domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Emigrantes que partiram para o Brasil da cidade da Praia da Vitóri ilha Terceira
1. Águeda Maria Simões (Ilha Terceira, Praia da Vitória, Açores, Portugal,
19 de Agosto de 1731 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 19 de Novembro de 1820)
casada com Manuel Gonçalves, Mancebo.
2.. Antão Lourenço Rebolo (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha Terceira,
Açores, Portugal, ? - Brasil, 26 de Julho de 1810) casado com Rosa da
Conceição. O casal já havia emigrado para Desterro, estabelecendo-se no alto de
um morro à Oeste da Ilha, de onde se avistava mar e continente a perder de
vista. Quando o açoriano faleceu a história de seu primeiro habitante já havia
baptizado aquele lugar: era o morro do Antão, actual Morro da Cruz.
3. António Mendes Borges (Ilha Terceira, Lajes, Praia da Vitória, Açores,
Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Francisca Josefa e Maria de São José.
4. Catarina dos Anjos (Fontinhas, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores,
Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Bernardo Rodrigues de Souto.
5. Isabel Inácia do Espírito Santo (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira,
Portugal, 11 de Outubro de 1740 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 31 de Março de
1816) marido de Manuel Lucas.
6. João do Couto Machado (Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira,
Açores, Portugal, ? - Taquari, Rio Grande do Sul, 16 de Junho de 1781) casado
com Taquari, Rio Grande do Sul.
7. José Francisco Lourenço (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha
Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Joana Bernarda.
8. José Martins Faleiro (Lajes, Praia da Vitória, Terceira, Açores,
Portugal, 4 de Fevereiro de 1716 - Brasil, 15 de Março de 1783) casado com
Jacinta Rosa Coelho.
9. Manuel Gonçalves Dias (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores,
Portugal, ? - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 7 de Fevereiro de 1789) casado com
Cecília Maria dos Anjos.
10. Manuel Luís (N.Sa. de Guadalupe de Agualva, Ilha Terceira, 13 de Março
de 1712 - Brasil, ?) casado com Mariana Tomásia.
11. Manuel Lucas (São Pedro de Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira,
Açores, Portugal, 7 de Setembro de 1731 - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 24 de
Junho de 1802) casado com Isabel Inácia Do Espírito Santo.
12. Maria Francisca da Conceição de Melo (Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha
Terceira, Açores, Portugal, c. 1702 - Santo Amaro do Sul, General Câmara, Rio
Grande do Sul, 28 de Junho de 1792) casada com António Nunes Corvelo.
13. Maria de Jesus (São Pedro dos Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha Terceira,
Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Thomé Machado Ourique.
14. Maria do Nascimento (Praia da Vitória, Terceira, Açores, Portugal, ? -
Brasil, ?) casada com Manuel de Freitas Teixeira.
15. Maria de São Mateus (Fontinhas, Praia da Vitória, Terceira, Açores,
Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casada com João Rodrigues Evangelho.
16. Maria Silveira (Lajes, Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores,
Portugal, c. 1710 - Taquari, Rio Grande do Sul, 23 de Junho de 1781) casada com
Manuel da Silveira Golarte.
17. Mariana Tomásia (S. Miguel Arcanjo das Lajes, Ilha Terceira, 18 de
Outubro de 1710 -Brasil, ?) casada com Manuel Luís.
18. Mateus Lourenço Coelho (Quatro Ribeiras, Praia da Vitória, Ilha
Terceira, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Ana Maurícia Rosa.
19. Thomé Machado Ourique (São Pedro dos Biscoitos, Praia da Vitória, Ilha
Terceira, Açores, Portugal, c. 1710 - Brasil, ?) casado com Maria de Jesus.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Helder Eiró, tocador e construtor de viola da terra
Na pequena ilha açoriana da Graciosa, a emigração leva potenciais
tocadores da tradicional viola da terra para longe. Helder Eiró viveu muitos
anos nos Estados Unidos, tem uma casa perto das afamadas termas do Carapacho e
procura ensinar as novas gerações. «Construo violas e ensino o que sei para que
isto não morra».
Foi na sua casa do Carapacho, com uma vista magnífica sobre o mar da
Graciosa que encontrei o construtor de violas e tocador de viola da terra
Helder Eiró. Fui lá graças a outro tocador mais jovem, António Reis, que
aprendeu a tocar com Eiró.
No dia em que lá passámos Eiró estava à espera de três jovens da
freguesia de Guadalupe a quem ensina gratuitamente viola da terra para que a
arte não se perca. Na Graciosa, há necessidade de que existam mais jovens a
envolver-se com a viola característica dos Açores. A emigração e migração para
fora da ilha esvazia o lote de potenciais tocadores. Curiosamente, dos três
jovens que apareceram naquele dia em casa de Hélder, uma rapariga ia em breve
partir para estudar fora da ilha.
O próprio Helder vive parte do seu tempo no Carapacho e outro tanto na
Califórnia. Foi nos Estados Unidos, para onde emigrou em 1965, que começou a
construir violas da terra. «Até aos 20 anos trabalhei a terra. Depois trabalhei
de carpinteiro aqui na Graciosa e depois emigrei em 65. Estive na costa leste,
no Massachusetts como operador de máquina de fazer caixas de papelão. Nos
tempos livres aprendi a construir violas».
O pai era tocador e mandava nos bailes de roda. Foi ele que insistiu
para Eiró começar a construir. «Comecei por construir um violão velho e
experimentei colocar-lhe os corações como na viola da terra. Mas a minha
pequena não gostou. Depois, fiz a primeira viola». Em 1976, mudou de ares. Da
costa leste foi viver para a Califórnia. «Trabalhei numa fábrica de waffles,
depois fui novamente para uma fábrica de papelão e uma vez numa filarmónica de
lá conheci um indivíduo que me arranjou trabalho na Lockeed, numa fábrica de
armamento. Andei lá 23 anos a limpar os escritórios, vim com uma reforma
linda».
Comprou três livros sobre a viola e foi construindo para os emigrantes.
«Cada viola leva o nome do dono, onde eles estão e quanto custou», diz a
sorrir. Também já construiu nove bandolins, dois violões, três guitarras de
fado e consertou muita viola. «Mas já não conserto. O conserto dá muito
trabalho e não compensa. Mais vale comprarem uma nova».
Existem vários casos de pessoas que se dirigem a Eiró para consertar
violas da terra que pertenciam aos antepassados. «São violas que pertenciam à
família e têm muito afecto por elas. Houve um que me disse: Esta viola, senhor,
é do meu avô. Custe o que ela custar, pago o que for preciso para a consertar.
Tinha conchas incrustadas ...»
Uma vez, apareceu-lhe uma encomenda de conserto do Havai. «Eu disse ê
senhor eu conserto a viola mas tu assinas uma carta em como és responsável pelo
transporte para o Havai, eu cá não vou ser responsável pelo transporte...Ele
concordou, assinou o termo de responsabilidade e lá chegou a viola da terra ao
Havai. Era do avô dele. Já mandou o endereço do Havai para eu ir lá uma semana
a casa dele mas nunca fui...»
Na Califórnia, aos fins-de-semana, Eiró organizava bailes de roda com
«pessoal» quase todo da Graciosa, tocando e cantando as modas da ilha. «Aqui é
preciso não deixar morrer a tradição. Há tempos fizemos um baile aqui no
Carapacho e eu ensino estes jovens para que isto não morra».
terça-feira, 17 de março de 2015
Narciso Lopes é dos últimos na Terceira a dedicar-se à arte da tanoaria
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Na ilha Terceira, nos Açores, já não há muitos carpinteiros a dedicar-se à arte da tanoaria. Um deles é Narciso Lopes, cuja carpintaria fica perto da estrada entre as Quatro Ribeiras e a Agualva, na costa norte da ilha. Apaixonado pelo trabalho em madeira, Narciso até já escreveu num jornal regional sobre as virtudes e a segurança dos tectos em madeira numa ilha flagelada em 1980 por um forte terramoto: «É mais seguro que o betão».
A carpintaria Narciso de Narciso Lopes, 59 anos, fica à beira da estrada entre Quatro Ribeiras e Agualva, na costa norte da Ilha Terceira. Narciso é um dos poucos na ilha que ainda faz tanoaria.
«Não há nada que eu não saiba fazer em madeira», explica Narciso, que cresceu na lavoura mas cedo ganhou a paixão pelo trabalho com madeira. «Dos 13 aos 18 ia sozinho na companhia de um cão guardar vacas para a Serra do Labaçal. Mas nos tempos livres e na escola sempre gostei de trabalhar a madeira. Na escola eu é que fazia os piões para os outros, com uma navalha, um vidro para raspar e uma machada pequena». Após o serviço militar, casou com a filha de um marceneiro. «Fui para a oficina do meu sogro e ao fim de seis meses já fazia qualquer mobília».
Com o terramoto que abalou a Terceira em 1980, teve muito trabalho. «Meti tectos de madeira em casas da ilha toda». Ainda hoje, Narciso Lopes mantém que os tectos em madeira são bem mais seguros do que as placas de betão. «Durante o sismo, muitas casas ficaram sem paredes e os tectos ficaram em cima dos frontais em madeira que faziam as divisões dos quartos. As traves de madeira assentes em cima das paredes não deixam que estas caiam para dentro. A placa em betão é mais perigosa em caso de sismo porque está ligada às paredes. Se a terra tremer e a construção cair, cai para dentro».
De há uns anos a esta parte, Narciso Lopes dedica-se também ao artesanato. «Faço bordões de lavrador que muita gente gosta de comprar para levar para a América, para o Canadá ou para o continente». Também faz aguilhadas: «A aguilhada é a peça com que o lavrador em cima do carro de bois toca no animal e faço varas para o jogo do pau. Já fiz alguns arados e já reparei carroças e carros de bois».
segunda-feira, 16 de março de 2015
João de Resende Costa e Helena Maria de Jesus
Muitos
Resendes ramificaram-se e expandiram-se no Brasil por meio do casal João de
Resende Costa e Helena Maria de Jesus, sendo ele filho do português Manuel de
Resende e de Ana da Costa, neto paterno de André da Fonte de Morais e de
Margarida de Resende (esta, filha de Jorge de Resende e de Catarina de
Freitas); neto materno de António Vaz de Fontes e de Maria Fernandes. João de
Resende Costa nasceu em 1699, na Ilha de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores
em Portugal, e mudado para o Brasil, por volta de 1720, sequioso pelo
enriquecimento rápido proporcionado pelo ouro das famosas Minas Gerais, onde
acabou por adquirir uma vasta propriedade rural na região de do município de
Lagoa Dourada, a qual deu o nome de Engenho Velho dos Cataguases ou Catauás .
Enquanto que Helena Maria de Jesus, é filha de Manuel Gonçalves Correia e de
Maria Nunes, nascida em 15 de Janeiro de 1710, na Ilha do Faial, Arquipélago
dos Açores, em Portugal, sendo ela uma das célebres Três Ilhoas, que deram
origem a vários troncos de antigas, tradicionais e importantes famílias.
Casaram-se em de Outubro de 1726, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da
Conceição dos Prados, Comarca do Rio das Mortes, hoje município de Lagoa
Dourada, e deixaram treze filhos, dos quinze nascidos vivos, os quais se
tornaram um dos mais importantes grupos mineiros, de abastados proprietários
rurais, membros da chamada «aristocracia rural cafeeira», e actuantes na
história política e social do país, os quais são considerados o berço da
Família Resende no Brasil e que daí se espalharam os vários ramos, do Rio
Grande do Sul ao Amazonas, ramificando-se até o Uruguai.
Registaram-se filhos de João de Resende Costa e Helena Maria de Jesus:
Registaram-se filhos de João de Resende Costa e Helena Maria de Jesus:
Padre João
de Resende Costa, nascido em 02/Novembro/1728;
Este foi o
primeiro Resende nascido no Brasil, e como um presságio tornou-se padre e
abençoou toda a descendência da família que viria à seguir, tornando-a uma das
mais respeitadas e influentes da história política e social do país, com
características marcantes na forte religiosidade e na reconhecida simplicidade
e apego ao trabalho, além de incansáveis defensores da moral e dos bons
costumes, que servem como exemplo de retidão até os dias de hoje, para o
enriquecimento de toda a sociedade.
Foi
baptizado na Igreja Matriz de Prados, pelo Vigário José Pacheco Pereira em 02 de
Novembro de 1727, sendo padrinhos o Sr. Miguel da Costa Pereira e D. Maria
Pedrosa, esta esposa de João Alves Prado.
Foi
vigário colado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição dos Prados até a data de
sua morte em 1788, sendo sepultado na Capela-Mór da referida igreja.
Sua Irmã
D. Josepha, em seu testamento de 29 de maio de 1825 manda dizer 40 missas pela
alma deste seu falecido santo irmão. Saliente-se que após este primeiro padre
da família, outros 12 filhos e netos de João Rezende Costa e Helena Maria de
Jesus tornaram-se padres católicos, seguindo a vida religiosa como 12 apóstolos
do primeiro Rezende brasileiro.
Maria
Helena de Jesus, nascida em 17/abr/1729;
Foi
baptizada em 17 de abril de 1729, casou-se no dia 15 de Setembro de 1749, na
Capela de Santo António da Lagoa Dourada, com o Capitão José António da Sylva,
Português, filho de André João e D. Maria Antónia.
Capitão
José de Resende Costa (o Inconfidente) nascido em 13/06/1730;
Foi
baptizado em 13 de Junho de 1730, tornou-se parte da Inconfidência Mineira e foi
condenado à morte junto com Tiradentes, cuja pena foi comutada na última hora
pela Rainha Maria I pelo degredo de 10 anos na África, onde morreu em 1803, foi
casado com Anna Alves Pretto, filha do Cap. Mór João Alves Preto e D. Maria
Pedrosa de Morais.
Consta na
história que a viúva do Capitão José Rezende Costa, D. Anna Alves Pretto, por
desgosto de ter que assistir a prisão do marido e do filho porquanto da
Inconfidência Mineira, mandou trancar a porta da residência situada em Rezende
Costa/MG e nunca mais permitiu que fosse aberta enquanto fosse viva, cuja
promessa foi devidamente cumprida.
Outro
aspecto importante é que a carta assinada pela Rainha Maria I perdoando os réus
da pena de morte foi assinada no dia 15 de Outubro de 1790, mas os
inconfidentes somente tomaram conhecimento da comutação da pena no dia
20/04/1792, ou seja, uma dia antes da data marcada para o enforcamento junto
com Tiradentes, sendo inclusive lavrado testamento e realizada a cerimonia de
extrema-unção.
Capitão
António Nunes de Resende nascido em 13/11/1731;
Filipe
Resende (faleceu criança);
Ana Maria
de São Joaquim nascida em 10/out/1734;
Alferes
Manuel da Costa Resende nascido em 04/set/1735;
Padre
Gabriel da Costa Resende nascido em 27/Janeiro/1738;
Helena
Maria de Jesus nascida em 18/08/1739;
Teresa
Maria de Jesus nascida em 16/08/1741;
Josepha
Maria de Jesus nascida em 17/04/1743;
Tenente
Julião da Costa Resende nascido em 03/08/1733;
Júlio
(faleceu infante) Julho/1744;
Gonçalo (faleceu
criança) nascido em 01/11/1745;
Joaquim
José de Resende nascido em 10/Abril/1747;
Ana
Joaquina de Resende nascida em 1748;
Pessoas[editar
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Artur
Vieira de Resende e Silva, historiador, genealogista, professor, político;
Luiz Roberto
de Resende Khanis, advogado;
Maria
Isabel Sampaio Vidal de Resende, comerciante;
José
Inácio Benevides de Resende, jurista, professor;
Gabriel de
Resende Passos, ministro;
Otto de
Oliveira Lara Resende, professor, advogado, escritor, jornalista;
António de
Lara Resende, professor, gramático, memorialista;
Geraldo
Resende, deputado federal;
Eliseu
Resende, senador;
José
Rezende da Cunha, arquitecto;
Marcelo
Rezende, jornalista;
Sérgio
Rezende, escritor, cineasta;
Geraldo
Ribeiro de Sousa Resende, barão de Geraldo de Resende;
Iris
Rezende Machado, político;
José Maria
de Almeida Rezende, jurista, professor;
Gabriel
José Rodrigues de Rezende Filho, advogado;
dom José
Francisco Rezende Dias, arcebispo;
Estêvão
Ribeiro de Sousa Resende, barão de Resende;
Estêvão
Ribeiro de Resende, marquês de Valença;
Maria José
Aranha de Rezende, poeta, jornalista.
domingo, 15 de março de 2015
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