no rosto.

Faleceu a 3 de Março de 2001 com 44 anos.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cecilía Benevides de Carvalho Meireles com sangue Açoriano


Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles) é descendente de açorianos naturais da ilha de S. Miguel – Açores. Nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro - Brasil, no dia 7 de Novembro de 1901.
Foi criada pela avó materna, uma vez que ficou órfã muito cedo.
Aos nove anos, começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre 1913 e 1916 e estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
Em 1919, publicou o seu primeiro livro de poesias, “espectros”, um conjunto de sonetos simbolistas. Embora, vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, na sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
Teve ainda uma importante actuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda o seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como “Leilão de Jardim”, “O Cavalinho Branco”,

“Colar de Carolina”, “O mosquito escreve, Sonhos da menina”, “O menino azul” e “A pombinha da mata”, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a literataço, a assonância e a rima. Os seus poemas não se restringem apenas à faixa etária infantil, mas permitem diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou “Nunca Mais…” e “Poema dos Poemas”, e, em 1925, “Baladas Para El-Rei”. Após um longo período, em 1939, publicou “Viagem”, livro com o qual ganhou o Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como “Pequeno Oratório de Santa Clara”, de 1955; “O Romance de Santa Cecília” e outros.
Em 1951, viajou pela Europa, Índia e Goa e visitou, pela primeira e única vez, os Açores, tendo contactado na ilha de S.Miguel o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente, desde a década de 1940.

Foi homenageada com o Prémio Machado de Assis (1965); Sócia Honorária do Real Gabinete Português de Leitura; Sócia Honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa); Doutora “Honoris Causa”, pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem de Mérito (Chile)
Nos Açores, de onde eram oriundos os seus pais, o nome de Cecília Meireles foi dado à escola básica da freguesia de Fajã de Cima, concelho de Ponta Delgada, terra de sua avó-materna, Jacinta Garcia Benevides, que a criou.

Após a sua morte (9-11-1964), foi homenageada, tendo-lhe sido atribuída uma cédula de cem cruzados novos. Este documento, com a efígie de Cecília Meireles, lançado pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudado para cem cruzeiros, aquando da mudança de moeda pelo governo de Fernando Collor.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Eurico Gaspar Dutra de origem Açoriana


Eurico Gaspar Dutra (1883-1974) descendente de açorianos da ilha do Faial – Açores, nasceu em Cuiabá, a 8 de Junho de 1883, Mato Grosso – Brasil.
De Janeiro de 1946 a 1951 foi eleito presidente (16.º) da República do Brasil.
Militar de profissão, assumiu o lugar de ministro da Guerra (actual Ministro da Defesa) de 1936 a 1945, e, com Getúlio Vargas, instaurou o Estado Novo.
Faleceu a 11 de Junho de 1974, no Rio de Janeiro, com 91 anos de idade.Foi o único presidente do Brasil oriundo do Estado de Mato Grosso.
Em 1902 Dutra ingressou na Escola Preparatória e Táctica do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, e, depois, na Escola Militar de Realengo e na Escola de Guerra de Porto Alegre.
Em 1922 formou-se na Escola de Estado-Maior. Dutra não participou da Revolução de 1930, estando, na época, no Rio de Janeiro, tendo defendido a ambiguidade frente à Revolução de 1930.
Em 1935 comandou a repressão à Intentona Comunista nas cidades do Rio de Janeiro, Natal e Recife, uma das primeiras, da I Região Militar, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o nomearia Ministro da Guerra, actual Comandante do Exército, em 5 de Dezembro de 1936.
Nesse posto, cumpriu papel decisivo, junto com Getúlio Vargas e com o general Góis Monteiro, na conspiração e na instauração da ditadura do Estado Novo, em 10 de Novembro de 1937 e na repressão aos levantes integralistas em 1938.  Permaneceu como ministro da Guerra até sair do cargo para disputar a eleição presidencial de 1945.

Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve entre os líderes militares que eram contra o alinhamento do país com os aliados e um maior envolvimento do país no conflito.  Com a participação do Brasil na guerra ao lado dos aliados, e as crescentes pressões da sociedade civil pela democratização do país, Dutra aderiu formalmente à ideia do fim do regime iniciado em 1930, sendo novamente expulso do ministério em 3 de Agosto de 1945, participando a seguir da deposição de Getúlio Vargas em Outubro de 1945.

Neste contexto, o líder deposto anunciou no mês seguinte seu apoio a Dutra, candidato do exército, em detrimento do candidato da Aeronáutica, Eduardo Gomes, nas eleições que se seguiriam.








quinta-feira, 23 de abril de 2015

Luiz António de Assis Brasil


Luiz António de Assis Brasil (Luis António de Assis Brasil e Silva) é descendente de açorianos, oriundos das ilhas Terceira, São Jorge, Pico e São Miguel, e nasceu em 1945, em Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul – Brasil.
Parte da sua infância foi passada com a família no município de Estrela (RGS), na capital. Em 1962, começou a estudar violoncelo e no ano seguinte terminou o Curso Clássico no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, dos padres jesuítas. Em 1964, ano do golpe militar, ingressou no exército, para o cumprimento do serviço militar obrigatório.
Um ano mais tarde, ingressou no curso de Direito da PUCRS e passou a integrara a OSPA - Orquestra Sinfónica de Porto Alegre – como violoncelista, onde permaneceu por 15 anos. Em 1970, formou-se em Direito e exerceu esta profissão durante dois anos.
Em 1975, ingressa como Professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, função que mantém até hoje; no mesmo ano iniciou-se como colaborador na imprensa com artigos históricos e literários.
Em 1976, estreou o romance “Um quarto de légua em quadro”, que foi apresentado na 32ª Feira do Livro de Porto Alegre, tendo-lhe granjeado o Prémio “Ilha de Laytano”. Em 1976, iniciou a sua trajectória de administrador cultural, primeiramente na Prefeitura de Porto Alegre (Chefe da Secção de Actividades Artísticas) e depois no Estado do Rio Grande do Sul (Diretor do Instituto Estadual do Livro – 1983); 1978, foi também o ano do lançamento de “A prole do corvo”. Em 1981, publicou “Bacia das almas”. No ano seguinte, “Manhã transfigurada”. Nesse mesmo ano (1981), assumiu a direcção do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre.
No inverno 1984/1985, foi à Alemanha, como bolsista do Goethe-Institute (Rothenburg-ob-der-Tauber, na Francônia). Em 1985, lançou aquele que, segundo o autor, é o seu livro com maior carga emocional, “As virtudes da casa” e começou a ministrar a Oficina de Criação Literária do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, em actividade, até hoje. Em 2005, recebeu o Prémio “Fato Literário”, da RBS/Banrisul, ao completar 20 anos de actividades ininterruptas.
Em 1986, lançou mais uma obra, “O homem amoroso”, uma novela com forte acento autobiográfico. Em 1987, “Cães da província”, retoma o ciclo histórico. O romance dá o título de Doutor em Letras ao autor e faz jus ao Prémio Literário Nacional, do Instituto Nacional do Livro.
Em 1988, recebeu da Câmara Municipal de Porto Alegre o Prémio “Érico Veríssimo”, pelo conjunto de sua obra. “Videiras de cristal”, que recriou a saga dos Muckers, foi lançado em 1990. “Nova experiência” é um romance em três volumes. “Um castelo no pampa”, que se divide em “Perversas famílias” (1992 -vencedor do Prémio Pégaso de Literatura, da Colômbia), “Pedra da memória” (1993) e “Os senhores do século” (1994). “Concerto campestre”, “Breviário das terras do Brasil” e “Anais da Província-boi” saíram em 1997, ano em que o romancista foi eleito Patrono da 43ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Em 1998, foi palestrante convidado na Brown University, em Providence, USA e em 2000 participou o programa Distinguished Brazilian Writer in Residence, na Berkeley University, Califórnia.
Em 2001, publicou “O pintor de retratos”, que recebeu o Prémio Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional.
Em 2003, lançou o livro “A margem imóvel do rio”, o qual foi contemplado com três prémios: Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira (o único romance de entre os três primeiros classificados), Prémio Jabuti (finalista menção honrosa) e Prémio Açorianos de Literatura.
Ainda em 2003, apresentou três publicações fora do Brasil: “O pintor de retratos” em Portugal pela editora Ambar, do Porto; “O homem amoroso” publicado pela editora l´Harmattan, de Paris (l´Homme Amoureux), e em Espanha, pela editora Akal, de Madrid, lançou a tradução de “Concerto Campestre” (Concierto Campestre). No mesmo ano, publicou um livro de ensaios literários pela editora Salamandra, de Lisboa: “Escritos açorianos: tópicos acerca da narrativa açoriana pós-25 de Abril”. Em 2005, foi publica em França, pela editora Les temps des Cérises, o “Breviário das terras do Brasil” (Bréviaire des Terres du Brésil).
Em 2006, participou, com conferências na Alemanha (Tübingen, Leipzig, Berlim), do programa oficial do Ministério da Cultura do Brasil.
“Música Perdida” foi lançado em 2006, o qual venceu, em 2007, a Copa de Literatura Brasileira e recebeu indicação ao Jabuti. Em 2008, publicou “Ensaios Íntimos e Imperfeitos”, uma coleção de pequenos textos de carácter poético e ensaístico.
Em 2010, continuou com a sua coluna quinzenal no jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre, e proferiu conferências nas Universidades de Paris-Sorbonne e na Universidade de Toronto.
No dia 3 de Janeiro de 2011, Assis Brasil assumiu a chefia da Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC) do Rio Grande do Sul, após ter sido convidado pelo governador Tarso Genro. De acordo com seu discurso de posse, pretende realizar para retomar o diálogo com a comunidade de artistas e gestores, bem como fortalecer os laços da Secretaria com o Conselho Estadual de Cultura, órgão responsável pela aprovação de projectos beneficiados pela Lei de Incentivo à Cultura.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nuno Bettencourt musico Açoriano


Nuno Bettencourt (20 de Setembro de 1966, Praia da Vitória, Terceira, Açores) é um virtuoso guitarrista Português, membro da banda Extreme, e que ficou famoso por seus solos extremamente técnicos, sendo a sua maneira de tocar muito influenciada por Eddie Van Halen.
Nuno Bettencourt nasceu na Praia da Vitória, Terceira, Açores, Portugal, em 1966. Mudou-se, com a sua família, para Hudson, Massachusetts aos 4 anos.
Nos EUA não tinha grande interesse por música. Preferia o desporto, principalmente hóquei e futebol. O primeiro instrumento que tocou foi bateria, até que o seu irmão, Luís Gil Bettencourt, começou a ensinar-lhe a tocar guitarra, mas aprendeu sobretudo como autodidacta.
Em 1985 Bettencourt juntou-se à banda Extreme. No dia 5 de Agosto de 1987 fizeram um concerto em Boston com presença de executivos de grandes gravadoras e, em Novembro, assinaram com a A&M Records.
Por volta de Março de 1988, os Extreme fizeram a sua primeira grande apresentação ao público, abrindo um concerto dos Aerosmith (banda também de Boston).
Em 1989 lançaram o álbum ‘Extreme’, que não teve muito sucesso.
Depois de uma turnê pela América do Norte e Japão, os Extreme lançaram o álbum, ‘Pornograffitti’, em 1990, que os colocou definitivamente no hall da fama. O som da banda começava a mudar; em alguns momentos ainda soava a “Funk Metal”, mas o rock e o hard rock tinham forte presença em ‘Pornograffitti’.

Ainda em (1990) participou no disco "Putting Back The Rock", de Jim Gilmore.
Entraram na sua segunda turnê pelos Estados Unidos, enquanto as baladas "More Than Words" (o maior hit dos Extreme) e "Hole Hearted" não saíam das rádios. Em dezembro de 1990, a Washburn Guitars lança uma série de guitarras, N4 - Nuno Bettencourt Signature Series, com a assinatura de Nuno Bettencourt.
O single "More Than Words" alcançou o primeiro lugar em vários países, entre eles: Estados Unidos, Holanda, Portugal e Israel. Durante a turnê tocaram em vários festivais e com vários grupos e cantores famosos, entre eles o ex-Van Halen David Lee Roth. Nuno foi convidado para tocar no “Guitar Legends”, em Sevilha, Espanha. Tocou ao lado de Brian May, Steve Vai, Joe Satriani, entre outros. A turnê de ‘Pornograffitti’ terminou em Honolulu, no dia 15 de dezembro de 1991.
Em 1991 participou em "Confessions", de Dweezil Zappa. Nuno canta numa semibalada, intitulada "O Beijo".