sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Carlos Ávila de Borba

Carlos Ávila de Borba nasceu a 14 de Junho de 1963, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores.
 Treinador profissional especializado em várias modalidades desportivas,fez a sua carreira pelos Estados Unidos da América, Alemanha, Finlândia e Japão, sendo preletor em ações de formação e congressos um pouco por todo o mundo.
 Estudou desporto em Portugal, nos Estados Unidos (San Diego) e fez a sua licenciatura em Alto Rendimento Desportivo na Academia de Mainz, na Alemanha.
 Detentor de uma carreira brilhante, Ávila de Borba foi treinador e preparador físico de grandes figuras mundiais do desporto, como Mao Asada (medalha de prata em patinagem artística nos Jogos Olímpicos de inverno de Vancouver e medalha de ouro nos Campeonatos Mundiais de 2008 e 2010), Koji Murofushi (medalha de ouro no lançamento do martelo nos Jogos Olímpicos de Atenas e bronze em Sydney), Miki Ando (campeã mundial de patinagem artística em 2007 e 2011), a italiana Carolina Kostner (campeã mundial e europeia) e, esteve presente nos Jogos Olímpicos de inverno de Turim em 2006, como treinador do atleta japonês Daisuke Takahashi. Em 2006, foi também comentador da cadeia televisiva Eurosport nos campeonatos do mundo de patinagem artística em Calgary, no Canadá.
 Ao longo do seu percurso, trabalhou ainda como treinador e preparador físico de patinagem artística no Centro Olímpico de Munique e como colaborador na Karl-Heinz Riedl Soccer Academy (ambos na Alemanha), e foi conselheiro desportivo na Urheiluakatemia Pohjois-Savon (academia de desporto, Finlândia).
 Entre 2007 e 2010, foi professor de metodologia do treino desportivo e alto rendimento na Universidade de Chukyo (Nagoya - Japão).


Em 2011, esteve presente nos Jogos Olímpicos da Ásia, realizados no Cazaquistão, como treinador do patinador artístico Denis Ten, atleta que viria a conquistar a medalha de ouro na competição.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Queijo Vaquinha de João Cota


Quando, há quinze anos atrás, começou a produzir o Queijo Vaquinha, João Cota, de 62 anos, natural da freguesia das Cinco Ribeiras, em Angra do Heroísmo, já sabia o que pretendia para a produção da mais antiga marca de queijos da ilha Terceira: uma fábrica que, além da manufactura, trabalha a arte de bem receber. Uma máxima que tanto se aplica à comunidade onde se insere, às populações locais que compram e saboreiam o queijo no local, como aos turistas e estrangeiros cujos circuitos de visitação já incluem de forma habitual, uma paragem na Fábrica do Queijo Vaquinha, associada da GRATER.
Isto porque, explica o proprietário, além da produção da fábrica para venda em diversos estabelecimentos comerciais na ilha e fora dela, hoje a marca está virada para o turismo. Um intuito que foi assim planeado e concretizado: “já na altura, quando fizemos investimentos, pensámos que seria usado também para quem nos visita, para os turistas”.
É por isso que, anos mais tarde, em 2002, decide investir não só na modernização da fábrica, como na ampliação da sala de visitação e de provas para apostar nos momentos de degustação e de convívio in loco. Um investimento co-financiado pelo PRORURAL/FEADER, apoiado por via da GRATER, no valor de 54 mil euros.
Uma estratégia, conta, comercial e a pensar o futuro: “se estivéssemos só a produzir queijo, o negócio não se justificaria”.

Daí que nas épocas altas do Verão, acrescenta, “90 por cento do nosso queijo é levado pelos turistas e vendida aqui”. No restante ano, a venda do Queijo Vaquinha acontece em estabelecimentos comerciais, desde as grandes superfícies aos pequenos mercados e lojas.
Nos Açores, os produtos Vaquinha chegam às ilhas de São Miguel e Faial. Fora das ilhas, os produtos são vendidos em Lisboa, através do “Espaço Açores – Tradição & Gourmet”, localizado na baixa da capital: “duas vezes por mês, estamos enviando queijo para Lisboa”.
João Cota diz que lhe interessa o mercado nacional e o da Madeira e, não fossem os custos relacionados com o transporte, essa intenção já estaria mais rapidamente concretizada e implementada além-lhas.
Para já, adianta, estão estabelecidos contactos com uma grande superfície no arquipélago vizinho. Uma oportunidade de negócio que a empresa familiar vê com bons olhos. Até porque, acrescenta, parecem existir semelhanças nos paladares insulares: “os madeirenses que nos visitam gostam muito do nosso queijo e levam muito queijo consigo”.
Além de pretender, de forma tranquila, conquistar outros mercados, o empresário refere necessitar, com mais premência, de aumentar a zona de visitação: “a sala já está a ficar pequena”
Pequena é igualmente a estrutura humana que sustenta esta conhecida marca terceirense. A empresa familiar não poderia ser mais … familiar. A trabalhar ao lado de João Costa está, não só a esposa, como os dois filhos do casal e duas cunhadas. Junta-se ainda ao grupo um ou outro ajudante, consoantes as altura do ano, mas o centro deste empreendimento é composto assim por forte ligações familiares.
O empresário, esposo, pai, cunhado diz-se orgulhoso de ter a família unida em torno do Queijo Vaquinha, sobretudo quando se trata dos filhos que darão continuidade ao seu trabalho: “quem é que não se sentia orgulhoso?”., não deixe de salientar, é o horário de abertura: “estamos abertos todos os dias, ou seja, 365 dias por ano, das 10H00 às 22H00. Como nós, só os chineses!”.
Actualmente a marca Queijo Vaquinha é composta por cinco tipos de queijos: o Vaquinha Tradicional (em formato barra); o Vaquinha Ilha Terceira Pequeno; o Vaquinha Picante; o Vaquinha Ilha Terceira Grande (tipo ilha); e o Vaquinha Fresco do dia.
Além dos queijos, a empresa lançou em 2010 uma gama de iogurtes, sendo actualmente composta por dez sabores.
Como novidade a explorar, mas ainda sem data de lançamento, está a criação do Queijo Vaquinha Fundido. Um produto que, refere o empresário João Cota, poderá ter grande aceitação, não só pelo selo de garantia do sabor do queijo Vaquinha, como por não existirem muitos produtos de fabrico local do género no mercado.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Nellie Leal Pedro


Nellie Leal Pedro nasceu a 20 de Setembro de 1960, na ilha Terceira, Açores. Emigrou com a sua família para o Canadá em 1970. No início dos anos 80, ingressou no Instituto Politécnico de Ryerson, onde obteve o diploma em Artes da Rádio e Televisão.

Em 1983, criou, com o marido, uma empresa destinada à produção de vídeos. Dois anos depois, concluiu o curso de bens imobiliários na Universidade de George Brown e, em 1986, terminou a especialização na sua área, ao completar o curso TREB (Toronto Real Estate Board) do ICI de Direito Imobiliário, Imóveis e Gestão.

Entre 1986 e 1997, os investimentos bem sucedidos no mercado imobiliário, granjearam-lhe vários prémios.

Desde 1997, até à aactualidade é produtora e apresentadora do"Gente da Nossa T.V.", programa da T.V. Multicultural CHIN, transmitido em português. Realizou também o programa "Gente Jovem", da Rogers Mosaic Produções.

Foi a primeira mulher a exercer o cargo de presidente da Federation Portuguese Canadian Business and Professionals, Inc, entre 1990 e 1991, e vice-presidente entre 1988 e 1989. É a única luso canadiana que recebeu o prémio de mérito Salesperson, pelo TREB, em 1992, atribuído a quem se voluntária e contribui para a comunidade, gerindo, ao mesmo tempo, a sua carreira profissional com sucesso.

Em 1993, foi-lhe atribuída a Medalha Comemorativa dos 125 anos do Canadá.

Nellie Pedro foi membro da United Way Community Iniciative Funding Committee, da United Way Campaign Cabinet e da presidência da United Way Portuguese Community Committee.

Envolveu-se ,activamente , na vida política, em diversas campanhas, entre 1985 e 2003.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ernest Jeffrey Moniz


Ernest Jeffrey Moniz nasceu a 22 de Dezembro de 1944, em Fall River, Massachussetts, nos Estados Unidos da América. É descendente de pais açorianos, oriundos da ilha de São Miguel. No âmbito da sua formação académica, a física teórica nuclear, destaca-se como área principal de pesquisa.

A 28 de Outubro de 1997, foi destacado pelo Senado dos EUA como subsecretário do Departamento de Energia. No âmbito destas funções, assessoria o secretário e, supervisionava a pesquisa do DOE em várias áreas, nomeadamente, as energias fóssil, renováveis, nuclear, a ciência e tecnologia, a gestão ambiental e de resíduos radioactivos.

Supervisionou igualmente o sistema nacional de laboratórios e programas de segurança nacional, tendo sido também responsável pela revisão completa do programa nuclear.
Antes de ingressar no DOE, foi professor de Física e Chefe do Departamento de Física no Massachusetts Institute of Technology (MIT), tendo sido responsável pelos programas educacionais daquele departamento. Foi director associado de Ciência do Gabinete de Política Científica e Tecnológica, cargo para o qual foi nomeado, em Junho de 1995, pelo Presidente Clinton.

Integrou o corpo docente do MIT em 1973 e foi director da Linear Accelerator Center Bates, em 1983.

Trabalhou em várias universidades, laboratórios nacionais, associações profissionais e órgãos do governo, onde desempenhou funções consultivas.

Obteve um bacharelato em física, no Boston College em 1966, e um doutoramento em física teórica na Universidade de Stanford, em 1971. Com uma bolsa de pós-doutorado da National Science Foundation, realizou pesquisas no Centro d\'Etudes de Saclay Nucleaires em Gif-sur-Yvette, França, e na Universidade da Pensilvânia, de 1971 a 1973. Fez um doutoramento honorário na Universidade de Atenas, em 1997. É membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, da Fundação Humboldt e da American Physical Society.
É assessor de Ciência e Tecnologia do Conselho do Presidente Obama.
Actualmente, é director do Laboratório de Energia e Meio Ambiente do MIT e da MIT Energy Initiative.
Pela sua visão e liderança na área da simulação científica avançada, foi distinguido com o Seymour Cray HPCC Industry Recognition Award.

No dia 4 de Março de 2013 foi nomeado Secretário da Energia por Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha

Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha é uma Sociedade Filarmónica portuguesa fundada a 29 de Junho de 1904, tendo como Padroeiro, São Pedro. No entanto só muitos anos depois da sua fundação, é que procedeu à inauguração da sua sede, mais propriamente em 21 de Janeiro de 1965.A sua acção tem sido marcada pela realização de diversas danças populares, bailinhos de Carnaval tradicionais da ilha Terceira e comédias, movimentando nestes acontecimentos centenas de pessoas.As suas actuações tem sido deslocadas pelas diversas freguesias da ilha Terceira, outras ilhas dos Açores e pelos Estados Unidos. Os Órgãos Sociais da Sociedade são compostos por: Mesa da Assembleia Geral, Direcção e Conselho Fiscal.
 Ribeirinha é uma freguesia suburbana do concelho de Angra do Heroísmo, com 7,90 km² de área e 2 684 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 339,7 hab/km². O centro da freguesia situa-se a cerca de 4,5 km a leste do centro da cidade de Angra do Heroísmo, numa posição sobranceira na encosta da Serra da Ribeirinha.
Esta freguesia que se estende subindo a Serra da Ribeirinha, tem uma antiga igreja dedicada a de São Pedro, a Igreja Paroquial São Pedro da Ribeirinha tratando-se de um Edifício do século XVI, e que foi ampliado no Século XVIII. Tem um altar-mor em talha dourada, e uma Imagem do Senhor Santo Cristo do século XVI. Possui ainda quatro impérios do Espírito Santo, três dos quais do Século XIX.

Segundo alguns historiadores a origem desta freguesia e da sua primitiva população está num flamengo de nome Fernão Dulmo, que com a maior parte da sua gente se deslocou das 4 Ribeiras para os lados de Angra porque esse lugar não não era seu agrado.

Fernão Dulmo é o nome porque ficou conhecido o flamengo Ferdinand van Olm, um dos primeiros povoadores - da segunda viagem com colonos - da ilha Terceira.

Foi-lhe dado terras em Sesmarias na Ribeirinha. Os colonos que o acompanharam formaram povoado.

Em 1486, e por já ter deixado a ilha Terceira, associou-se às iniciativas de exploração do Atlântico Ocidental levadas a cabo durante o reinado de D. João II. A 3 de Março de 1486, D. João II emitiu as respectivas cartas de privilégio, outorgando-lhe quaisquer ilhas ou continentes que por si ou por qualquer outro sob as suas ordens «as ter descoberto ou achado» - a oeste dos Açores.

Em 1486, a primitiva igreja, era uma Capelinha  sujeita à Paróquia de Santana de Porta Alegre, que se localizava no Paul, junto dos Cinco Picos - freguesia do Porto Judeu; Jurisdição Eclisiástica desta paróquia.

Em 1502, A Carta Régia de D. Manuel, cria a Vila de S. Sebastião, com sede no povoado Porto Judeu (junto do porto de pescas). Em 1503 é revogada esta carta que transfere a sede para o povoado da Ribeira de Frei João (abaixo do Arrebaldo). Por força desta alteração (em 1502) deixa a Ribeirinha de pertencer ao Porto Judeu, passando a Curato.

Em 1568 aparece como freguesia independente, por carta régia datada de 30 de Junho desse ano.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Francisco Augusto da Costa Martins


Francisco Augusto da Costa Martins (Sé, Angra do Heroísmo, 4 de Outubro de 1858 – Matriz, Horta, 18 de Abril de 1938) foi coleccionador numismata e militar do Exército português, com a patente de Coronel.
Foi presidente da Câmara Municipal da Horta com início de mandato em 1926 e tido como uma pessoa de elevado conhecimento cultural, facto que o tornaram notável. Manteve uma paixão pelo coleccionismo que o levou a ser o grande pioneiro da numismática nos Açores, e a fazer disso uma ciência. Foi filatelista reconhecido. As suas colecções estenderam-se por várias vertentes e assuntos em que se salientam móveis de origem açoriana, medalhas everónicas, postais, esculturas religiosas de marfim e madeira, objectos de marfim, (dentes e osso de cachalote), relógios, livros, gravuras, registos de santos entre outras curiosidades, como um razoável espólio de cartografia insular.

Fez os seus estudos secundários no então Liceu de Angra do Heroísmo e ingressou de seguida na Escola Politécnica e na Escola do Exército em Lisboa, cujo Conselho de Instrução lhe concedeu diploma em 2 de Janeiro de 1884.
No dia 9 do mesmo mês e ano (Janeiro de 1884), foi promovido a Alferes. Passou primeiro por exercer as suas funções no Batalhão nº 2 de Caçadores da Rainha, depois no Regimento de Caçadores nº 7 e seguidamente no Regimento de Caçadores nº 11. Passou a Tenente por força de Decreto datado de 19 de Setembro de 1889.
Passou ao posto de Capitão por Decreto datado de 23 de Dezembro de 1897, altura em é feita a sua transferência para o Regimento de Infantaria nº 21. Mais tarde é novamente transferido, desta feita para o Regimento de Caçadores nº 11, depois passa ao Regimento de Infantaria nº 26, onde por força do Decreto de 12 de Janeiro de 1908 é promovido a Capitão de 1º Classe e depois, em 29 de Julho de 1909 a Major e é colocado no Regimento de Infantaria nº 21. Deste passa ao Regimento de Infantaria nº 14 e ao nº 25.
Depois desta longa carreira militar tomou parte nas Escolas de Repetição de 1912 a 1913. Foi em 12 de Outubro de 1912 que foi elevado à categoria de Tenente-Coronel para o Estado Maior de Infantaria.
Foi Comandante do 4º Grupo de Metralhadores de Infantaria de Elvas e Estremoz. Em 30 de Junho de 1914 foi colocado em Angra do Heroísmo, no Regimento de Infantaria nº 25, como comandante, sendo de seguida promovido a Coronel para o Estado Maior de Infantaria. Em 25 de Junho de 1915 foi nomeado Comandante do Regimento de Infantaria nº 4 e Governador Militar de Faro. Passou à reserva em 14 de Abril de 1917 e à reforma em 20 de Outubro de 1928.
Foi distinguido com as medalhas de prata e de ouro da classe de Comportamento Exemplar e os graus de Cavaleiro e Grande Oficial da Real Ordem Militar de São Bento de Aviz.
Foi em 1 de Dezembro de 1914, por Ordem do CMA nº 328 e com a patente de Tenente-coronel Governador da Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira, sediada no Monte Brasil e onde actualmente se encontra alojado o Regimento de Guarnição nº 1.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Elaine Ávila

Elaine Ávila nasceu no estado do Maryland, EUA. É descendente de açorianos por parte dos avós, que são oriundos das ilhas do Pico e Faial.

Licenciada em dramaturgia, é uma escritora de teatro muito talentosa.

As suas peças já percorreram o mundo. De entre elas destacam-se Lieutenant Nun, Burn Gloom and Good Fooling. Também, é detentora de vários prémios, nomeadamente "Victoria Critic´s Circle", "Canada Council Millennium Grant", "New Works for Young Women", "Award/Residency from Tulsa University", "The A.S.K. Theatre Projects Scholarship" e o "Alden B. Dow Fellowship".

Atualmente, é presidente do Master of Fine Arts Dramatic
Writing Program, na New Mexico University.