quarta-feira, 1 de abril de 2015

Aurélio Pereira da Silva Quintanilha


Aurélio Pereira da Silva Quintanilha nasceu a 24 de Abril de 1892, na freguesia de Santa Luzia, concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira. Filho de Afonso Henriques da Silva e de Maria Carlota de Sousa Pereira. Cumpriu a instrução primária em Angra do Heroísmo, tendo-se revelado desde logo um excelente aluno. Frequentou o liceu de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, onde concluiu o curso com distinção.
Em 1910, ruma para Lisboa, para assentar praça no Exército Português. Por sugestão do seu irmão, o Coronel Guilherme Quintanilha, vai para Coimbra cursar os preparatórios da Escola do Exército. Acabou, no entanto, por não concorrer à Escola do Exército. Matriculou-se nos preparatórios de Medicina, em Coimbra, que concluiu em três anos. Em 1913 muda-se para Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Medicina.
Em 1915, Aurélio Quintanilha deixou a Faculdade de Medicina e matriculou-se no curso de Ciências Histórico-Naturais da Faculdade de Ciências da mesma Universidade, onde conclui a licenciatura, com distinção, em 1919.
No mesmo ano, concorre ao lugar de 1º assistente do Grupo de Botânica da Faculdade de Ciências de Coimbra e lecciona as aulas teóricas e práticas das disciplinas de Botânica Médica e Morfologia e Fisiologia dos Vegetais.
Posteriormente, é admitido na Escola Normal Superior. Faz exame de estado em 1921, para o qual apresenta a dissertação intitulada «Educação de hoje – Educação de amanhã», tendo sido aprovado com distinção, com a nota de 18 valores.
Passa a dedicar-se ao doutoramento, para o qual elabora a dissertação «Contribuição ao estudo dos Synchytrium». Doutorou-se em Ciências Histórico-Naturais, no ano de 1926. No mesmo ano concorre para professor catedrático de Botânica da mesma faculdade, apresentando como dissertação o trabalho «O Problema das plantas carnívoras – Estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum Link». Na Universidade de Coimbra, desempenhou, em 1927, os cargos de Director do Laboratório Botânico e Secretário da Faculdade de Ciências.
Em 1928, Quintanilha, parte para um estágio na Universidade de Berlim, onde desempenhou o cargo provisório de Leitor de Português, ao mesmo tempo que trabalhava no Pflanzenphysiologisches Institut. Em 1930, fez estágio no Kaiser Wihelm Institut für Biologie.

Em 1931, regressa a Coimbra, monta o seu laboratório e biblioteca, inicia a preparação dos seus colaboradores e retoma o ensino. Em 1932, publica o seu trabalho «Le problème de la sexualité Chez les Champignons».
Em maio de 1935 é afastado do serviço e aposentado, por revelar um espírito de oposição aos princípios do Estado Novo. Foi para o estrangeiro, onde percorreu várias centros científicos.
Em 1935, participa no V Congresso Internacional de Botânica, com a comunicação «Cytologie et génétique de la sexualité Chez les Champignons». A Academia das Ciências da Dinamarca atribui-lhe o prémio Emil Christian Hansen e o Governo Inglês atribui-lhe uma bolsa de estudo para prosseguir a sua carreira e investigações.
Instalou-se em Paris. Em 1937, é admitido na «Caísse Nationale de la Recherche Scientifique». Em 1939, em consequência da 2.a Guerra Mundial, alista-se como voluntário no exército francês. É desmobilizado e volta para Paris. Mais tarde regressa a Portugal, instalando-se na Estação Agronómica Nacional, onde trabalha por dois anos.
Em 1943, é-lhe atribuído, pela Academia das Ciências de Lisboa, o prémio Artur Malheiros, pelo trabalho “Doze anos de citologia e genética dos Fungos”. No mesmo ano parte para África, para dirigir os serviços de investigação e experimentação da Junta de Exportação do Algodão, em Lourenço Marques, e é nomeado director do Centro de Investigação Científica Algodoeira (CICA) em Moçambique.
Foram-lhe ainda atribuídos os prémios Hansen da Microbiologia (1937), Arthur Malheiros (1943) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Witwatersrand, África do Sul (1947).
Das Sociedades Científicas a que pertenceu, salientam-se: a Sociedade Broteriana, a Societé Botanique de France, a Société Mycologique de France, a Deutsche Botanische Gesellschaft, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, Sociedade Portuguesa de Biologia e Sociedade de Estudos de Moçambique. Em 1958, foi também eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

Entre 1921 e 1960, Quintanilha publicou 47 trabalhos científicos e colaborou com muitos outros.
Com o 25 de Abril de 1974, Quintanilha solicitou a sua reintegração como professor catedrático de Botânica da Universidade de Coimbra. A 4 de Novembro do mesmo ano, teve lugar a última lição de Quintanilha na Universidade de Coimbra. Sete dias depois, a Sociedade Portuguesa de Genética tornou-o no 1.º sócio honorário da Sociedade. Em 15 de Fevereiro de 1983, mediante proposta do Presidente do Conselho Directivo do Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa, Prof. Fernando Catarino Mangas, foi-lhe concedido o grau de Doutor Honoris Causa. Em 1972, o Governo Português concedeu-lhe o Grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada e, em 1987, a condecoração da Ordem da Liberdade, que lhe foi imposta pelo, então Presidente da Republica, General Ramalho Eanes.

Morreu a 27 de Junho de 1987, em Lisboa.

terça-feira, 31 de março de 2015

Antelmo Faria


Antelmo Faria é filho emigrantes oriundo da ilha do Faial – Açores. Actualmente, é um conceituado chef de gastronomia na Califórnia - EUA.
Passou uma pequena parte da sua infância no Faial. Os dois restaurantes que o seu pai possuiu naquela ilha estimularam-lhe o gosto pela culinária.
Entre 2004 / 2005, formou-se pela Academia de Culinária da Califórnia, tendo-se tornado chef de cozinha no restaurante LaSalette em Sonoma, Califórnia.
Foi, igualmente, chefe de cozinha no restaurante Laiola, situado em São Francisco, Califórnia, onde desenvolveu trabalhos relacionados com a elaboração de novos menus, e controlou aspectos ligados à contratação e formação de novos empregados.
É chef consultor no restaurante Tropisueño Mexican Kitchen and Tequila Bar, em São Francisco.
Em janeiro de 2010, foi um dos monitores do Laboratório de Gastronomia, integrado no projecto Açores Combo, que decorreu entre 24 a 28 de Janeiro de 2011, na Escola de Formação Turística e Hotelaria, de Ponta Delgada, tendo em conjunto com os alunos procurado promover a cozinha regional, experimentando novos tratamentos, roupagens e combinações dos produtos regionais.

sábado, 28 de março de 2015

Quem partiu para o Brasil da Calheta ilha de S. Jorge Açores

1.  Ana Maria do Nascimento (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Canguçu, Rio Grande do Sul, 28 de Julho de 1827) casada com António Nunes Corvelo, Filho.

2.  Ana de Sousa de Valença (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, c. 1711 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 18 de Agosto de 1801) casada com António da Silveira Pereira.

3.  Antónia Maria da Ressurreição (Fajã de São João, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com António da Costa Chaves, Filho.

4.  António Machado Netto (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 11 de Agosto de 1728 - Brasil, ?) casado com Rita Maria do Rosário.

5.  Antão Pereira Machado (Topo, São Jorge, Portugal, c. 1738 - Mostardas, Rio Grande do Sul, ?) casado com Joana Maria de Sousa.

6.  Antão Pereira Machado (Vila do Topo, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal ? - Brasil, ?) casado com Maria Santo António. 
7.  A (Santa Catarina, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, c. 1785 - Fazenda Monte Alegre, Cordeiro, Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 1860) casado com Margarida Joaquina.

8.  António Pereira Fortes (Topo, Calheta, Ilha Terceira, Açores, Portugal, 26 de Abril de 1736 - Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul, 6 de Janeiro de 1813) casado com Helena Maria da Silva e Maria Antónia da Encarnação.

9.  António da Silveira Pereira (Ribeira Seca, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, c. 1710 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 5 de Fevereiro de 1784) casado com Ana de Sousa de Valença.

10.  António Teixeira Fagundes (Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, c. 1738 - Brasil, ?) casado com Maria do Rosário

11.  António Vieira da Rosa (Topo, São Jorge, Portugal, c. 1700 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, ?) casado com Teresa Maria Pereira de Sousa.

12.  Catarina do Rosário (Santa Catarina, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 24 de Novembro de 1759 - Cantagalo, Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 1823) casada com João Botelho de Seya (Sousa).

13.  Caetano de Sousa Nunes (Topo, Açores, Ilha de São Jorge, Calheta, Portugal, c. 1715 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 8 de Dezembro de 1793) casado com Paula Maria Cardoso.

14.  Felícia Maria do Sacramento (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, c. 1735 - Taquari, Rio Grande do Sul, 17 de maio de 1819) casada com André Jacinto Pereira.

15.  Francisco de Sousa (Fajã de São João, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Paula Correia.

16.  Inácio da Silveira (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 22 de Fevereiro de 1710 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, c. 1752) casado com Ana da Silveira e Clara do Rosário.

17.  Jacinto Mateus da Silveira (Vila do Topo, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 11 de Setembro de 1728 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 12 de maio de 1810) casado com Isabel Francisca de Bettencourt.

18.  João António da Silveira (Ribeira Seca, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 20 de Abril de 1765 - Brasil, ?) casado com Iria Silveira de Jesus.

19.  João Pereira Fortes (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, 15 de Agosto de 1731 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 19 de Novembro de 1820) casado com Eugênia Rosa Ribeiro.

20.  João de Sousa Leal (Norte Pequeno, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Mariana Inácia de Jesus.

21.  José Machado Pereira de Sequeira (Ribeira Seca, Ilha de S. Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria de Assunção.

22.  José Rodrigues (Calheta, Ilha Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Mariana Luísa.

23.  Manuel Jerônimo de Sousa (Vila do Topo, Calheta de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Rosa Maria da Assunção.

24.  Manuel Rosa Luiz (Pico, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Maria da Anunciação de Oliveira.

25.  Manuel Pereira de Lemos (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Isabel Joaquina.

26.  Manuel Silveira Pereira (Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, ? - Gravataí, Rio Grande do Sul, 17 de Julho de 1816) casado com Maria Santa.

27.  Maria de Assunção (Ribeira Seca, Ilha de S. Jorge, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com José Machado Pereira de Sequeira.

28.  Maria de São Pedro (Ribeira Seca, Calheta, Ilha de São Jorge, Açores, Portugal, ? - São José, Santa Catarina, ?) casada com José Ferreira Mello.


29.  Maria Ignácia da Silva (Vila do Topo, Ilha de S. Jorge, Açores, Portugal, c. 1738 - São José do Norte, Rio Grande do Sul, 14 de Dezembro de 1798) casado com José António da Silveira.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Ultima lista dos habitantes mais antigos de Pedro Miguel na ilha do Faial Açores


1.  1630 Belchior Pereira Sarmento casado com Luzia Pereira.

2.  1630 Domingos Gomes (testemunha de Amaro Pires e Luzia André; e de Bartolomeu de Matos e Luzia Pereira, em 1660)

3.  1630 Francisco Luis Brandão, falecido cerca de 1664, casou 1.º com Maria Henriques. Casado 2.º com Suzana Rodrigues antes de 1642

4.  1630 Manuel Rodrigues casou antes de 1650 com Margarida Albernás

5.  1630 Mateus Nunes casado com Ágada Pereira antes de 1650.

6.  1630 Pedro Nunes casado antes de 1650 com Maria Albernás já falecida em 1667.

7.  1630...Rodrigues casado com Ágada Pereira antes de 1650.


8.  1635 Amaro da Silveira casado antes de 1655 com Luzia de Castro.

9.  1635 Antonio João, casado antes de 1655 com Catarina de Almança, já falecidos em 1672.


10.  1635 Bárbara André, já falecida em 1676, casada antes de 1650 com Francisco Vaz, já falecido em 1667.

11.  1635 Bárbara Dutra casada com Sebastião Nunes antes de 1655, já falecidos em 1672.

12.  1635 Francisco André casado antes de 1655 com Luzia Pereira.

13.  1635 Francisco Furtado casou com Maria Rodrigues antes de 1655

14.  1635 Maria Pinheiro casou com Pedro Veloso antes de 1655

15.  1635 Mateus de Lemos casou com Ana Albernás antes de 1655, já falecidos em 1673.

16.  1636 Francisco Martins, já falecido em 1656, casado com Maria da Silva antes de 1640.

17.  1638 Francisco Gaspar casado com Isabel Luis antes de 1658, já falecidos em 1673.

18.  1638 Francisco Luis Pais casou com Maria da Silva antes de 1658.

19.  1638 Francisco Pereira da Rochela casou antes de 1658 com Maria Luis, já falecida em 1688.

20.  1639 Amaro Luis e Maria Vieira.


21.  1639 Antonio Gonçalves e Maria Pereira.

22.  1639 Gaspar da Silva casado antes de 1642 com Leonor Leite já falecida em 1659.

23.  1640 Margarida Duarte foi casada com Brás Pereira.

24.  1640 Francisco Gomes Correia e Isabel Duarte.


25..  1640 Francisco Rodrigues e Catarina Luis.

terça-feira, 24 de março de 2015

Solar da Madre de Deus na cidade de Angra do Heroísmo


É exemplo de uma casa solarenga do século XVII, típica das cidades portuárias portuguesas das ilhas e do ultramar. Compõe-se de um misto de residência urbana e cabeça de uma grande propriedade rural que se estendia ao Norte da casa.
O solar manteve-se na posse da família até à sua venda ao Estado, após o grande terramoto de 1980.
Foi erguido por determinação do então Morgado e Capitão-mor de Angra, João de Bettencourt de Vasconcelos, acredita-se que no segundo quartel do século XVII, aproveitando-se uma pequena casa cuja fachada ficava virada a Leste, da qual subsistiu a parede que separa a actual sala de jantar do corpo principal do edifício.
João de Bettencourt de Vasconcelos, juntamente com o seu cunhado, o Capitão-mor Francisco de Ornelas da Câmara, presidiu ao Conselho de Guerra que se constituiu em Angra para ordenar o cerco da Fortaleza de São João Baptista em 1641, sendo lícito presumir que o comando das operações se fizesse a partir desta casa, vizinha à qual se abriu uma das diversas trincheiras para defesa dos sitiantes.
A ermida do solar é dedicada à invocação de Nossa Senhora da Madre de Deus, denominada Ermida de Nossa Senhora da Madre de Deus tendo sido erguida em 1727 por iniciativa de Vital de Bettencourt de Vasconcelos, bisneto do capitão–mor João de Bettencourt. No ano seguinte, a 15 de Junho, o Bispo de Angra, D. Manuel Alvares da Costa, passou o alvará para se iniciar o culto, visto ter "os paramentos necessários, campanário e porta para a rua". Este último pormenor significa que a ermida tinha o estatuto de pública, ou seja, a sua porta deveria estar sempre aberta a quem quisesse assistir aos ofícios.
O antigo portão de acesso ao pátio, o chafariz e o belo empedrado na rampa à entrada da casa ostentam datas relativas a obras ou alterações que os antigos senhores da casa levaram a efeito. Sobre o portão destaca-se a pedra de armas dos Bettencourt.
O terramoto de 1980 causou sérios danos à estrutura do edifício, o que demandava extensas obras de consolidação e restauro. Desse modo, o imóvel foi adquirido pelo Estado visando a sua restauração e requalificação como Gabinete do Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, função que actualmente exerce.

O Solar da Madre de Deus encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pela Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo.