quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quinta do Falcão na ilha de Santa Maria


É  uma grande extensão de terra perto da borda da fronteira ocidental da Almagreira, que já foi a residência de magristrado / juiz Falcão, que era um dos líderes político-administrativo de liquidação antecipada da Vila do Porto.  A propriedade é feita de alvenaria de tijolos vermelhos típicos da região; O complexo é composto de uma residência, estábulos, anexos agrícolas, cisterna e vista, acessível a partir da estrada principal por um grande pórtico em um design neoclássico que inclui um longo corredor de entrada para a casa principal.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os primeiros imigrantes que vieram das regiões da Holanda e Bélgica para os Açores

Govaert Lodwijk que deu origem aos nomes Gularte, Goulart e Luis.

Leon de Hurtere, cujos filhos emigraram para os açores, entre eles Joz van Hurtere que originou

Dultra, Dutra e Horta.

Jacob van Brugge, fundador da Vila da Praia na Ilha Terceira, em janeiro de 1451, com muitos descendentes, incluindo a família "de Bruges" local.

Willem de Kersemakere, que deu origem a Casamaca e Silveira este por sua esposa Margarida de

Sabuya possivelmente seu sobrenome original seria van der Haagen, de onde vem também Vandraga.

Willem van der Bruyn ou Guilherme de Brum.

Joz van Aertrycke que originou o sobrenome da Terra.

Pieter van de Roos, de originou os sobrenome da Rosa

Van de Olm - Fernão Dulmo, que fundou Quatro Ribeiras na Terceira.

van den Berghe (Berge)

Bettencourt

Bormans (Bermans)

Bulscamp (Bulcão)

Van Can (Cao),

Verstraeten (Estrada)

Fabritius Timmermans (Fabrício)

Van der Goes (Gois)

De Groot (Grotas)

Hustaerdt (Hustarte)

Lem, (Leme)

Van der Linden, Verlinden (Linde)

De Lis (Lis, Liz),
de Looze (Luis, Luiz)

Van Praet (Praet)

De Rouze (Rosa)

Silvester (Silvestre),

Van Rossem (Rossem)

Teeuwen, Teewen (Teves)

E os franceses:


French Bouillion (Bulhões)

Dumas (Dumas)

Jacques, Jacobs (Jacques)

Le Merchier (Lemerchier)

Pegas (Pegues, Piques)

Pernet

De Ponte, Dupont (Ponte)

Santes (Sanches, Santos)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Família Silveira e Paulo


O Palacete Silveira e Paulo localiza-se na rua da Conceição, no centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo, Açores. Construído ao gosto do fim de século XIX, o Palacete é um dos mais notáveis exemplares da arquitectura civil açoriana da transição do século XIX para o século XX.
O palacete Silveira e Paulo foi construído por iniciativa do comendador João Jorge da Silveira e Paulo, um rico fazendeiro e negociante de cacau que fizera fortuna como proprietário da roça Colónia Açoreana da ilha de São Tomé, depois de comprar um dos Solares da Família Noronha que se localizava no mesmo local e que foi a última residência de Manuel Homem de Noronha.
Apesar de originário de uma modesta família de pedreiros e trabalhadores agrícolas de Santo Amaro do Pico, o comendador Silveira e Paulo associou-se com quatro dos seus irmãos e formaram uma importante sociedade, proprietária da roça Colónia Açoriana em São Tomé e grandes negociantes de cacau no mercado internacional. Sob a sua direcção e influência, a família conseguiu grande prosperidade económica no negócio iniciado por um irmão mais velho, Domingos Machado da Silveira e Paulo.
João Jorge acabou por assumir a liderança da família, consolidando uma enorme fortuna. Regressou aos Açores, depois de agraciado, no final do século XIX, com uma comenda e o título de fidalgo-cavaleiro da Casa Real. Escolheu fixar-se na cidade de Angra do Heroísmo, tendo para tal adquirido o solar dos Noronhas, junto à igreja da Conceição, que mandou demolir para ali construir o seu palacete.
A construção, dirigida pelo mestre-de-obras micaelense João da Ponte, iniciou-se em Abril de 1900, ficando concluído dois anos depois.
O imóvel permaneceu na posse da família apenas por algumas décadas, já que em 1937 foi comprado pelo Estado e sujeito a obras de reparação e adaptação para o funcionamento da Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo. A escola começou a funcionar no palacete em 1939, ali se mantendo até à sua extinção em 1978. Com a integração da Escola Industrial e Comercial no Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, o imóvel passou a acolher o ciclo preparatório, anexo à então formada Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade. A partir do terramoto de 1980, passou também a albergar o Conservatório Regional de Angra do Heroísmo.
O imóvel atingiu um avançado estado de degradação, sendo encerrado em 1999 e entregue à Direcção Regional da Cultura do Governo dos Açores, entidade que procedeu a obras de restauro e adaptação, respeitando a traça original. A partir de 2003, o imóvel é sede daquele departamento governamental e do Centro do Conhecimento dos Açores. A partir de 2008 as instalações escolares existentes no reduto do imóvel foram encerradas, estando em curso o processo de construção no local da nova biblioteca pública de Angra do Heroísmo.



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mimon Abohbot um Judeu na ilha Terceira


Mimon Abohbot (Marrocos, Mogador, 1800 – Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, 21 de Julho de 1875) foi um mestre de teologia hebraica, ocupando o lugar de Deão Rabino na Ilha Terceira.
O reverendo Mimon Abohbot foi mestre de teologia hebraica, ocupando o lugar de Deão Rabino na Ilha Terceira, foi um Importante homem de negócios da ilha, particularmente no concelho de Angra do Heroísmo onde viveu.
Fundou na sua residência uma sinagoga, que serviu para as orações da pequena comunidade, de que ele foi chefe espiritual.
Quando veio para os Açores trouxe consigo duas Torahs que trouxe de Marrocos tendo elas ao longos dos séculos diferentes destinos e chegaram mesmo a serem consideradas como perdias.
Uma delas foi encontrada cem anos mais tarde do seu desaparecimento, na freguesia do Porto Judeu, teve vários donos, apareceu e desapareceu sucessivas vezes, e acabou por ser escondida por um desconhecido numa gruta de Rabo de Peixe, onde apareceu por volta de meados de 2005.

Como Homem de negócios foi um Exportador de laranja para Inglaterra, negócios este que nos Açores foi muito próspero durante praticamente todo um século e que ficou conhecido localmente como o Ciclo das Laranjas.
Exerceu o cargo de Director da Associação Comercial de Angra entre os anos de 1860 e 1861. Naturalizou-se português antes de 1835.
Mimon Abohbot e os membros de sua família falecidos em Angra do Heroísmo estão sepultados no cemitério judaico "Campo da Igualdade", no Caminho Novo, Perto da Fortaleza de São João Baptista, Junto ao Monte Brasil.

Casou em Londres em 1833, com D. Elizabeth Davis (12 de Julho de 1806 -?), de quem teve 7 filhos:

Rachel Davis Abohbot (29 de Março de 1834 -?) casou com Leonel Tavares de Melo.

Abraham Davis Abohbot (25 de Novembro de 1835 -?).

David Davis Abohbot (25 de Novembro de 1835 -?) casou com D. Jane Isaacs.

Alegria Davis Abohbot (9 de Janeiro de 1839 -?) casou com Jaime Anahory.

Jacob Davis Abohbot (20 de Junho de 1840 -?) casou com D. Rosa Borges Leal.

Isaac Davis Abohbot (4 de Novembro de 1842 - ?)

Moisés Davis Abohbot (28 de Dezembro de 1844 - ?)





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

António Dacosta

António Dacosta (António da Costa), poeta, crítico de arte e pintor, nasceu a 3 de Novembro de 1914, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.
Partiu para Lisboa em 1935, para estudar na Escola de Belas Artes, integrando-se rapidamente nos circuitos intelectuais da capital. Estudou também na Escola Superior de Belas Artes em Paris.
Foi um dos principais nomes da pintura surrealista em Portugal.
Expôs pela primeira vez em 1940, juntamente com outra figura pioneira do surrealismo português, António Pedro, numa mostra que assinalou a \"entrada formal do surrealismo em Portugal\".
Em 1942, ganhou o prémio “Amadeo de Sousa-Cardoso” (Salão de Arte Moderna do SPN). No ano seguinte publicou as suas primeiras crónicas sobre arte, no jornal “Diário Popular” (Portugal).
Em 1944, o seu atelier e grande parte da sua obra foram destruídos por um incêndio.
Partiu para Paris em 1947, como bolseiro do governo francês, e instalou-se definitivamente naquela cidade, regressando, esporadicamente, a Portugal.Em 1949, participou na exposição do Grupo Surrealista de Lisboa com obras abstraccionistas. No mesmo ano deixou de pintar e dedicou-se à escrita. Durante cerca de 30 anos manteve a sua ligação às artes como crítico, colaborando em diversos jornais e revistas, nomeadamente no jornal brasileiro “O Estado de S. Paulo”.
A partir de meados dos anos 70 voltou a pintar, tendo exposto os seus novos trabalhos em 1983, na Galeria 111, Lisboa.
Em 1984, recebeu o prémio AICA, em Lisboa. Em 1988, a sua obra é apresentada no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, em Lisboa, e na Casa de Serralves, no Porto.
Faleceu em Paris, em 2 de Dezembro de 1990, em Paris.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Jorge Grave

Jorge Grave nasceu em Ponta Delgada, ilha de São Miguel. É um especialista na área da astronomia. Actualmente, é investigador no Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.
Licenciou-se em Física/Matemática Aplicada – Ramo de Astronomia em 2004, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
A sua investigação centra-se na análise da formação estelar, em particular no estudo dos estágios iniciais na evolução de estrelas massivas, desde os fenómenos de acreção e ejecção de matéria até à interacção entre as proto estrelas e as nuvens moleculares gigantes onde se formam.
Faz parte da Sociedade Portuguesa de Astronomia. Já realizou e participou em várias palestras e publicou vários artigos em revistas especializadas.
É conselheiro do projecto da “Rede Prestige Azores”.