domingo, 16 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Roberto de Mesquita Henriques

Roberto de Mesquita Henriques nasceu em Santa Cruz das Flores a 19 de Junho de 1871, filho de Maria Amélia de Freitas Henriques e do seu primo e marido António Fernando de Mesquita Henriques, proprietário, secretário da Administração do Concelho de Santa Cruz e pagador das Obras Públicas na ilha das Flores. A família estava ligada à pequena aristocracia florentina, tendo na ilha vasta parentela. Tinha também ligações familiares no Faial e na Terceira.
De um casamento anterior, o pai tinha duas filhas; o primeiro filho do casal foi Carlos Fernando de Mesquita Henriques, o poeta Carlos de Mesquita, nascido em 1870, que viria a ser professor da Universidade de Coimbra.
Roberto de Mesquita iniciou os seus estudos no Outono de 1878, matriculando-se na escola régia de Santa Cruz das Flores, estabelecimento que frequentou até Junho de 1875, altura em que foi aprovado no exame do segundo grau da instrução primária. Entretanto, no ano anterior, o seu irmão Carlos já havia concluído o ensino primário e fora enviado para a cidade de Angra do Heroísmo onde iniciara os estudos liceais, razão pela qual em Setembro de 1875 Roberto de Mesquita partiu para a Terceira, onde também se matriculou no Liceu de Angra do Heroísmo.
Os irmãos Mesquita Henriques ficam hospedados em casa de um florentino, de nome Dionísio, onde partilham um quarto. Têm como encarregado de educação Luís da Costa, aparentemente um parente residente na Terceira. Parece datar deste ano passado na Terceira a iniciação dos irmãos na literatura e na poesia, mas, apesar disso, são ambos mal sucedidos nos estudos, regressando às Flores em Julho de 1876 sem ter obtido aprovação. Roberto nem fora admitido a exame.
Perante o insucesso na Terceira, atribuído à influência de um professor florentino hostil à família, no ano imediato optam por se matricular no Liceu da Horta, partindo para aquela cidade em Outubro de 1876. No Faial conseguem o almejado sucesso académico e aprofundam o seu interesse pela literatura, talvez mesmo pela criação poética. Dois dos seus professores, Rodrigo Alves Guerra e Ludovico de Meneses, estimulam essa veia literária dos jovens estudantes, introduzindo-os na tertúlia literária criada em torno da redacção do periódico O Açoreano de que Rodrigo Alves Guerra era redactor.
Roberto de Mesquita consegue aprovação em todas as disciplinas do 1.º ano logo em 1887, o mesmo acontecendo no ano imediato, tendo mesmo conseguido uma distinção na disciplina de Português. Em Julho de 1889 termina as disciplinas do 3.º ano liceal, com excepção de Latim e Matemática, disciplinas em que foi eliminado sem admissão a exame. No ano imediato continua no Liceu da Horta, aparentemente para completar o 3.º ano, mas não existem registos que o comprovem.
Foi neste ano de 1890, qunado ainda era estudante liceal, que ocorreu a estreia literária do jovem Roberto de Mesquita, que sob o pseudónimo de Raul Montanha, publica o soneto Fé no periódico O Amigo do Povo, de Santa Cruz das Flores (Março), a que se segue o poema O Último Olhar, saído no Diário de Anúncios de Ponta Delgada.
Aparentemente por insuficiência económica da família, que já sustentava em Coimbra o irmão mais velho, os planos de partir para Lisboa goram-se e Roberto de Mesquita regressa às Flores no Verão de 1891, interrompendo definitivamente os estudos.
A partir das Flores continua a publicar versos no periódico faialense O Açoreano, recebendo de Coimbra livros e notícias sobre literatura e poesia, enviados por seu irmão Carlos, que entretanto se ligara aos poetas simbolistas e aos meios intelectuais progressistas, que incluíam o seu primo Fernando de Sousa, um activista republicano. Durante alguns messes de 1891 tem como companhia nas Flores o seu antigo professor, o poeta Rodrigo Guerra, agora oficial das alfândegas.
José Eliseu
de cantoria, organizados pelo pai. Foi
durante anos o rapaz novo das
cantigas ao desafio. Agora que assinala 30
anos de carreira, começa a
ver crescer uma nova geração de
cantadores. José Eliseu partilha com
DI-XL as histórias da já longa carreira e
as expectativas para aspróximas décadas.
José Eliseu, 40 anos, natural de São
Bartolomeu dos Regatos, é
engenheiro de segunda a sexta e jornalista
desportivo nos tempos livres.
Não é por esta descrição, no entanto, que
a maioria dos
açorianos o reconhece. Entre a carreira
profissional e os relatos da
bola, Eliseu arranja tempo para uma paixão
com 30 anos: as cantigas ao
desafio.
Foi a sua capacidade de improvisar em rima
que o tornou conhecido nas
ilhas e nas comunidades de emigrantes. Em
2011, assinala três décadas
da primeira actuação e DI-XL quis conhecer
as histórias do passado e as
expectativas para o que aí vem.
Entre as melhores recordações da cantoria
estão também os instantes da
primeira actuação. Faltava-lhe um mês para
completar os 11 anos, quando
por iniciativa de António Plácido, José
Eliseu se estreou nas Festas
de São João de Deus.
Plácido, cantador que celebrizou “as
velhas” com João Ângelo, ouviu
falar de um “pequeno que dizia umas
cantigas” e decidiu -
“corajosamente”, segundo José Eliseu –
propor à comissão de festas queaceitasse o rapaz no grupo de cantadores. Já
estavam contratados o
próprio António Plácido, João Ângelo, Mota
e Galanta, mas a comissão aceitou o desafio.
E assim, a 10 de Junho de 1981, José
Eliseu auta pela primeira vez em
público. Não se lembra já das quadras que
cantou, mas consegue ainda
descrever com precisão o que sentiu na
altura.
Quando chegou a São João de Deus, o
pézinho já tinha começado. Os
cantadores estavam em fila, preparados para
cantar.
Mary Astor
Mary Astor (Quincy, 3 de maio de 1906 — Los Angeles, 25 de
setembro de 1987) foi uma atriz norte-americana.
Nascida Lucile Vasconcellos Laghanke, era
filha de um imigrante alemão, Otto Ludwig Langhanke, e de uma estadunidense de
Illinois, Helen Marie Vasconcellos, descendente de portugueses e irlandeses.
Iniciou a carreira no cinema com pequenas participações, e muitas vezes não
creditada, em 1921, no filme Sentimental Tommy ("Tommy, o
Sentimental"), aos 15 anos de idade, em uma cena que acabou sendo cortada
do filme.
Fez a partir de então pequenos papéis, até
que em 1924 John Barrymore a impôs como sua parceira no filme Beau Brummel
("O Belo Brummel"). Teve uma vida agitada: um tempestuoso caso com
Barrymore, quatro casamentos, foi vítima do alcoolismo e teve uma tentativa de
suicídio. Quando foi ao tribunal lutar pela custódia da filha, na década de 30,
a revelação de seu diário íntimo foi um dos grandes escândalos da época, e sua
carreira sofreu uma queda.
Teve uma filha com o segundo marido, e um
filho, Antonio, do terceiro casamento com Manuel del Campo.
Meredith Vieira
A luso-descendente, que nasceu em Providence, Rhode Island, neta
de emigrantes da ilha açoriana do Faial, entra assim para os anais da história
televisiva como a primeira mulher a cobrir os Jogos Olímpicos em ‘prime time’
(hora nobre).
A jornalista de 60 anos é filha de Mary
Louise Rosa Silveira Vieira e de Edwin Vieira; os seus 4 avós emigraram dos
Açores para a Nova Inglaterra, sendo assim 100% de origem lusa.
Há alguns anos, Meredith Vieira era
detentora de um dos mais caros contratos da TV Americana, quando a cadeia NBC
lhe pagava 10 milhões de dólaresw por ano para co-apresentar o espaço matinal
‘Today’, em Nova Iorque. A jornalista, contudo, renunciaria ao posto para estar
mais tempo com o marido, o produtor Richard Cohen, cuja saúde exige cuidados, e
de quem tem 3 filhos.
Vieira substitui assim o veterano Bob
Costas, que é desde 1988 o rosto dos olímpicos em casa dos americanos.
Fez história, ao apresentar em
directo de Sochi, na Federação Russa, os Jogos Olímpicos de Inverno. A decisão
de colocar Vieira em frente ao microfone foi tomada pela cúpula da emissora
NBC, após Bob Costas ter sido afastado da cobertura olímpica por razões de
saúde.
Museu do vinhos nos Biscoitos
É um museu dos Açores localizado na
freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira,
arquipélago dos Açores.
Este museu que procura contar os 426 anos
de história da cultura da vinha na freguesia dos Biscoitos e que igualmente
procura integrar-se na tradicional paisagem de produção de vinho dos biscoitos,
actualmente Região Demarcada, foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1990, durante
as comemorações do centésimo aniversário da Casa Agrícola Brum pelos herdeiros
de Francisco Maria Brum, antigo produtor de vinha da freguesia dos Biscoitos.
Neste museu é possível ver todo o processo
de produção de vinho, desde o cultivo da videira até à maturação da vinha e à
transformação desta em vinho ou nos seus subprodutos. Aqui encontram-se também
toda uma colectânea de alfaias agrícolas ligadas ao amanho do corrais onde a
videira é cultivada de forma a ficar abrigada das inclemências dos clima.
A Confraria do Vinho Verdelho dos
Biscoitos encontra-se profundamente ligada a esta entidade museológica sendo um
dos seus principais dinamizadores.
O edificio do museu propriamente dito
encontra-se localizado à Canada do Caldeiro, a 50 metros do centro da Freguesia
dos Biscoitos, a 18 km da cidade de Angra do Heroísmo e a 22 km da cidade da
Praia da Vitória.
O museu é a fachada de uma propriedade com 10 alqueires, para além
dos mais 60 que englobam a exploração de Verdelho e é constituído
pelas seguintes secções: uma adega destinada ao Vinho Verdelho, uma Destilaria,
uma Sala etnográfica, uma Sala de provas, uma Casa típica onde é feito o
engarrafamento do Verdelho do Museu, uma Casa típica que é a sede da Confraria
do Vinho Verdelho dos Biscoitos, um Campo ampelográfico, uma Latada, Vários
pátios que alojam peças de lagares, uma Torre, uma Eira, um palheiro com dois
pisos. Neste museu encontram-se vários tipos de produtos vitivinícolas feitos
com as vinhas da região como é o caso:
Brum, (I), vinho Vinho Licoroso de
Qualidade Produzido em Região Determinada (VLQPRD), do tipo licoroso feito com
as castas de Verdelho dos Açores e Terrantez (vestígios), que alcança teor
alcoólico de 17º vol. ou 134 g/litro.
Brum, (II), vinho VLQPRD, do tipo licoroso feito com as castas de
Verdelho dos Açores e Terrantez (vestígios), que alcança teor alcoólico de 17º
vol.
Donatário, vinho do tipo branco, feito com
as castas de Verdelho dos Biscoitos, que alcança um teor alcoólico de 12%.
Chico Maria, (I), do tipo Seco, licoroso,
elaborado com as castas de Verdelho dos Açores e que alcança um teor alcoólico
de 17%.
Chico Maria, (II), do tipo meio seco e
licoroso, elaborado com as castas de verdelho dos Açores e vestígios de
Terrantez da Terceira, alcançado um teor alcoólico de 18%.
Chico Maria, (III), do tipo doce e
licoroso, elaborado com as castas de Verdelho dos Açores e vestígios de
Terrantez da Terceira, alcançado um teor alcoólico de 19%.
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