domingo, 12 de abril de 2015

Ultima lista de Emigrantes que partiram da Calheta ilha de S. Jorge Açores para o Brasil

1.  Maria Santa (Nossa Senhora do Rosário, Calheta, Ilha de São Jorge, Portugal, batizada em 17 de Outubro de 1733 - Rio Grande do Sul, ?) casada com Jerónimo da Silveira Machado.

2.  Maria Santa Pacheco (Vila do Topo, Ilha de S. Jorge, Azores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Bernardo Pinto Bandeira.

3.  Maria de Santo Antonio (Vila do Topo, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Antão Pereira Machado.

4.  Mariana Inácia de Jesus (Norte Pequeno, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com João de Souza Leal.
5.  Mariana Luísa (Calheta, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José Rodrigues.
Mathias Silveira de Oliveira (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Joanna do Sacramento.

6.  Paula Corrêa (Fajã de São João , Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Francisco de Souza.

7.  Paula Maria Cardoso (Topo, Açores, Ilha de São Jorge, Calheta, Portugal, 1 de janeiro de 1722 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, ?) casada com Caetano de Sousa Nunes.

8.  Pedro de Moraes Monforte (Vila do Topo, Ilha de S. Jorge, Açores, Portugal, 2 de julho de 1659 - Paranaguá, Paraná, c. 1721) casado com Catharina de Lemos.

9.  Rita Maria do Rosário (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Azores, Portugal, 13 de setembro de 1728 - Gravataí, Rio Grande do Sul, 23 de março de 1810) casada com Antonio Machado Netto.

10.  Rosa de São José (Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José da Silveira Bittencourt.

11.  Roza Maria (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Azores, Portugal, c. 1735 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 18 de maio de 1773) casada com Thome de Souza Mattos.

12.  Sebastião Francisco da Cunha (Ribeira Seca, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Ana Vitória da Luz.



13.  Thome de Souza Mattos (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 17 de setembro de 1715 - Brasil, ?) casado com Roza Maria,

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Ramiro Carvalho Dutra


Ramiro Dutra nasceu a 27 de Setembro de 1931, na ilha de São Miguel -Açores. Em 1948, emigrou para a Califórnia, Estados Unidos da América. Prosseguiu os estudos na University of California, onde obteve uma licenciatura em Agrotecnologia, um mestrado em Ciências dos Alimentos e um doutoramento em Bioquímica.
Distinto conferencista, jornalista e autor de várias obras em prosa e poesia, exerceu durante vários anos as funções de professor universitário no California State Polytechnic University, onde fundou e dirigiu, durante 15 anos, o Departamento de Nutrição e de Ciências dos Alimentos, mantendo-se nesta instituição até à sua aposentação como professor catedrático.
Apesar do sucesso da sua carreira científica, também se destacou no campo da literatura ao apresentar, em 1986, um livro de poesia intitulado “Sorrisos da Califórnia”. No ano anterior, publicou o livro “Horizontes – mensagens aos luso-americanos”. Mais tarde, em 1991, lançou as obras “Eco Cinzento” e “Maré Cheia”. Em 2002, investigou e redigiu o texto de quatro comunidades que fizeram parte da publicação “Holy Ghost Festas: A Historical Perspective of the Portuguese in Califórnia”.
A sua escrita revela uma melancólica reanimação das vivências do além – mar, prestando uma homenagem ao esforço dos emigrantes.
Foi distinguido pela Governo Português com o grau de Comendador da Ordem de Santiago da Espada, para as Ciências, Letras e Artes (1981), tendo recebido também a Medalha de Valor e Mérito, em 1986, atribuída pela Secretária de Estado da Emigração, o Golden Leaves Award for Contribution to the Literature of Higher Education, em 1991, e a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau de Ouro, em 1992.

Ramiro Dutra foi um das personalidades que participou no I Encontro de Escritores Açorianos da Diáspora, realizado em 2003, em Angra de Heroísmo, ilha Terceira -Açores.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

António Garcia da Rosa 1.º barão da Areia Larga

António Garcia da Rosa (Horta, 25 de Agosto de 1790 — Horta, 25 de Abril de 1876), 1.º barão da Areia Larga, foi um aristocrata e político açoriano que, entre outras funções, foi subprefeito da Comarca da Horta (1833) e governador civil do Distrito da Horta.

 Foi filho do desembargador Manuel Garcia da Rosa e de sua mulher Isabel Josefa de Lacerda, uma família da melhor aristocracia faialense.
 Pertencente à elite da cidade da Horta, foi uma das figuras mais destacadas da cena política faialense no período que se seguiu ao fim da Guerra Civil. Foi por várias vezes vereador da Câmara Municipal da Horta, tenente-coronel do regimento de milícias do Faial e subperfeito da Horta em 1833, durante o curto período em que existiu a Província dos Açores. Após a criação do Distrito da Horta, foi governador civil interino num período de grande agitação política nos Açores1 .
 Recebeu o título de barão da Areia Larga, por decreto de 22 de Fevereiro de 1854 do rei D. Pedro V de Portugal e foi feito fidalgo da Casa Real com brasão de armas concedido por alvará de 12 de Março de 18572 . Foi ainda agraciado com a comenda da Ordem de Cristo.

Casou a 15 de Julho de 1815 com Isabel Lacerda Peixoto.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Aurélio Pereira da Silva Quintanilha


Aurélio Pereira da Silva Quintanilha nasceu a 24 de Abril de 1892, na freguesia de Santa Luzia, concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira. Filho de Afonso Henriques da Silva e de Maria Carlota de Sousa Pereira. Cumpriu a instrução primária em Angra do Heroísmo, tendo-se revelado desde logo um excelente aluno. Frequentou o liceu de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, onde concluiu o curso com distinção.
Em 1910, ruma para Lisboa, para assentar praça no Exército Português. Por sugestão do seu irmão, o Coronel Guilherme Quintanilha, vai para Coimbra cursar os preparatórios da Escola do Exército. Acabou, no entanto, por não concorrer à Escola do Exército. Matriculou-se nos preparatórios de Medicina, em Coimbra, que concluiu em três anos. Em 1913 muda-se para Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Medicina.
Em 1915, Aurélio Quintanilha deixou a Faculdade de Medicina e matriculou-se no curso de Ciências Histórico-Naturais da Faculdade de Ciências da mesma Universidade, onde conclui a licenciatura, com distinção, em 1919.
No mesmo ano, concorre ao lugar de 1º assistente do Grupo de Botânica da Faculdade de Ciências de Coimbra e lecciona as aulas teóricas e práticas das disciplinas de Botânica Médica e Morfologia e Fisiologia dos Vegetais.
Posteriormente, é admitido na Escola Normal Superior. Faz exame de estado em 1921, para o qual apresenta a dissertação intitulada «Educação de hoje – Educação de amanhã», tendo sido aprovado com distinção, com a nota de 18 valores.
Passa a dedicar-se ao doutoramento, para o qual elabora a dissertação «Contribuição ao estudo dos Synchytrium». Doutorou-se em Ciências Histórico-Naturais, no ano de 1926. No mesmo ano concorre para professor catedrático de Botânica da mesma faculdade, apresentando como dissertação o trabalho «O Problema das plantas carnívoras – Estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum Link». Na Universidade de Coimbra, desempenhou, em 1927, os cargos de Director do Laboratório Botânico e Secretário da Faculdade de Ciências.
Em 1928, Quintanilha, parte para um estágio na Universidade de Berlim, onde desempenhou o cargo provisório de Leitor de Português, ao mesmo tempo que trabalhava no Pflanzenphysiologisches Institut. Em 1930, fez estágio no Kaiser Wihelm Institut für Biologie.

Em 1931, regressa a Coimbra, monta o seu laboratório e biblioteca, inicia a preparação dos seus colaboradores e retoma o ensino. Em 1932, publica o seu trabalho «Le problème de la sexualité Chez les Champignons».
Em maio de 1935 é afastado do serviço e aposentado, por revelar um espírito de oposição aos princípios do Estado Novo. Foi para o estrangeiro, onde percorreu várias centros científicos.
Em 1935, participa no V Congresso Internacional de Botânica, com a comunicação «Cytologie et génétique de la sexualité Chez les Champignons». A Academia das Ciências da Dinamarca atribui-lhe o prémio Emil Christian Hansen e o Governo Inglês atribui-lhe uma bolsa de estudo para prosseguir a sua carreira e investigações.
Instalou-se em Paris. Em 1937, é admitido na «Caísse Nationale de la Recherche Scientifique». Em 1939, em consequência da 2.a Guerra Mundial, alista-se como voluntário no exército francês. É desmobilizado e volta para Paris. Mais tarde regressa a Portugal, instalando-se na Estação Agronómica Nacional, onde trabalha por dois anos.
Em 1943, é-lhe atribuído, pela Academia das Ciências de Lisboa, o prémio Artur Malheiros, pelo trabalho “Doze anos de citologia e genética dos Fungos”. No mesmo ano parte para África, para dirigir os serviços de investigação e experimentação da Junta de Exportação do Algodão, em Lourenço Marques, e é nomeado director do Centro de Investigação Científica Algodoeira (CICA) em Moçambique.
Foram-lhe ainda atribuídos os prémios Hansen da Microbiologia (1937), Arthur Malheiros (1943) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Witwatersrand, África do Sul (1947).
Das Sociedades Científicas a que pertenceu, salientam-se: a Sociedade Broteriana, a Societé Botanique de France, a Société Mycologique de France, a Deutsche Botanische Gesellschaft, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, Sociedade Portuguesa de Biologia e Sociedade de Estudos de Moçambique. Em 1958, foi também eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

Entre 1921 e 1960, Quintanilha publicou 47 trabalhos científicos e colaborou com muitos outros.
Com o 25 de Abril de 1974, Quintanilha solicitou a sua reintegração como professor catedrático de Botânica da Universidade de Coimbra. A 4 de Novembro do mesmo ano, teve lugar a última lição de Quintanilha na Universidade de Coimbra. Sete dias depois, a Sociedade Portuguesa de Genética tornou-o no 1.º sócio honorário da Sociedade. Em 15 de Fevereiro de 1983, mediante proposta do Presidente do Conselho Directivo do Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa, Prof. Fernando Catarino Mangas, foi-lhe concedido o grau de Doutor Honoris Causa. Em 1972, o Governo Português concedeu-lhe o Grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada e, em 1987, a condecoração da Ordem da Liberdade, que lhe foi imposta pelo, então Presidente da Republica, General Ramalho Eanes.

Morreu a 27 de Junho de 1987, em Lisboa.