sexta-feira, 6 de março de 2015

Habitantes mais antigos de Pedro Miguel na ilha do Faial Açores

 1.  Diogo Rixão e Beatriz Albernaz fundadores da paróquia cerca de 1600

2.  Brás Albernaz que já tinha uma filha adulta, Maria Albernaz em 1631

3.  Domingos Pereira, que foi padrinho em Castelo Branco em 1633

4.  1600 António Gonçalves o velho (testemunha de Simão Ferreira e Ana Brás e de António Fialho e Maria Francisca 1641)

5.  1605 Amaro João cc Maria Brás antes de 1625.

6.  1605 Simão Ferreira casou antes de 1625 com Ana Brás e seus 3 filhos

7.  1607 Manuel Correia cc antes de 1627 com Maria da Silva.

8.  1608 António Pires casado antes de 1628 com Catarina de Almança, já falecida em 1646.

9.  1608 Melchior Albernás casado antes de 1628 com Inês R...? já falecida em 1644.

10.  1610 Bartolomeu Luís casado com Maria Gonçalves antes de 1630.

11.  1614 Sebastião Pais casado com Bárbara de Mendonça antes de 1635, já falecidos em 1656.

12.  1615 Francisco Fialho, viúvo (dos Flamengos) casado com c ...na da Silva em 1643

13.  1615 Mateus Pais casado com Bárbara Goulart antes de 1635.

14.  1615 Violante Gomes - testemunha de Salvador Gonçalves e Madalena Camacho em 1646

15.  1616 Nicolau Álvares casado com Catarina Duarte antes de 1640, ambos já falecidos em 1656.

16.  1619 Mateus Gonçalves casado antes de 1639 c Maria Duarte, já falecida em 1659.

17.  1619 Mateus Gonçalves, filho de João Pires e Beatriz Gonçalves, da Ribeirinha, com Bárbara Jorge.

18.  1620 Lourenço Rodrigues de Bem casado com Rufina de Souto.

19.  1620 Domingos Rodrigues de Bem casado com Luzia de Castro de Medeiros.

20.  1620 Amaro Luis casado antes de 1640 com Sabina Manuel já falecida em 1658.

21.  1620 Antonio de Serpa, casado antes de 1640 com Maria Rodrigues.

22.  1620 António Pires, já falecido em 1659, casado antes de 1640 com Apolônia Cardoso, já falecida em 1646.

23.  1620 Bartolomeu Gaspar c antes de 1640 c Luzia Rodrigues, moradores de Boa Nova do Pico.

24.  1620 Francisco Gomes c antes de 1640 com ... Almeida, já falecidos em 1660.

25.  1620 Francisco Gomes Vargas,natural do Almoxarife, casado com Apolônia Luis antes de 1640, já falecidos em 1657.

26.  1620 Francisco Luís da Terra, alferes, casou antes de 1640 e Madalena Albernás, moradores na Ribeirinha.

27.  1620 Gaspar Duarte, já falecido em 1655 cc Beatriz Pereira antes de 1640.

28.  1620 Gonçalo Martins, já falecido em 1656 cc Ana da Silva antes de 1640.

29.  1620 Luís da Rosa, falecido cerca de 1663, casado com Beatriz Albernás antes de 1644.

30.  1620 Luzia Francisca Ferreira (ou Pereira) casada antes de 1640 com Bartolomeu de Matos.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Caetano Valadão Serpa


Caetano Valadão Serpa nasceu na freguesia da Fajã Grande, Concelho das Lajes, ilha das Flores. Em 1960, obteve o bacharelato em Filosofia, no Seminário Maior de Angra do Heroísmo. Dois anos mais tarde, realizou o mestrado em História, na Gregorian Pontifical University, em Roma, Itália. Em 1965, obteve um mestrado em Educação, Ética e Teologia pela Lateran Pontifical University, também em Roma. Em 1974, fez o doutoramento em História Moderna Europeia, novamente pela Gregorian Pontifical University.
Dedicou quase a totalidade da sua vida profissional ao ensino, tendo iniciado a sua carreira de professor no Seminário de Angra do Heroísmo e no Colégio de Santo Cristo, em Ponta Delgada. Nos Estados Unidos da América foi professor no Ringe & Latin School e no Cambridge College, supervisor de Terapia Expressiva na Lesley University, supervisor de Mediação Escolar e Aconselhamento na Harvard University e University of Massachusetts. Actualmente, é professor de Língua e Cultura Portuguesas na University of Massachusetts, cargo que ocupa desde 2004.
Paralelamente ao seu percurso profissional, Caetano Valadão Serpa marcou presença em vários colóquios e encontros, tendo proferido numerosas conferências de temática histórica, psicológica e literária, nos Estados Unidos da América, Portugal, Canadá e Brasil.
É também autor de várias publicações, entre elas os livros “Uma pessoa só é pouca Gente”, “Gente sem nome”, “GUIOMAR”, “A gente dos Açores” e a “A Emigração Açoriana”. O seu livro “A gente dos Açores” foi um dos três primeiros livros de Língua Portuguesa seleccionado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América a ser traduzido para braille.
Em 2010, foi distinguido com o Portuguese Language Award. Em 2003, recebeu o Portuguese World Language Award – Prémio Língua e Cultura, da Luso-American Education Foundation. É Membro Honorário do Clube Luís Camões.
Em 2003, participou no I Encontro de Escritores Açoriano da Diáspora, evento promovido pela Direcção Regional das Comunidades.
É Conselheiro do projecto "Rede Prestige Azores".

terça-feira, 3 de março de 2015

Escritor Armando César Cortês-Rodrigues

Armando César Cortês-Rodrigues (Vila Franca do Campo, 28 de Fevereiro de 1891 — Ponta Delgada, 14 de Outubro de 1971) foi um escritor, poeta, dramaturgo, cronista e etnólogo açoriano que se distinguiu pelos seus estudos de etnografia e em particular pela publicação de um Cancioneiro Geral dos Açores e de um Adagiário Popular Açoriano, obras de grande rigor e qualidade.
Armando César Cortes-Rodrigues nasceu em Vila Franca do Campo, filho do poeta António César Rodrigues, médico e co-fundador do Instituto de Vila Franca, ficando órfão de mãe ao nascer.
 Frequentou o Colégio Fisher e fez os seus estudos liceais em Ponta Delgada, demonstrando já nos seus tempos de adolescência inclinação para a escrita, sendo-lhe atribuída nos tempos de liceu a escrita de uma opereta.
 Concluído o ensino secundário partiu para Lisboa, onde se licenciou em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa (1910-1915), tendo, nessa altura, conhecido Fernando Pessoa e feito parte do grupo do Orpheu.
 Colaborou nos dois primeiros números da revista Orpheu com vários poemas, alguns dos quais assinados com o pseudónimo Violante de Cysneiros. Já nessa colaboração demonstra um modernismo moderado, que viria a abandonar quase completamente ao longo do seu percurso poético, cedendo à tradição de composição lírica e reflectindo na sua obra a sua açorianidade através de um classicismo poético de acentuada vertente humanista.
 Regressou aos Açores em 1917, dois anos após terminar o curso, ingressando na carreira docente liceal, trabalhando nos liceus de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo (nesta última cidade apenas até se efectivar em Ponta Delgada).
Apesar de radicado nos Açores, continuou a corresponder-se assiduamente com Fernando Pessoa, partilhando dos ideais da nova estética sem todavia os adoptar por inteiro.
 Dedica-se então ao estudo da etnografia açoriana, área em que se viria a destacar, e a uma poética de pendor religioso. Os seus estudos etnográficos, para os quais efectuou importantes recolhas, centraram-se na área literatura oral e popular açoriana, das cantigas populares e dos adágios. A sua obra etnográfica está entre o que de melhor nesta área foi produzido na língua portuguesa.
 Colabora nos periódicos A Águia, Orpheu, Exílio e, posteriormente, em Presença, Cadernos de Poesia, Portucalense e Atlântico. Escreve crónicas e teatro, tendo a sua peça Quando o Mar Galgou a Terra sido adaptada para argumento de um bem sucedido filme português.
 Em 1953 ganhou o Prémio Antero de Quental com o livro Horto Fechado e Outros Poemas, obra em que evoca as suas raízes.
Cortes-Rodrigues foi também um importante activista cultural, participando em múltiplas iniciativas e instituições. Foi um dos sócios fundadores do Instituto Cultural de Ponta Delgada, tendo dirigido a sua publicação, a revista Insulana.
 Armando Cortês-Rodrigues afirmou-se como um dos maiores intelectuais açorianos do século XX, deixando uma obra cultural marcante. É recordado na toponímia de Ponta Delgada, cidade onde também existe um espaço de memória e de criação estética, a Morada da Escrita/Casa Armando Cortês-Rodrigues,3 um equipamento cultural instalado na última casa onde o escritor habitou.



Armando Cortês-Rodrigues foi pai do também poeta Luís Filipe Cortês-Rodrigues.


segunda-feira, 2 de março de 2015

Lista de Emigrantes que partiram para o Brasil da Vila do Porto ilha de Santa Maria Açores

1.  Antónia Margarida de Menezes (São Pedro, Ilha Terceira, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, 29 de Junho de 1740 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 16 de Março de 1807) casada com António José de Menezes e Moura.

2.  António Francisco de Menezes (Santa Bárbara , Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, 7 de Outubro de 1727 - Brasil, 1 de Novembro de 1791) casado com Rosa dos Anjos de Moura e Anna Joaquina.

3.  António José de Menezes e Moura (Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, ? - Rio Grande, Rio Grande do Sul, 18 de Fevereiro de 1760) casado com Antónia Margarida de Menezes.

4.  António Soares de Menezes, Capitão (Fajã de São Lourenço, Santa Bárbara, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, c. 1697 - Brasil, c. 1805) casado com Barbara Encarnação de Sousa de Menezes.

5.  Barbara Encarnação de Sousa de Menezes (Lugar de Flor da Rosa, São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, c. 1707 - Brasil, c. 1805) casada com António Soares de Menezes, Capitão.

6.  Clara Maria de Sousa (Nossa Senhora do Rosário, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com André da Costa Leite.

7.  Catharina de Menezes (São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria , Açores, Portugal, 22 de Abril de 1730 - Brasil, ?) filha de António Soares de Menezes, Capitão e Barbara Encarnação de Sousa de Menezes.

8.  Francisca Quitéria de Menezes (São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, 15 de Janeiro de 1738 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 22 de Setembro de 1797) casada com Manuel de Medeiros e Mello.

9.  Francisco da Costa Leite (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, c. 1723 - Taquari, Rio Grande do Sul, 14 de Setembro de 1813) casado com Rita Maria da Conceição.

10.  Helena do Espírito Santo de Menezes (São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, 25 de Abril de 1735 - Brasil, c. 1805) casada com António dos Santos Saloyo e José Luiz de Serqueira.

11.  Inácio da Costa Leite (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, c. 1734 - Brasil, ?) casado com Antónia Maria.

12.  João Francisco de Resende (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, ? - Brasil, c. 1858) casado com Felícia Francisca Rosa Teixeira.

13.  Joaquim Soares de Menezes (São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, c. 1748 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2 de Janeiro de 1805) casado com Maria Santa de Belém.

14.  João de Resende Costa (Ilha de Santa Maria, Vila do Porto, Açores, Portugal - 02 de Novembro de 1695 - Prados, Minas Gerais, 08 de Março de 1758) casado, em 3 de Outubro de 1726, com Helena Maria de Jesus Gonçalves, uma das 3 ilhoas.

15.  Manuel José de Menezes (São Pedro, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, 11 de Dezembro de 1732 - Brasil, c. 1772) casado com Marianna dos Anjos.

16.  Manuel Mendes Lourenço (Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casado com Clara Maria Assumpção e Sá.

17.  Manuel de Sousa Leite (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, c. 1724 - Brasil, ?) casado com Margarida dos Anjos.


18.  Margarida dos Anjos (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, ? - Brasil, ?) casada com Manuel de Sousa Leite.



19.  Pascoal Leite da Silva Furtado (Vila do Porto, Ilha de S. Maria, Açores, Portugal, c. 1559 - Brasil, c. 1614) casado com Isabel Domingues do Prado.




sábado, 28 de fevereiro de 2015

Francisco Dias do Carvalhal

Francisco Dias do Carvalhal foi o depositário em Angra, actual cidade de Angra do Heroísmo dos cofres de ouro da casa real, que vinham da índia e de São Jorge da Mina, Estado Português da Índia e África. Em Angra do Heroísmo exerceu também os cargos de juiz ordinário e vereador da Câmara (Câmara Municipal de Angra do Heroísmo).

Os descendentes desta família nos Açores, são, uns, de Francisco Dias do Carvalhal, e, outros, de seu irmão Gonçalo Dias do Carvalhal, os quais passaram à ilha Terceira no 2.° quartel do século XVI, no seu regresso da índia, onde militaram alguns anos. Eram conhecidos pelos “Cavaleiros” por serem condecorados com uma das ordens militares do reino.

Segundo Francisco Ferreira Drummond, pertenciam à antiga família Carvalhal, que teve seu assento em Guimarães, no Casal de Carvalhal, freguesia de Santa Marinha da Costa (Guimarães). Casal, este que passou a pertencer à casa de Vila Pouca de Aguiar.
O solar desta família, na dita ilha Terceira era a Casa de Vale de Linhares, com Capela sob a invocação da Divina Pastora, na freguesia de São Bento (Angra do Heroísmo).

Francisco Dias do Carvalhal, foi durante muitos anos depositário, em Angra do Heroísmo dos cofres de ouro da casa real, que vinham da índia e Mina. Na dita cidade exerceu também os cargos de juiz ordinário e vereador da câmara, em cuja qualidade assinou a carta que esta corporação dirigiu a el-rei de França, Henrique III de França em 6 de Junho de 1581, manifestando-lhe o seu reconhecimento pelo modo benigno como acolheu o António I de Portugal, prior do Crato, e pedindo-lhe ao mesmo tempo que o auxiliasse até que ele pudesse ser restituído ao reino e posto a salvamento dos seus adversários. Casou em 1533 na ilha Terceira, com Catarina Alvares Neto de que nasceram:

1 - João Dias do Carvalhal, Maria Borges Abarca

2 - Manuel do Carvalhal.

3 - Diogo do Carvalhal.

4 - Isabel do Carvalhal, que faleceu a 18 de Março de 1575 tendo casado com Fernão Vaz Rodovalho.

5 - Francisca Neto do Carvalhal, mulher de Manuel Pacheco de Lima.